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‘Miss Simpatia 2’ é dispensável


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

01/04/2005 | 13:47


A comédia Miss Simpatia 2 – Armada e Fabulosa é uma tentativa da atriz Sandra Bullock de repetir o sucesso do anterior. Ela volta a ser a desajeitada e roncadora agente do FBI Gracie Hart, que se metamorfoseou em bela e graciosa para salvar a miss Estados Unidos de um atentado, e ainda ficou em segundo lugar no concurso. Estréia em quatro salas na região com novidades nulas: miss EUA em perigo e agente Gracie disfarçada para salvá-la.

Miss Simpatia 2 se passa três semanas depois dos eventos do filme anterior. Gracie (Sandra Bullock) leva um fora do seu namorado e não consegue trabalhar na rua combatendo o crime porque se tornou celebridade e as pessoas a reconhecem. O chefe determina que ela seja relações públicas do FBI, a “nova face” do Bureau. Gracie passa a gostar do papel, que se torna fuga para problemas pessoais, e vira a futilidade em pessoa, assessorada por um efeminado consultor de estilo (Diedrich Bader). Para cuidar da segurança, o chefe escala a durona e pinta-brava agente Sam Fuller (Regina King, que está ótima em Ray), que bate primeiro e espanca depois. Nome homônimo ao do cineasta de filmes violentos. As duas não se bicam.

Cumprindo agenda de compromissos em Las Vegas, Gracie é informada que a miss EUA, Cheryl (Heather Burns) é seqüestrada junto com o empresário (William Shatner, ou o capitão Kirk recheado de lombo canadense) e decide voltar à ativa. Gracie se acerta com Sam – sugestão de uma relação maior do que simples amizade, mas nada relevante – e vão parar em um clube de drag queens, travestindo-se para investigar escondidas do FBI com ajuda de um agente compreensivo (Enrique Murciano), mas sempre o último a saber.

Barbie Girl e Kate Machone se tornam Garibaldo e Tina Turner, que poderia ser o subtítulo de Miss Simpatia 2. O diretor John Pasquin fez samba do crioulo doido: showbiz, ataque a barco pirata, seqüestro, incompetência do FBI, mulheres duronas, agentes corneados e drag queens, tudo acelerado no mesmo balaio para produzir poucas situações de riso amarelo. O roteiro de Marc Lawrence, autor também de Miss Simpatia, contribuiu para esse resultado. Sem idéias novas e com piadas de gosto duvidoso com TPM, absorventes e insinuações de ambigüidade sexual. Digno de nota só a caricatura de celebridades na personagem Gracie, envolvida com a futilidade da fama e seus efeitos colaterais: dar entrevistas a talk shows e manter a aparência acima de tudo.

Sandra Bullock foi uma das primeiras pessoas a ajudar vítimas do tsunami na Ásia doando US$ 1 milhão e garantindo uma cota simpatia pelo resto do ano. Depois do estrelato no filme de ação Velocidade Máxima, firmou-se em comédias românticas despretensiosas e rentáveis. O esquecível Miss Simpatia 2 não engordará essa cota.


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‘Miss Simpatia 2’ é dispensável

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

01/04/2005 | 13:47


A comédia Miss Simpatia 2 – Armada e Fabulosa é uma tentativa da atriz Sandra Bullock de repetir o sucesso do anterior. Ela volta a ser a desajeitada e roncadora agente do FBI Gracie Hart, que se metamorfoseou em bela e graciosa para salvar a miss Estados Unidos de um atentado, e ainda ficou em segundo lugar no concurso. Estréia em quatro salas na região com novidades nulas: miss EUA em perigo e agente Gracie disfarçada para salvá-la.

Miss Simpatia 2 se passa três semanas depois dos eventos do filme anterior. Gracie (Sandra Bullock) leva um fora do seu namorado e não consegue trabalhar na rua combatendo o crime porque se tornou celebridade e as pessoas a reconhecem. O chefe determina que ela seja relações públicas do FBI, a “nova face” do Bureau. Gracie passa a gostar do papel, que se torna fuga para problemas pessoais, e vira a futilidade em pessoa, assessorada por um efeminado consultor de estilo (Diedrich Bader). Para cuidar da segurança, o chefe escala a durona e pinta-brava agente Sam Fuller (Regina King, que está ótima em Ray), que bate primeiro e espanca depois. Nome homônimo ao do cineasta de filmes violentos. As duas não se bicam.

Cumprindo agenda de compromissos em Las Vegas, Gracie é informada que a miss EUA, Cheryl (Heather Burns) é seqüestrada junto com o empresário (William Shatner, ou o capitão Kirk recheado de lombo canadense) e decide voltar à ativa. Gracie se acerta com Sam – sugestão de uma relação maior do que simples amizade, mas nada relevante – e vão parar em um clube de drag queens, travestindo-se para investigar escondidas do FBI com ajuda de um agente compreensivo (Enrique Murciano), mas sempre o último a saber.

Barbie Girl e Kate Machone se tornam Garibaldo e Tina Turner, que poderia ser o subtítulo de Miss Simpatia 2. O diretor John Pasquin fez samba do crioulo doido: showbiz, ataque a barco pirata, seqüestro, incompetência do FBI, mulheres duronas, agentes corneados e drag queens, tudo acelerado no mesmo balaio para produzir poucas situações de riso amarelo. O roteiro de Marc Lawrence, autor também de Miss Simpatia, contribuiu para esse resultado. Sem idéias novas e com piadas de gosto duvidoso com TPM, absorventes e insinuações de ambigüidade sexual. Digno de nota só a caricatura de celebridades na personagem Gracie, envolvida com a futilidade da fama e seus efeitos colaterais: dar entrevistas a talk shows e manter a aparência acima de tudo.

Sandra Bullock foi uma das primeiras pessoas a ajudar vítimas do tsunami na Ásia doando US$ 1 milhão e garantindo uma cota simpatia pelo resto do ano. Depois do estrelato no filme de ação Velocidade Máxima, firmou-se em comédias românticas despretensiosas e rentáveis. O esquecível Miss Simpatia 2 não engordará essa cota.

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