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As lembranças de um entregador de pão em São Caetano

Na semana passada, Izidoro Herrador completou 75 anos. Toda uma vida em São Caetano


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

18/01/2009 | 00:00


Izidoro Herrador.

Nascimento: São Caetano, 15-1-1934.
Filiação: Antonio Valeriano Herrador e Paula Hernandes Vila.
Primeiro ofício: entregador de pão.
Profissão: industriário da GM.

Na semana passada, Izidoro Herrador completou 75 anos. Toda uma vida em São Caetano. Fez carreira na General Motors do Brasil. Começou como lubrificador, aposentou-se como mecânico de manutenção, com mais de 30 anos de carreira, o que lhe valeu um relógio de ouro pelos 25 anos de casa, um botão de ouro pelos 30 anos e o ingresso automático ao Clube dos 30. Mas o diferencial na sua vida - que hoje é importantíssimo para a própria história da cidade - foi a experiência que Izidoro Herrador teve como entregador de pão.

Tinha 11 anos quando começou. Seguia com Luiz Benedetti, o seu segundo pai. Iam de carroça, puxada pela mula Boneca. A freguesia os aguardava em bairros antigos, nem todos com nomes mantidos até hoje. Vila Barcelona sim, Vila Camila não; Vila Gerty sim, Vila Olinda não; Vila São José sim, Vila Ressaca não...

A pequena (geograficamente) São Caetano tem esse costume: trocar os nomes das suas vilas. O que era Monte Alegre Novo virou bairro Olímpico. Daí a importância de a cidade ouvir mais concidadãos como Izidoro Herrador, que lembra:
1: Antigamente todos se conheciam em São Caetano.
2: Monte Alegre era o bairro dos espanhóis.
3: Cerâmica tinha muitos italianos.
4: Santa Maria, chacareiros portugueses.
5: Vila Paula, húngaros - ou seriam "hungareses"?
6: Vila Ressaca, alemães.
7: No Centro, o Trianon, um bar-e-restaurante impecável da Avenida Francisco Matarazzo.
8: Na Rua Amazonas, o bar do Carvalhinho, ponto de encontro dos jogadores do Monte Alegre que cedeu espaço à Padaria Brasília.
Izidoro Herrador entregava pão na chácara do doutor Souza Voto, e quem o atendia era o caseiro, ‘seo' Antoninho.

AMANHÃ
Lembrança do filão, da bengala e do almofadinha. Pão de água, de cerveja e a panhoca, redondo, quase um pão italiano, mas bem molinho.

Domingo, 18 de janeiro de 1959

Santo André - Rua Visconde de Mauá, na Vila Assunção: lugar de pestilência.

Educação - A história do Ginásio e Escola Normal Santa Terezinha, na Alameda São Bernardo, em Santo André: um projeto dos professores Eliseu Fedri e Severino Colussi.

Futebol - EC Vila Pires, campeão amador do ABC.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Quinta-feira, 18 de janeiro de 1979

Manchete - Egydio (Paulo, governador de São Paulo) respeita os críticos mas faz a defesa do Sanegran

São Bernardo - Cidade ainda é atração para favelados.

Ribeirão Pires - Lançado o 1º Salão da Paisagem.

Editorial - Sr. Paulo Maluf, o Grande ABC pede atenção

Polícia - Outra morte na represa Billings: quatro afogamentos em três dias.

HOJE

Dia Internacional do Riso.

EM 18 DE JANEIRO DE...

1894 - Nasce, em Veneza, Virgínia Corazza Ritucci, a dona Nena, que veio menina para São Bernardo e aqui viveu mais de 100 anos. Na juventude, lavou roupa no córrego dos Meninos, que foi canalizado nos anos 1970 para a construção da Avenida Faria Lima.

1954 - São Paulo comemora o dia do Cronista Carnavalesco e o 19º aniversário do Centro Paulista de Cronistas Carnavalescos.

SANTOS DO DIA

Amancio, Beatriz de Vicência, Liberato, Margarida da Hungria, Prisca e Regina Prottmann.

Ademir Medici é jornalista e autor de livros sobre a memória do Grande ABC



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