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Feriado antecipado não registra aglomerações

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

PM deflagrou Operação Paz e Proteção para coibir pancadões, além de ações de conscientização ao longo de todo o dia


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

23/05/2020 | 00:04


Diferentemente do feriado de 1º de maio, quando a população do Grande ABC desobedeceu as restrições impostas pelo isolamento físico, a celebração antecipada de Corpus Christi, deslocada para ontem, não registrou muitos pontos de aglomeração nas sete cidades. A equipe do Diário percorreu praças, parques e locais que, normalmente, reuniriam pessoas, para constatar se a decisão das prefeituras – decretando mudança na data das comemorações – foi eficaz para a região manter a quarentena, e observou que o movimento nas ruas estava, de fato, mais escasso.

O controle de aglomerações contou com auxílio da PM (Polícia Militar) que, para coibir encontros e excesso de circulação, deflagrou operações ao longo de todo o dia. A corporação espalhou entre as sete cidades do Grande ABC 18 pontos de barreira policial para fiscalização criminal e de trânsito, aproveitando para realizar o reforço nas orientações ao isolamento físico imposto pelo governo do Estado para conter a disseminação da Covid-19, inclusive com auto-falantes, que reforçavam as orientações de cuidados com saúde e higiene.

Já para evitar os famosos pancadões, que costumam não respeitar as medidas de quarentena, tampouco as leis de silêncio, a PM colocou nas ruas a Operação Paz e Proteção, que controlou a possibilidade de as festas acontecerem desde às 17h30.

A ação teve como objetivo preservar “a tranquilidade pública e a segurança das pessoas”, conforme explicou o comandante do CPAM/6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), o coronel Renato Nery Machado, destacando ainda que o feriado antecipado não registrou ocorrências de relevância. “Não tivemos qualquer ocorrência de maior gravidade ao longo do dia. Durante a noite prosseguimos com ações voltadas a prevenir pancadões do início da tarde até a madrugada”, garantiu o comandante.

Até as 20h30 a polícia não recebeu nenhum registro de aglomeração no Grande ABC. “A operação contou ainda com o apoio da Força Tática da PM, reforçando o trabalho das viaturas de patrulha”, afirmou o coronel.

Para ele, é preciso que a população tenha consciência social com a situação da pandemia, saindo de casa somente quando realmente houver a necessidade. “O Grande ABC é uma região extensa e, por isso, contamos também com a ajuda da população para que, caso encontre situações de aglomeração, possa denunciar”, pediu o coronel, explicando ainda que a polícia tem feito não somente patrulha nos locais que costumam reunir excesso de pessoas, mas também ao longo de todas as sete cidades, no intuito de reforçar o controle de movimento.

PRÉ-FERIADO
Na noite de quinta-feira, o pré-feriado marcou encontros de jovens, especialmente em postos de gasolina, onde carros estacionados com música alta e consumo de álcool foram observados ocorrendo de forma livre. O coronel destaca que, quando a PM recebe este tipo de denúncia, ou até mesmo flagra as reuniões, a ação está sendo no sentido de orientar a população para que volte a suas casas, prevenindo a disseminação do vírus, e o risco com as próprias vidas. “Temos tido sucesso nesse quesito. Orientamos as pessoas e não tivemos reações adversas”, comemorou o coronel.

Menor morre após troca de tiros, afirma a polícia

Depois de um mês que escrivão de polícia do 2º DP (Camilópolis) de Santo André sofreu tentativa de assalto – e acabou matando um dos participantes do crime –, os outros dois acusados foram encontrados, quinta-feira. Um deles, Juan Ramos Oliveira Ferreira, 16 anos, teria morrido após troca de tiros com investigadores no Jardim Elba, na Zona Leste da Capital, segundo a polícia.

De acordo com a ocorrência, agentes da PM (Polícia Militar) levaram ao 2º DP dois jovens que foram encontrados portando armas de fogo no município andreense. No distrito, ao ver um dos criminosos – cujo nome não foi divulgado –, o escrivão o reconheceu, questionando sobre o crime ocorrido contra ele no dia 21 de abril. O jovem, que confessou ter sido o condutor do assalto – e foi apreendido –, entregou o terceiro participante – identificado posteriormente como Juan –, informando o endereço do menor, na Capital.

Investigadores da Polícia Civil foram até a residência do adolescente e relataram que, ao se apresentar, o jovem reagiu disparando com um revólver contra os agentes. Ainda de acordo com o depoimento dos policiais, somente após o segundo disparo de Juan eles reagiram e atiraram, sem precisar quantos tiros foram disparados. O jovem chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu aos ferimentos.

A morte do garoto, entretanto, provocou manifestações contra a ação da polícia, ainda enquanto os agentes estavam no local. Os policiais afirmam que tiveram de pedir reforços à PM para conter a população, que chegou a atear fogo em carros, enquanto Juan era socorrido pelo serviço de emergência.

