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Com isolamento, projeto de capacitação é feito pela internet

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Iniciativa destinada a pessoas com mais de 60 anos na região aposta nas aulas de empreendedorismo on-line e na orientação a distância


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

24/05/2020 | 23:59


As pessoas com mais de 60 anos de idade fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus e, por isso, foram as primeiras a serem orientadas a ficar em casa. Com isso, grande parte dos empreendedores dessa faixa etária precisou dar uma pausa nos negócios. Porém, em tempos de quarentena, a palavra-chave é a reinvenção. O Programa Empreender 60 Mais, direcionado ao fomento da atividade para idosos do Grande ABC, vem auxiliando neste período de maneira on-line.

Lançada oficialmente em fevereiro deste ano, a parceria entre o Instituto Centro de Memória e Atualidades com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) visa oferecer capacitação e apoio para os empreendedores mais velhos. Mas, com a quarentena, o acompanhamento e as aulas presenciais não tiveram condições de acontecer. 

De acordo com o economista, consultor econômico e diretor do instituto, Aparecido Faria, o jeito foi fazer um projeto piloto com a disponibilidade de cursos on-line. Dos 726 inscritos no projeto, 120 aceitaram fazer aulas a distância. “Mesmo assim, temos uma defasagem deste total que topou (a frequência é de cerca de 70% do total dos alunos), porque há dificuldades de se conectar. Já fizemos um primeiro curso com duas turmas em empreendedorismo, agora estamos indo para a segunda fase. Estamos tentando organizar pelo WhatsApp. da melhor maneira”, disse.

Segundo Faria, a maioria tem dificuldade de mexer nos computadores. “Tanto que há uma demanda por cursos de informática, e nós tínhamos um presencial. A maioria dos inscritos prefere fazer o curso junto do professor. Mas a gente vai se adaptando a essa nova realidade, por enquanto.”

A previsão é a de que, dependendo da situação da pandemia na região, as aulas presenciais consigam ser retomadas em setembro. Enquanto isso não acontece, além da plataforma on-line, o projeto busca orientar os empreendedores a fazer uma mudança na produção, de acordo com a necessidade atual. 

A moradora de São Bernardo Monika Matrowitz Horvato, 61 anos, é uma das que participam das aulas pela internet. Ela integra a Rede de Artesanato São Bernardo (leia mais abaixo), que reúne cerca de 60 mulheres que trabalham com pintura em madeira, costura, entre outras atividades manuais.

Monika é responsável pela fabricação de roupas para cachorros e integra o grupo há cinco anos. Aprendeu o ofício desde menina, com a mãe e a avó. Na época, era considerado essencial que uma dona de casa soubesse costurar e ela chegou a frequentar curso. Após uma formação em secretariado e atuação na área, a máquina de costura, as agulhas e os tecidos tomaram um espaço cada vez maior em sua vida. Atualmente, no entanto, ajudam no complemento de renda. “Nos meses bons, geralmente quando está frio, eu chego a tirar cerca de R$ 900. Temos clientes super fiéis”, contou.

Com a quarentena, o grupo não conseguiu mais vender os produtos nas feiras da cidade e no quiosque que a rede possui no São Bernardo Plaza Shopping – fechado devido ao decreto da quarentena para conter a disseminação do coronavírus. Mas, acabaram descobrindo a necessidade das máscaras, após fazer uma doação para o Hospital Mário Covas, em Santo André. 

“Minha vizinha é enfermeira, e no hospital que ela trabalha já fizeram 80 pedidos. Meu genro trabalha com manutenção de máquina de hemodiálise, então também conhece pessoas que precisam. Os tecidos eu já tinha aqui. Para quem entende é fácil, é só procurar algumas dicas na internet. É uma necessidade que todo mundo vai ter e as pessoas vão procurar bastante”, disse Monika, que vende cada uma das unidades a R$ 5.

Enquanto isso, ela também assiste às aulas de empreendedorismo pela internet. “Sempre é válido aprender. É muito importante ver como desenvolver os nossos projetos pessoais e não atropelar as coisas.”

O Empreender 60 Mais também conversa com parceiros para garantir o escoamento da produção das máscaras confeccionadas pelas artesãs da rede e adquiriu, em parceria com uma entidade, 250 unidades.

Grupo de artesanato é integrado por 60 mulheres

Nascida em 2009, a Rede de Artesanato São Bernardo é formada por 60 mulheres. Do total, 26 se inscreveram na iniciativa do Empreender 60 Mais, sendo que oito delas já estão produzindo máscaras.

De acordo com a coordenadora do grupo, Rosmari Gastaldello de Faria, cada uma das mulheres ajuda com uma função administrativa no trabalho. “A dificuldade atualmente com a venda das máscaras é ter para quem vender e o escoamento dessa produção”, disse. Isso porque elas não podem sair para oferecer o artesanato e as máscaras. 

O grupo de artesãs produziu, recentemente, máscaras para os profissionais de saúde do Hospital Mário Covas, em Santo André, mobilizadas pelo Ateliê Inventando Arte, ligado à igreja Metodista. “Muitas mulheres do nosso grupo fazem cursos de arte e artesanato nesse projeto e fomos convidadas para colaborar na confecção de 1.500 máscaras para doar para esse hospital”,afirmou. Todo o material utilizado na confecção foi doado pelas artesãs. 

O grupo está vendendo as máscaras no varejo, com retirada ou envio pelos Correios, quanto no atacado, para empresas, comércios, hospitais, entidades e poder público. Os interessados podem entrar em contato pelas redes sociais (www.facebook.com/rededeartesanatosbc), por e-mail (rosfaria@gmail.com) ou pelo WhatsApp (99180-0770). 



