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Bruno Daniel recebe primeiros três infectados com coronavírus

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estrutura montada no gramado foi acionada após Dell'Antonia atingir ocupação de 70%


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

23/05/2020 | 00:01


Lugar de inesquecíveis conquistas – e amargas decepções – vividas pelo EC Santo André nos últimos 51 anos, desde sua construção, o Estádio Bruno Daniel viveu emoção diferente ontem. No início da tarde, o local recebeu os primeiros pacientes do hospital de campanha, montado no gramado para dar suporte à rede municipal de saúde no combate à Covid-19. Uma mulher, 62 anos, e dois homens, 42 e 51, todos com quadro clínico estável e transferidos em ambulâncias da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Perimetral.

Eles ocupam os três primeiros dos 120 leitos – sendo dez de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) –, que estavam montados desde 29 de abril.
A decisão de levar os primeiros pacientes para lá foi tomada diante da saturação dos leitos das estruturas provisórias montadas nos três ginásios do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, que entrou em funcionamento no dia 17 de abril e ontem atingiu 70% da capacidade. Da mesma forma, um terceiro hospital de campanha, montado na quadra da UFABC (Universidade Federal do ABC) já está praticamente pronto para ser utilizado quando restarem apenas 30% dos leitos no Bruno Daniel.

“Tínhamos a perspectiva de iniciar as atividades do (hospital de campanha) Bruno Daniel quando o Dell’Antonia chegasse a 70% da sua capacidade. Nossa previsão era a de que isso acontecesse no dia 15 de maio. Hoje (ontem) é dia 21. Isso mostra a colaboração da cidade na questão do isolamento, além das ações de desinfecção, do uso das máscaras, enfim, a eficiência das políticas implementadas para a contenção do vírus”, comemorou o prefeito Paulo Serra (PSDB).
A abertura dos 120 novos leitos desafoga o sistema de saúde andreense em momento importante. A cidade não conta mais com as acomodações do CHM (Centro Hospitalar Municipal), já que 100% dos leitos separados para pacientes com a Covid-19 (31 UTIs e 17 enfermarias) estão preenchidos.

“A abertura do Bruno Daniel deixa Santo André, hoje (ontem), com 48,9% de ocupação dos leitos, que é taxa longe de ser confortável, mas bem melhor do que outras cidades. Isso só foi possível com planejamento. Apesar da velocidade do vírus, estamos trabalhando sempre à frente para termos ocupação sempre abaixo dos 70%”, declarou o prefeito.

Paulo Serra explicou que os leitos disponíveis no Bruno Daniel têm como prioridade o munícipe. Segundo o chefe do Executivo, a cidade dispõe de acomodações compartilhadas com outras cidades por meio do sistema Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), que é gerenciado pelo governo do Estado e envia pacientes quando não encontra vaga na cidade de origem. “Já atendemos pacientes de várias cidades, São Bernardo, Diadema, São Paulo, assim como os outros municípios também atendem os nossos moradores. Mas esses leitos do Bruno Daniel ficam apenas no sistema municipal, não são disponibilizados no Cross. Claro que a nossa prioridade é salvar vidas, independentemente do local onde a pessoa mora”, enfatizou Paulo Serra.

Por falar em salvar vidas, o prefeito comemora os bons índices de recuperação de pacientes nos hospitais de campanha, que está entre os melhores do Grande ABC. Até ontem, a cidade já acumulava 772 altas médicas, entre os 1.523 pacientes contaminados com a doença desde o início da pandemia, ou seja, 50,6%. Em contrapartida, já são 122 mortes (8%).

Os 120 leitos do Bruno Daniel estão preparados para receber pacientes de baixa, média e alta complexidades. O local conta com laboratório próprio, equipamento de raio X portátil e digital, além de quatro postos de enfermagem com leitos para isolamento.

A Secretaria de Saúde reforça que as UPAs e unidades de saúde continuam sendo a referência para o atendimento inicial de casos de coronavírus. Os hospitais de campanha funcionam como retaguarda do serviço público e os pacientes chegam, exclusivamente, transferidos por ambulâncias. 