Os agentes, por sua vez, alegam ter agido em legítima defesa, apresentando a ocorrência no distrito policial.

OUTRO LADO
Em vídeos publicados nas redes sociais, a população diz que a ação da polícia aconteceu de forma “desmedida”. De acordo com depoimento dos moradores locais, os agentes invadiram a casa de Juan, que estava responsável por seus dois irmãos menores, sem se identificarem.

Testemunhas afirmam ainda que os agentes estavam mascarados e entraram na residência quando o jovem estava sentado para jantar e, portanto, não estaria armado. Os depoimentos reforçam que não houve troca de tiros com os agentes, que teriam colocado o menor de joelhos e disparado contra ele.

Em depoimento, a mãe do menor diz que chegou em casa na sequência da ação e afirma que, além de Juan ter sido baleado, seu filho, de 11 anos, também teria sido agredido pela polícia.

Após longo debate na Assembleia, 9 de julho é aceito

AAlesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) encerrou perto do meio-dia de ontem a votação do projeto de lei que antecipa o feriado do Dia da Revolução Constitucionalista de 9 de julho para segunda-feira ao rejeitar em bloco, por 72 votos a quatro, as emendas apresentadas à matéria, entre elas a que buscava instituir o isolamento total (lockdown) no Estado. Agora, o projeto segue com seu texto original para sanção pelo governador João Doria (PSDB), ele mesmo autor da proposta.

O texto-base havia sido aprovado pelo plenário da Alesp na madrugada de ontem por 57 votos a cinco, em sessão iniciada na tarde de quinta. Antes, o líder do governo, deputado Carlão Pignatari (PSDB), conseguiu aprovar rito de tramitação, que inviabilizou substitutivos da oposição e fez as emendas serem debatidas em único bloco. Com isso, impediu que propostas como a instituição de barreiras sanitárias nas rodovias de acesso aos litorais Sul e Norte, a restrição do tráfego de veículos no perímetro de 150 quilômetros em torno do Centro da Capital e até mesmo a proibição, nos primeiros 15 dias de junho, da circulação de pessoas (lockdown) fossem avaliadas individualmente pelos deputados.

A criação do “megaferiado” é estratégia do governo estadual e das prefeituras para aumentar a taxa de isolamento. Na região as administrações anteciparam para ontem a pausa de Corpus Christi, que seria celebrada no dia 11 de junho. 



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Feriado antecipado não registra aglomerações

PM deflagrou Operação Paz e Proteção para coibir pancadões, além de ações de conscientização ao longo de todo o dia

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

23/05/2020 | 00:04


Diferentemente do feriado de 1º de maio, quando a população do Grande ABC desobedeceu as restrições impostas pelo isolamento físico, a celebração antecipada de Corpus Christi, deslocada para ontem, não registrou muitos pontos de aglomeração nas sete cidades. A equipe do Diário percorreu praças, parques e locais que, normalmente, reuniriam pessoas, para constatar se a decisão das prefeituras – decretando mudança na data das comemorações – foi eficaz para a região manter a quarentena, e observou que o movimento nas ruas estava, de fato, mais escasso.

O controle de aglomerações contou com auxílio da PM (Polícia Militar) que, para coibir encontros e excesso de circulação, deflagrou operações ao longo de todo o dia. A corporação espalhou entre as sete cidades do Grande ABC 18 pontos de barreira policial para fiscalização criminal e de trânsito, aproveitando para realizar o reforço nas orientações ao isolamento físico imposto pelo governo do Estado para conter a disseminação da Covid-19, inclusive com auto-falantes, que reforçavam as orientações de cuidados com saúde e higiene.

Já para evitar os famosos pancadões, que costumam não respeitar as medidas de quarentena, tampouco as leis de silêncio, a PM colocou nas ruas a Operação Paz e Proteção, que controlou a possibilidade de as festas acontecerem desde às 17h30.

A ação teve como objetivo preservar “a tranquilidade pública e a segurança das pessoas”, conforme explicou o comandante do CPAM/6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), o coronel Renato Nery Machado, destacando ainda que o feriado antecipado não registrou ocorrências de relevância. “Não tivemos qualquer ocorrência de maior gravidade ao longo do dia. Durante a noite prosseguimos com ações voltadas a prevenir pancadões do início da tarde até a madrugada”, garantiu o comandante.

Até as 20h30 a polícia não recebeu nenhum registro de aglomeração no Grande ABC. “A operação contou ainda com o apoio da Força Tática da PM, reforçando o trabalho das viaturas de patrulha”, afirmou o coronel.

