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Pandemia reduz ritmo de obras públicas na região

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Intervenções em fase inicial paralisaram andamento do processo; as de cronograma avançado apresentam morosidade


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

23/05/2020 | 23:06


A pandemia do coronavírus, combinada com as regras impostas de isolamento físico, resultou na redução do ritmo de obras públicas no Grande ABC em pleno ano eleitoral. Diante das prioridades voltadas no período às áreas da saúde e de assistência social, com aporte adicional dos cofres municipais em medidas antes não programadas – implantação de hospitais de campanha, compra de itens de proteção e equipamentos de combate à doença –, as intervenções em fase inicial arquitetadas pelas prefeituras paralisaram andamento do processo e, por outro lado, aquelas com cronograma avançado apresentaram morosidade, principalmente devido à mão de obra.

A quarentena na esfera estadual foi iniciada em março. Santo André preparava, por exemplo, ações para o mês de aniversário da cidade, em abril. Entre as previsões estavam entrega da primeira fase do Cine-theatro Carlos Gomes e abertura do Parque Guaraciaba – ambos equipamentos há mais de uma década fechados –, além do começo de obras na Avenida dos Estados, o que envolve pavimentação asfáltica, iluminação e melhorias do entorno. Os prazos foram dilatados. O governo Paulo Serra (PSDB) finalizou, contudo, a construção da creche Jorge Beretta, no Parque Erasmo Assunção, com capacidade para atender 350 crianças de 0 a 3 anos, e mantém a duplicação do Viaduto Adib Chammas, no Centro.

Com a situação atípica, sem precedentes, Diadema registrou impacto no calendário. Reconheceu que o cronograma de obras sofreu alteração com postergação das entregas. “Todas as obras foram suspensas por 30 dias, podendo ser prorrogadas por mais 15”, resumiu o Paço, na ocasião, elencando série de intervenções na lista, como revitalização da Praça Presidente Castelo Branco, lançamento da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Paulina, reforma em três escolas municipais e construção do Pronto Atendimento Infantil, bem como programa de recapeamento de ruas da cidade.

O Paço de São Bernardo alegou que, “por enquanto, não houve necessidade de grandes alterações em cronogramas ou em contratos, apenas prorrogação de prazos, de no máximo 15 dias, devido às dificuldades enfrentadas pelas empresas contratadas e fornecedores neste momento de pandemia”. “A administração continua trabalhando para que as obras em andamento fiquem prontas dentro, ou o mais próximo possível, do prazo inicialmente estipulado”, afirmou, ao emendar que nenhum contrato de execução de obras foi suspenso. No período de isolamento, a Prefeitura inaugurou o Viaduto Tereza Delta e o Hospital de Urgência – este último há dez dias, após atraso.

Mauá assinalou que os efeitos da pandemia “são notórios em todos segmentos laborais, incidindo, inclusive, no planejamento de obras”. Ponderou, contudo, que, no caso, poucas foram as dilações de prazo, “pois a maioria das obras iniciadas encontrava-se em fase final” no período do decreto de calamidade pública, como de pavimentação de vias. Citou ainda a reforma do quarto pavimento do Hospital Nardini, que teve “relativo atraso na entrega”, antes prevista para 20 de abril. “Em razão da redução do número de trabalhadores da obra, mas que, frisa-se, não foi paralisada.” Já quanto ao início de intervenções, pontuou que a maioria depende de aprovações de projetos e autorizações da Caixa. “O prejuízo é global e não pontual. A estimativa é de atraso em torno de seis meses para a retomada de toda a demanda.”

São Caetano pontuou que as 15 obras planejadas prosseguem em andamento, “apesar das dificuldades impostas pelas restrições de mobilidade de pessoas e circulação de mercadorias”. “Cerca de metade deste total depende de recursos externos, federais ou estaduais, obtidos mediante contratos de repasse ou financiamento.” Entre as ações, a construção de escola infantil na Praça Luiz Olinto Tortorello e reforma do Parque Chico Mendes.

A Prefeitura de Ribeirão Pires frisou que está dando sequência às intervenções que já estavam programadas para a cidade, mesmo com quadro de funcionários reduzido. “O período de combate ao coronavírus não alterou a previsão ou contrato das obras”, afirmou, mencionando o Bulevar Gastronômico, o Parque Linear e revitalização da Vila do Doce. Rio Grande da Serra também relatou não ter havido paralisação de obras, admitindo, porém, que “elas estão em ritmo mais lento em virtude de falta, em casos pontuais, de materiais de construção ou ausência dos funcionários na faixa de risco da Covid-19. 



