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Parreira, o técnico que deseja entrar para a história


Da AFP

31/05/2006 | 11:04


Se era preciso fazer mudanças no comando técnico da Seleção Brasileira após a saída voluntária de Luiz Felipe Scolari, que deixou o cargo apesar da conquista do pentacampeonato na Copa de 2002, nada melhor do que recorrer ao técnico que conseguiu o tetra, o experiente Carlos Alberto Parreira, de 63 anos, que tentará o segundo título mundial com o país na Copa do Mundo da Alemanha.

E melhor ainda: Parreira assumiu a Seleção Brasileira mais uma vez acompanhado do parceiro de longa data, o lendário Mário Jorge Lobo Zagallo, que já o havia acompanhado na vencedora comissão técnica na Copa de 1994, nos Estados Unidos, como coordenador-técnico.

A parceria remonta a 1970, ano do tricampeonato brasileiro. Zagallo, substituindo João Saldanha, era o treinador da equipe que reunia Pelé, Tostão, Gérson, Jairzinho e companhia. Parreira, que nunca foi jogador de futebol, era membro da equipe de preparação física.

Antes de se juntar à comissão técnica da Seleção nas Copas de 1970 e 1974, sempre como preparador físico das equipes comandadas por Zagallo, Parreira teve uma experiência como treinador da seleção de Gana, depois de participar de um concurso promovido pelo Itamaraty, que selecionaria um técnico brasileiro. Fez sucesso na África, levando Gana ao vice-campeonato da Copa da África em 1968. Nesse mesmo ano, conduziu o principal time do país, o Kotoko S. C, ao título continental de clubes

Em 1976, Zagallo foi convidado a dirigir a seleção do Kuwait, na qual permaneceu até 1978, e levou Parreira junto. O Velho Lobo saiu de cena e Parreira ficou no Kuwait até 1982, classificando o país à Copa do Mundo da Espanha.

Em 1983, Parreira assumiu pela primeira vez o comando técnico da Seleção Brasileira, permanecendo até 1984. Depois, Zagallo e Parreira compartilharam a direção técnica dos Emirados Árabes Unidos, levando este país pela primeira vez a uma Copa do Mundo, na Itália, em 1990. Nesse meio tempo, Parreira teve passagem pela seleção da Arábia Saudita.

Em 1991, Parreira aceitou um novo desafio: fazer com que a Seleção Brasileira voltasse a ser campeã mundial depois de 24 anos. Para isso, convidou o amigo inseparável para ser coordenador-técnico. O objetivo foi alcançado três anos depois, em 1994, nos Estados Unidos, pelos pés de uma outra dupla que brilhava dentro de campo: Romário e Bebeto.

Após a Copa dos EUA, Parreira deixou a Seleção, mas Zagallo permaneceu, voltando a ser o técnico da equipe. Em 1998, na França, o Brasil perderia a final para os anfitriões em meio às misteriosas convulsões de Ronaldo no dia da decisão.

Parreira iniciou sua carreira como preparador físico no São Cristóvão em 1967. Voltou a trabalhar num clube, novamente como preparador físico, em 1969, desta vez no Vasco, após a passagem pela África.

Em 1970, transferiu-se para o Fluminense, time do coração, do qual virou treinador em 1975 e levou o clube ao título carioca. Após experiências no mundo árabe, retornou ao Fluminense em 1983 e foi campeão brasileiro pelo Tricolor carioca no ano seguinte.

Voltou a dirigir um clube brasileiro em 1991, o Bragantino, time pelo qual foi vice-campeão brasileiro, perdendo na final para o São Paulo de Telê Santana.

Após a Copa de 1994, foi convidado para dirigir o Valencia, da Espanha. Em 1996, mudou-se para a Turquia, para treinar o Fernerbahçe, pelo qual foi campeão turco.

Ainda em 1996, Parreira assumiu o São Paulo. Sua passagem pelo Tricolor Paulista, porém, não foi boa, e o treinador voltou a deixar o país em 1997, desta vez para os Estados Unidos, onde comandou o New York MetroStar.

Em 1999, dirigiu o Atlético Mineiro e logo depois o Fluminense, que estava na Terceira Divisão. Parreira fez um bom trabalho e levou a equipe de volta à 'Segundona'.

Em 2001, teve uma rápida passagem pelo Inter. No ano seguinte, Carlos Alberto Parreira chegava ao Corinthians, time pelo qual conquistou o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil e ainda foi vice-campeão do Brasileirão, perdendo na final para o Santos de Robinho e Diego.

Durante muito tempo discutido e criticado, mas atualmente muito respeitado pelos críticos graças aos bons resultados recentes, Parreira quer fazer, mais uma vez, história com o Brasil na Copa da Alemanha.

Parreira espera conquistar mais um título mundial como técnico da Seleção Brasileira, desta vez com um time repleto de estrelas, apontado como favorito absoluto para a conquista do hexacampeonato.

A chave de Parreira e Zagallo para as vitórias está apoiada no 'quadrado mágico' formado por Ronaldinho Gaúcho (FC Barcelona), Kaká (AC Milan), Ronaldo (Real Madrid) e Adriano (Inter de Milão).