Para ele, é preciso que a população tenha consciência social com a situação da pandemia, saindo de casa somente quando realmente houver a necessidade. “O Grande ABC é uma região extensa e, por isso, contamos também com a ajuda da população para que, caso encontre situações de aglomeração, possa denunciar”, pediu o coronel, explicando ainda que a polícia tem feito não somente patrulha nos locais que costumam reunir excesso de pessoas, mas também ao longo de todas as sete cidades, no intuito de reforçar o controle de movimento.

PRÉ-FERIADO
Na noite de quinta-feira, o pré-feriado marcou encontros de jovens, especialmente em postos de gasolina, onde carros estacionados com música alta e consumo de álcool foram observados ocorrendo de forma livre. O coronel destaca que, quando a PM recebe este tipo de denúncia, ou até mesmo flagra as reuniões, a ação está sendo no sentido de orientar a população para que volte a suas casas, prevenindo a disseminação do vírus, e o risco com as próprias vidas. “Temos tido sucesso nesse quesito. Orientamos as pessoas e não tivemos reações adversas”, comemorou o coronel.

Menor morre após troca de tiros, afirma a polícia

Depois de um mês que escrivão de polícia do 2º DP (Camilópolis) de Santo André sofreu tentativa de assalto – e acabou matando um dos participantes do crime –, os outros dois acusados foram encontrados, quinta-feira. Um deles, Juan Ramos Oliveira Ferreira, 16 anos, teria morrido após troca de tiros com investigadores no Jardim Elba, na Zona Leste da Capital, segundo a polícia.

De acordo com a ocorrência, agentes da PM (Polícia Militar) levaram ao 2º DP dois jovens que foram encontrados portando armas de fogo no município andreense. No distrito, ao ver um dos criminosos – cujo nome não foi divulgado –, o escrivão o reconheceu, questionando sobre o crime ocorrido contra ele no dia 21 de abril. O jovem, que confessou ter sido o condutor do assalto – e foi apreendido –, entregou o terceiro participante – identificado posteriormente como Juan –, informando o endereço do menor, na Capital.

Investigadores da Polícia Civil foram até a residência do adolescente e relataram que, ao se apresentar, o jovem reagiu disparando com um revólver contra os agentes. Ainda de acordo com o depoimento dos policiais, somente após o segundo disparo de Juan eles reagiram e atiraram, sem precisar quantos tiros foram disparados. O jovem chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu aos ferimentos.

A morte do garoto, entretanto, provocou manifestações contra a ação da polícia, ainda enquanto os agentes estavam no local. Os policiais afirmam que tiveram de pedir reforços à PM para conter a população, que chegou a atear fogo em carros, enquanto Juan era socorrido pelo serviço de emergência.

Os agentes, por sua vez, alegam ter agido em legítima defesa, apresentando a ocorrência no distrito policial.

OUTRO LADO
Em vídeos publicados nas redes sociais, a população diz que a ação da polícia aconteceu de forma “desmedida”. De acordo com depoimento dos moradores locais, os agentes invadiram a casa de Juan, que estava responsável por seus dois irmãos menores, sem se identificarem.

Testemunhas afirmam ainda que os agentes estavam mascarados e entraram na residência quando o jovem estava sentado para jantar e, portanto, não estaria armado. Os depoimentos reforçam que não houve troca de tiros com os agentes, que teriam colocado o menor de joelhos e disparado contra ele.

Em depoimento, a mãe do menor diz que chegou em casa na sequência da ação e afirma que, além de Juan ter sido baleado, seu filho, de 11 anos, também teria sido agredido pela polícia.

Após longo debate na Assembleia, 9 de julho é aceito

AAlesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) encerrou perto do meio-dia de ontem a votação do projeto de lei que antecipa o feriado do Dia da Revolução Constitucionalista de 9 de julho para segunda-feira ao rejeitar em bloco, por 72 votos a quatro, as emendas apresentadas à matéria, entre elas a que buscava instituir o isolamento total (lockdown) no Estado. Agora, o projeto segue com seu texto original para sanção pelo governador João Doria (PSDB), ele mesmo autor da proposta.

O texto-base havia sido aprovado pelo plenário da Alesp na madrugada de ontem por 57 votos a cinco, em sessão iniciada na tarde de quinta. Antes, o líder do governo, deputado Carlão Pignatari (PSDB), conseguiu aprovar rito de tramitação, que inviabilizou substitutivos da oposição e fez as emendas serem debatidas em único bloco. Com isso, impediu que propostas como a instituição de barreiras sanitárias nas rodovias de acesso aos litorais Sul e Norte, a restrição do tráfego de veículos no perímetro de 150 quilômetros em torno do Centro da Capital e até mesmo a proibição, nos primeiros 15 dias de junho, da circulação de pessoas (lockdown) fossem avaliadas individualmente pelos deputados.

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