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Bruno Daniel recebe primeiros três infectados com coronavírus

Estrutura montada no gramado foi acionada após Dell'Antonia atingir ocupação de 70%

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

23/05/2020 | 00:01


Lugar de inesquecíveis conquistas – e amargas decepções – vividas pelo EC Santo André nos últimos 51 anos, desde sua construção, o Estádio Bruno Daniel viveu emoção diferente ontem. No início da tarde, o local recebeu os primeiros pacientes do hospital de campanha, montado no gramado para dar suporte à rede municipal de saúde no combate à Covid-19. Uma mulher, 62 anos, e dois homens, 42 e 51, todos com quadro clínico estável e transferidos em ambulâncias da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Perimetral.

Eles ocupam os três primeiros dos 120 leitos – sendo dez de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) –, que estavam montados desde 29 de abril.
A decisão de levar os primeiros pacientes para lá foi tomada diante da saturação dos leitos das estruturas provisórias montadas nos três ginásios do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, que entrou em funcionamento no dia 17 de abril e ontem atingiu 70% da capacidade. Da mesma forma, um terceiro hospital de campanha, montado na quadra da UFABC (Universidade Federal do ABC) já está praticamente pronto para ser utilizado quando restarem apenas 30% dos leitos no Bruno Daniel.

“Tínhamos a perspectiva de iniciar as atividades do (hospital de campanha) Bruno Daniel quando o Dell’Antonia chegasse a 70% da sua capacidade. Nossa previsão era a de que isso acontecesse no dia 15 de maio. Hoje (ontem) é dia 21. Isso mostra a colaboração da cidade na questão do isolamento, além das ações de desinfecção, do uso das máscaras, enfim, a eficiência das políticas implementadas para a contenção do vírus”, comemorou o prefeito Paulo Serra (PSDB).
A abertura dos 120 novos leitos desafoga o sistema de saúde andreense em momento importante. A cidade não conta mais com as acomodações do CHM (Centro Hospitalar Municipal), já que 100% dos leitos separados para pacientes com a Covid-19 (31 UTIs e 17 enfermarias) estão preenchidos.

“A abertura do Bruno Daniel deixa Santo André, hoje (ontem), com 48,9% de ocupação dos leitos, que é taxa longe de ser confortável, mas bem melhor do que outras cidades. Isso só foi possível com planejamento. Apesar da velocidade do vírus, estamos trabalhando sempre à frente para termos ocupação sempre abaixo dos 70%”, declarou o prefeito.

Paulo Serra explicou que os leitos disponíveis no Bruno Daniel têm como prioridade o munícipe. Segundo o chefe do Executivo, a cidade dispõe de acomodações compartilhadas com outras cidades por meio do sistema Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), que é gerenciado pelo governo do Estado e envia pacientes quando não encontra vaga na cidade de origem. “Já atendemos pacientes de várias cidades, São Bernardo, Diadema, São Paulo, assim como os outros municípios também atendem os nossos moradores. Mas esses leitos do Bruno Daniel ficam apenas no sistema municipal, não são disponibilizados no Cross. Claro que a nossa prioridade é salvar vidas, independentemente do local onde a pessoa mora”, enfatizou Paulo Serra.

Por falar em salvar vidas, o prefeito comemora os bons índices de recuperação de pacientes nos hospitais de campanha, que está entre os melhores do Grande ABC. Até ontem, a cidade já acumulava 772 altas médicas, entre os 1.523 pacientes contaminados com a doença desde o início da pandemia, ou seja, 50,6%. Em contrapartida, já são 122 mortes (8%).

Os 120 leitos do Bruno Daniel estão preparados para receber pacientes de baixa, média e alta complexidades. O local conta com laboratório próprio, equipamento de raio X portátil e digital, além de quatro postos de enfermagem com leitos para isolamento.

A Secretaria de Saúde reforça que as UPAs e unidades de saúde continuam sendo a referência para o atendimento inicial de casos de coronavírus. Os hospitais de campanha funcionam como retaguarda do serviço público e os pacientes chegam, exclusivamente, transferidos por ambulâncias. 

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