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Pressão por todo lado


Do Diário do Grande ABC

22/05/2020 | 23:59


As expressões por trás das constantes entrevistas de autoridades das mais variadas esferas de poder revelam a pressão interna a que todas estão submetidas em tempos de recrudescimento da pandemia. Na conduta de cada um fica nítido o estresse gerado pelo estabelecimento da dicotomia entre saúde e economia. Com a curva de casos em ascensão – ontem o Brasil superou a Rússia no número de contaminados e se tornou o segundo país do mundo no ranking de disseminação do novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos –, sem dar sinais de quando vai inverter a tendência, a falta de renda começa a destruir a estrutura familiar.

Pesquisa divulgada pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista mostra que a extensão da quarentena, que amanhã completa dois meses, devasta a economia doméstica. De acordo com o estudo, o percentual de famílias cujos ganhos foram comprometidos pelas restrições impostas pelas políticas sanitárias de combate ao vírus subiu de 46% no começo de abril para 55% na segunda quinzena do mesmo mês.

Consequentemente, a desidratação da renda provoca desequilíbrio no orçamento doméstico. Contas de serviços, como as de água e luz, deixam de ser pagas, assim como mensalidades, dívidas bancárias, crediários e outros compromissos financeiros. Em poucas semanas, falta dinheiro também para a aquisição de itens básicos, inclusive para a alimentação – recentemente, este Diário mostrou que restaurantes populares passaram a atrair parcela da população que nunca havia frequentado os locais.

É, portanto, natural que aumente significativamente, sobre o ombro de prefeitos, governadores e presidente da República, a compressão de parcela expressiva da população defendendo a retomada imediata das atividades. Partir para o confronto, todavia, não ajudará na resolução da questão. A conscientização e os investimentos em massa em prevenção e tratamento são, por enquanto, duas das poucas armas à disposição dos gestores para derrubar o número de casos de Covid-19. 



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Pressão por todo lado

Do Diário do Grande ABC

22/05/2020 | 23:59


As expressões por trás das constantes entrevistas de autoridades das mais variadas esferas de poder revelam a pressão interna a que todas estão submetidas em tempos de recrudescimento da pandemia. Na conduta de cada um fica nítido o estresse gerado pelo estabelecimento da dicotomia entre saúde e economia. Com a curva de casos em ascensão – ontem o Brasil superou a Rússia no número de contaminados e se tornou o segundo país do mundo no ranking de disseminação do novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos –, sem dar sinais de quando vai inverter a tendência, a falta de renda começa a destruir a estrutura familiar.

Pesquisa divulgada pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista mostra que a extensão da quarentena, que amanhã completa dois meses, devasta a economia doméstica. De acordo com o estudo, o percentual de famílias cujos ganhos foram comprometidos pelas restrições impostas pelas políticas sanitárias de combate ao vírus subiu de 46% no começo de abril para 55% na segunda quinzena do mesmo mês.

Consequentemente, a desidratação da renda provoca desequilíbrio no orçamento doméstico. Contas de serviços, como as de água e luz, deixam de ser pagas, assim como mensalidades, dívidas bancárias, crediários e outros compromissos financeiros. Em poucas semanas, falta dinheiro também para a aquisição de itens básicos, inclusive para a alimentação – recentemente, este Diário mostrou que restaurantes populares passaram a atrair parcela da população que nunca havia frequentado os locais.

É, portanto, natural que aumente significativamente, sobre o ombro de prefeitos, governadores e presidente da República, a compressão de parcela expressiva da população defendendo a retomada imediata das atividades. Partir para o confronto, todavia, não ajudará na resolução da questão. A conscientização e os investimentos em massa em prevenção e tratamento são, por enquanto, duas das poucas armas à disposição dos gestores para derrubar o número de casos de Covid-19. 

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