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Parreira, o técnico que deseja entrar para a história

Da AFP

31/05/2006 | 11:04


Se era preciso fazer mudanças no comando técnico da Seleção Brasileira após a saída voluntária de Luiz Felipe Scolari, que deixou o cargo apesar da conquista do pentacampeonato na Copa de 2002, nada melhor do que recorrer ao técnico que conseguiu o tetra, o experiente Carlos Alberto Parreira, de 63 anos, que tentará o segundo título mundial com o país na Copa do Mundo da Alemanha.

E melhor ainda: Parreira assumiu a Seleção Brasileira mais uma vez acompanhado do parceiro de longa data, o lendário Mário Jorge Lobo Zagallo, que já o havia acompanhado na vencedora comissão técnica na Copa de 1994, nos Estados Unidos, como coordenador-técnico.

A parceria remonta a 1970, ano do tricampeonato brasileiro. Zagallo, substituindo João Saldanha, era o treinador da equipe que reunia Pelé, Tostão, Gérson, Jairzinho e companhia. Parreira, que nunca foi jogador de futebol, era membro da equipe de preparação física.

Antes de se juntar à comissão técnica da Seleção nas Copas de 1970 e 1974, sempre como preparador físico das equipes comandadas por Zagallo, Parreira teve uma experiência como treinador da seleção de Gana, depois de participar de um concurso promovido pelo Itamaraty, que selecionaria um técnico brasileiro. Fez sucesso na África, levando Gana ao vice-campeonato da Copa da África em 1968. Nesse mesmo ano, conduziu o principal time do país, o Kotoko S. C, ao título continental de clubes

Em 1976, Zagallo foi convidado a dirigir a seleção do Kuwait, na qual permaneceu até 1978, e levou Parreira junto. O Velho Lobo saiu de cena e Parreira ficou no Kuwait até 1982, classificando o país à Copa do Mundo da Espanha.

Em 1983, Parreira assumiu pela primeira vez o comando técnico da Seleção Brasileira, permanecendo até 1984. Depois, Zagallo e Parreira compartilharam a direção técnica dos Emirados Árabes Unidos, levando este país pela primeira vez a uma Copa do Mundo, na Itália, em 1990. Nesse meio tempo, Parreira teve passagem pela seleção da Arábia Saudita.

Em 1991, Parreira aceitou um novo desafio: fazer com que a Seleção Brasileira voltasse a ser campeã mundial depois de 24 anos. Para isso, convidou o amigo inseparável para ser coordenador-técnico. O objetivo foi alcançado três anos depois, em 1994, nos Estados Unidos, pelos pés de uma outra dupla que brilhava dentro de campo: Romário e Bebeto.

Após a Copa dos EUA, Parreira deixou a Seleção, mas Zagallo permaneceu, voltando a ser o técnico da equipe. Em 1998, na França, o Brasil perderia a final para os anfitriões em meio às misteriosas convulsões de Ronaldo no dia da decisão.

Parreira iniciou sua carreira como preparador físico no São Cristóvão em 1967. Voltou a trabalhar num clube, novamente como preparador físico, em 1969, desta vez no Vasco, após a passagem pela África.

Em 1970, transferiu-se para o Fluminense, time do coração, do qual virou treinador em 1975 e levou o clube ao título carioca. Após experiências no mundo árabe, retornou ao Fluminense em 1983 e foi campeão brasileiro pelo Tricolor carioca no ano seguinte.

Voltou a dirigir um clube brasileiro em 1991, o Bragantino, time pelo qual foi vice-campeão brasileiro, perdendo na final para o São Paulo de Telê Santana.

Após a Copa de 1994, foi convidado para dirigir o Valencia, da Espanha. Em 1996, mudou-se para a Turquia, para treinar o Fernerbahçe, pelo qual foi campeão turco.

Ainda em 1996, Parreira assumiu o São Paulo. Sua passagem pelo Tricolor Paulista, porém, não foi boa, e o treinador voltou a deixar o país em 1997, desta vez para os Estados Unidos, onde comandou o New York MetroStar.

Em 1999, dirigiu o Atlético Mineiro e logo depois o Fluminense, que estava na Terceira Divisão. Parreira fez um bom trabalho e levou a equipe de volta à 'Segundona'.

Em 2001, teve uma rápida passagem pelo Inter. No ano seguinte, Carlos Alberto Parreira chegava ao Corinthians, time pelo qual conquistou o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil e ainda foi vice-campeão do Brasileirão, perdendo na final para o Santos de Robinho e Diego.

Durante muito tempo discutido e criticado, mas atualmente muito respeitado pelos críticos graças aos bons resultados recentes, Parreira quer fazer, mais uma vez, história com o Brasil na Copa da Alemanha.

Parreira espera conquistar mais um título mundial como técnico da Seleção Brasileira, desta vez com um time repleto de estrelas, apontado como favorito absoluto para a conquista do hexacampeonato.

A chave de Parreira e Zagallo para as vitórias está apoiada no 'quadrado mágico' formado por Ronaldinho Gaúcho (FC Barcelona), Kaká (AC Milan), Ronaldo (Real Madrid) e Adriano (Inter de Milão).

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