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Bienal de Arquitetura abre para o público


Do Diário do Grande ABC

21/11/1999 | 17:36


Sem os móveis do arquiteto americano Frank O. Gehry (o autor do projeto do Guggenheim de Bilbao) e com as presenças bem-humoradas dos veteranos brasileiros José Zanine Caldas e Joao Filgueiras Lima, o Lelé, foi aberta no sábado (20), às 11 horas, a 4.ª Bienal Internacional de Arquitetura de Sao Paulo. A direçao da mostra convidou 15 mil pessoas para a abertura.

A sala especial de Frank Gehry no terceiro pavimento do pavilhao parecia uma instalaçao da bienal de artes visuais. Um imenso tablado de madeira com folhetos indicava um mobiliário de 30 cadeiras, só que invisíveis. O material, que pertence ao Vitra Design Museum, só chegaria nesta segunda-feira (22) a Sao Paulo, conforme informaçao da assessoria de imprensa da bienal.

A mostra foi aberta com discursos do governador do Estado de Sao Paulo, Mário Covas (também presidente de honra), e do presidente da bienal, Carlos Bratke. Representando os arquitetos estrangeiros estava o argentino Alberto Varas, autor dos projetos de renovaçao urbana do Retiro e da Cidade Universitária de Buenos Aires.

O arquiteto baiano José Zanine Caldas, de 84 anos, apresentou pessoalmente ao público sua exposiçao no primeiro pavimento, composta de suas cadeiras dos anos 50, maquetes de casas e projetos rurais e móveis. Zanine conversava com os visitantes em volta da mesa de sua própria casa, enquanto comia frutas. A mesa é feita da base de um tronco de árvore, com um tampo de vidro e com um buraco ao centro (espécie de vaso), onde o arquiteto alterna flores e frutos.

Outro hit da megaexposiçao é o módulo de uma estaçao orbital montado no térreo do pavilhao. É a réplica de uma estaçao real da agência espacial americana, a Nasa, e ocupa 600 metros quadrados de área. Mostra, por exemplo, como os astronautas tomam banho e vao ao banheiro e ensina sobre o reaproveitamento de matéria orgânica. As crianças adoram.

Os objetos de consumo mais procurados sao as réplicas de cadeiras da Vitra Design, que têm cópias de móveis de Van der Rohe, Frank Gehry e outros. Sao maravilhosas, mas o preço é salgadíssimo: entre R$ 200 e R$ 600. No segundo pavimento, a mostra Arquitetura para Cultura, organizada pela curadoria da bienal com patrocínio da Volkswagem e apoio do Estado, ilustra com painéis a leveza dos projetos desenvolvidos com fins culturais. Ao lado, a mostra The Danish Wave (A Onda Dinamarquesa) revela como se deve aliar - no desenho industrial - leveza e funcionalismo.

Outra exposiçao que desperta grande interesse do público - a exemplo do que já ocorreu na última bienal, em 1997 - é a da Associaçao Brasileira dos Construtores com Terra. Tem grandes paredes de taipa de pilao e um "forno" rural de tijolos de argila. No centro, um aparelho de som tocando música erudita.

Segundo estimativa do presidente da bienal, Carlos Bratke, a mostra pode levar ao Ibirapuera entre 150 mil e 200 mil pessoas até o dia 25 de janeiro, quando termina. A grande discussao que essa ediçao propoe é sobre a humanizaçao das metrópoles e a transformaçao das megacidades para o próximo século.



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