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Com isolamento, projeto de capacitação é feito pela internet

Iniciativa destinada a pessoas com mais de 60 anos na região aposta nas aulas de empreendedorismo on-line e na orientação a distância

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

24/05/2020 | 23:59


As pessoas com mais de 60 anos de idade fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus e, por isso, foram as primeiras a serem orientadas a ficar em casa. Com isso, grande parte dos empreendedores dessa faixa etária precisou dar uma pausa nos negócios. Porém, em tempos de quarentena, a palavra-chave é a reinvenção. O Programa Empreender 60 Mais, direcionado ao fomento da atividade para idosos do Grande ABC, vem auxiliando neste período de maneira on-line.

Lançada oficialmente em fevereiro deste ano, a parceria entre o Instituto Centro de Memória e Atualidades com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) visa oferecer capacitação e apoio para os empreendedores mais velhos. Mas, com a quarentena, o acompanhamento e as aulas presenciais não tiveram condições de acontecer. 

De acordo com o economista, consultor econômico e diretor do instituto, Aparecido Faria, o jeito foi fazer um projeto piloto com a disponibilidade de cursos on-line. Dos 726 inscritos no projeto, 120 aceitaram fazer aulas a distância. “Mesmo assim, temos uma defasagem deste total que topou (a frequência é de cerca de 70% do total dos alunos), porque há dificuldades de se conectar. Já fizemos um primeiro curso com duas turmas em empreendedorismo, agora estamos indo para a segunda fase. Estamos tentando organizar pelo WhatsApp. da melhor maneira”, disse.

Segundo Faria, a maioria tem dificuldade de mexer nos computadores. “Tanto que há uma demanda por cursos de informática, e nós tínhamos um presencial. A maioria dos inscritos prefere fazer o curso junto do professor. Mas a gente vai se adaptando a essa nova realidade, por enquanto.”

A previsão é a de que, dependendo da situação da pandemia na região, as aulas presenciais consigam ser retomadas em setembro. Enquanto isso não acontece, além da plataforma on-line, o projeto busca orientar os empreendedores a fazer uma mudança na produção, de acordo com a necessidade atual. 

A moradora de São Bernardo Monika Matrowitz Horvato, 61 anos, é uma das que participam das aulas pela internet. Ela integra a Rede de Artesanato São Bernardo (leia mais abaixo), que reúne cerca de 60 mulheres que trabalham com pintura em madeira, costura, entre outras atividades manuais.

Monika é responsável pela fabricação de roupas para cachorros e integra o grupo há cinco anos. Aprendeu o ofício desde menina, com a mãe e a avó. Na época, era considerado essencial que uma dona de casa soubesse costurar e ela chegou a frequentar curso. Após uma formação em secretariado e atuação na área, a máquina de costura, as agulhas e os tecidos tomaram um espaço cada vez maior em sua vida. Atualmente, no entanto, ajudam no complemento de renda. “Nos meses bons, geralmente quando está frio, eu chego a tirar cerca de R$ 900. Temos clientes super fiéis”, contou.

Com a quarentena, o grupo não conseguiu mais vender os produtos nas feiras da cidade e no quiosque que a rede possui no São Bernardo Plaza Shopping – fechado devido ao decreto da quarentena para conter a disseminação do coronavírus. Mas, acabaram descobrindo a necessidade das máscaras, após fazer uma doação para o Hospital Mário Covas, em Santo André. 

“Minha vizinha é enfermeira, e no hospital que ela trabalha já fizeram 80 pedidos. Meu genro trabalha com manutenção de máquina de hemodiálise, então também conhece pessoas que precisam. Os tecidos eu já tinha aqui. Para quem entende é fácil, é só procurar algumas dicas na internet. É uma necessidade que todo mundo vai ter e as pessoas vão procurar bastante”, disse Monika, que vende cada uma das unidades a R$ 5.

Enquanto isso, ela também assiste às aulas de empreendedorismo pela internet. “Sempre é válido aprender. É muito importante ver como desenvolver os nossos projetos pessoais e não atropelar as coisas.”

O Empreender 60 Mais também conversa com parceiros para garantir o escoamento da produção das máscaras confeccionadas pelas artesãs da rede e adquiriu, em parceria com uma entidade, 250 unidades.

Grupo de artesanato é integrado por 60 mulheres

Nascida em 2009, a Rede de Artesanato São Bernardo é formada por 60 mulheres. Do total, 26 se inscreveram na iniciativa do Empreender 60 Mais, sendo que oito delas já estão produzindo máscaras.

De acordo com a coordenadora do grupo, Rosmari Gastaldello de Faria, cada uma das mulheres ajuda com uma função administrativa no trabalho. “A dificuldade atualmente com a venda das máscaras é ter para quem vender e o escoamento dessa produção”, disse. Isso porque elas não podem sair para oferecer o artesanato e as máscaras. 

O grupo de artesãs produziu, recentemente, máscaras para os profissionais de saúde do Hospital Mário Covas, em Santo André, mobilizadas pelo Ateliê Inventando Arte, ligado à igreja Metodista. “Muitas mulheres do nosso grupo fazem cursos de arte e artesanato nesse projeto e fomos convidadas para colaborar na confecção de 1.500 máscaras para doar para esse hospital”,afirmou. Todo o material utilizado na confecção foi doado pelas artesãs. 

O grupo está vendendo as máscaras no varejo, com retirada ou envio pelos Correios, quanto no atacado, para empresas, comércios, hospitais, entidades e poder público. Os interessados podem entrar em contato pelas redes sociais (www.facebook.com/rededeartesanatosbc), por e-mail (rosfaria@gmail.com) ou pelo WhatsApp (99180-0770). 

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