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Pandemia reduz ritmo de obras públicas na região

Intervenções em fase inicial paralisaram andamento do processo; as de cronograma avançado apresentam morosidade

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

23/05/2020 | 23:06


A pandemia do coronavírus, combinada com as regras impostas de isolamento físico, resultou na redução do ritmo de obras públicas no Grande ABC em pleno ano eleitoral. Diante das prioridades voltadas no período às áreas da saúde e de assistência social, com aporte adicional dos cofres municipais em medidas antes não programadas – implantação de hospitais de campanha, compra de itens de proteção e equipamentos de combate à doença –, as intervenções em fase inicial arquitetadas pelas prefeituras paralisaram andamento do processo e, por outro lado, aquelas com cronograma avançado apresentaram morosidade, principalmente devido à mão de obra.

A quarentena na esfera estadual foi iniciada em março. Santo André preparava, por exemplo, ações para o mês de aniversário da cidade, em abril. Entre as previsões estavam entrega da primeira fase do Cine-theatro Carlos Gomes e abertura do Parque Guaraciaba – ambos equipamentos há mais de uma década fechados –, além do começo de obras na Avenida dos Estados, o que envolve pavimentação asfáltica, iluminação e melhorias do entorno. Os prazos foram dilatados. O governo Paulo Serra (PSDB) finalizou, contudo, a construção da creche Jorge Beretta, no Parque Erasmo Assunção, com capacidade para atender 350 crianças de 0 a 3 anos, e mantém a duplicação do Viaduto Adib Chammas, no Centro.

Com a situação atípica, sem precedentes, Diadema registrou impacto no calendário. Reconheceu que o cronograma de obras sofreu alteração com postergação das entregas. “Todas as obras foram suspensas por 30 dias, podendo ser prorrogadas por mais 15”, resumiu o Paço, na ocasião, elencando série de intervenções na lista, como revitalização da Praça Presidente Castelo Branco, lançamento da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Paulina, reforma em três escolas municipais e construção do Pronto Atendimento Infantil, bem como programa de recapeamento de ruas da cidade.

O Paço de São Bernardo alegou que, “por enquanto, não houve necessidade de grandes alterações em cronogramas ou em contratos, apenas prorrogação de prazos, de no máximo 15 dias, devido às dificuldades enfrentadas pelas empresas contratadas e fornecedores neste momento de pandemia”. “A administração continua trabalhando para que as obras em andamento fiquem prontas dentro, ou o mais próximo possível, do prazo inicialmente estipulado”, afirmou, ao emendar que nenhum contrato de execução de obras foi suspenso. No período de isolamento, a Prefeitura inaugurou o Viaduto Tereza Delta e o Hospital de Urgência – este último há dez dias, após atraso.

Mauá assinalou que os efeitos da pandemia “são notórios em todos segmentos laborais, incidindo, inclusive, no planejamento de obras”. Ponderou, contudo, que, no caso, poucas foram as dilações de prazo, “pois a maioria das obras iniciadas encontrava-se em fase final” no período do decreto de calamidade pública, como de pavimentação de vias. Citou ainda a reforma do quarto pavimento do Hospital Nardini, que teve “relativo atraso na entrega”, antes prevista para 20 de abril. “Em razão da redução do número de trabalhadores da obra, mas que, frisa-se, não foi paralisada.” Já quanto ao início de intervenções, pontuou que a maioria depende de aprovações de projetos e autorizações da Caixa. “O prejuízo é global e não pontual. A estimativa é de atraso em torno de seis meses para a retomada de toda a demanda.”

São Caetano pontuou que as 15 obras planejadas prosseguem em andamento, “apesar das dificuldades impostas pelas restrições de mobilidade de pessoas e circulação de mercadorias”. “Cerca de metade deste total depende de recursos externos, federais ou estaduais, obtidos mediante contratos de repasse ou financiamento.” Entre as ações, a construção de escola infantil na Praça Luiz Olinto Tortorello e reforma do Parque Chico Mendes.

A Prefeitura de Ribeirão Pires frisou que está dando sequência às intervenções que já estavam programadas para a cidade, mesmo com quadro de funcionários reduzido. “O período de combate ao coronavírus não alterou a previsão ou contrato das obras”, afirmou, mencionando o Bulevar Gastronômico, o Parque Linear e revitalização da Vila do Doce. Rio Grande da Serra também relatou não ter havido paralisação de obras, admitindo, porém, que “elas estão em ritmo mais lento em virtude de falta, em casos pontuais, de materiais de construção ou ausência dos funcionários na faixa de risco da Covid-19. 

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