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Preços aumentam nos mercados

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alta do dólar e da pandemia impacta na cesta básica dos consumidores do Grande ABC, que está custando R$ 30,92 a mais do que em abril


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/05/2020 | 00:01


Com a pandemia do novo coronavírus e o dólar em patamar alto, mesmo fechando em queda ontem, o consumidor já sente o impacto na hora das compras no mercado. Neste mês, as famílias do Grande ABC já gastam R$ 30,92 a mais nos itens básicos. Os maiores impactos acontecem em itens que são indispensáveis nas refeições dos brasileiros, como cebola, arroz, feijão e carne.

Os dados preliminares são da pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), que considera a cotação de 34 itens, baseado no consumo de uma família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. De acordo com levantamento feito nas duas primeiras semanas deste mês, o total dos produtos é de R$ 731,48, enquanto em abril a média era de R$ 700,56. A alta é de 4,41%, ou R$ 31 a mais.

O aumento acontece justamente quando a inflação no País chegou ao patamar de 0,22% neste ano, inclusive com deflação – queda de preços – em abril, de 0,31%. A taxa é a menor variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desde agosto de 1998 (-0,51%). Nos últimos 12 meses, o índice é de 2,40%.

O economista e coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, afirmou que o IPCA pode não pegar este aumento por causa da métrica, já que ele faz uma média dos preços considerando as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas do País. “Com os alimentos em alta, a sensibilidade da população mais pobre é maior do que a classe média e a alta”, disse.

De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo levantamento, Fábio Vezzá De Benedetto, a alta de 4% corresponde a praticamente a variação de um ano para outro. “E isso acontece justamente naquele momento em que a renda das pessoas teve uma interrupção”, afirmou.

A alta mais expressiva percentualmente foi a cebola, que custa 39,63% a mais do que no último mês, chegando a uma média de R$ 5,99 o quilo. Segundo Benedetto, isso acontece por causa da época da cebola argentina, que, por causa da pandemia, tem mais dificuldades para ser importada. “A cebola já chegou a R$ 7 em anos passados. Este ano, muito provavelmente vai extrapolar. Anteriormente conseguimos importar da Holanda, mas neste ano não deve ser possível”, disse.

Como vem de fora do Brasil, é cotada em dólar, o que também ajuda a explicar o aumento. O arroz, outro vilão da cesta básica, teve aumento de 5,76%, chegando ao R$ 16,48. “Apesar de o arroz ser produzido no Brasil, também é vendido para fora. Na exportação, ele é um produto cotado como commoditie agrícola, ou seja, não tem diferenciação do preço do dólar”, afirmou o especialista.

O feijão também teve alta, por causa da safra, assim como carnes consideradas mais baratas, como o acém e o frango,, cujo preços subiram por causa de uma maior demanda por cortes mais baratos. “E com a farinha de trigo em alta, que também impacta no preço do macarrão, a substituição no prato das famílias fica difícil”, avaliou Benedetto.

A alternativa é investir em hortaliças, que estão com preços em baixa. Isso acontece pela queda na demanda da compra dos restaurantes. A alface, por exemplo, teve queda de 42,44%. 



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Preços aumentam nos mercados

Alta do dólar e da pandemia impacta na cesta básica dos consumidores do Grande ABC, que está custando R$ 30,92 a mais do que em abril

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/05/2020 | 00:01


Com a pandemia do novo coronavírus e o dólar em patamar alto, mesmo fechando em queda ontem, o consumidor já sente o impacto na hora das compras no mercado. Neste mês, as famílias do Grande ABC já gastam R$ 30,92 a mais nos itens básicos. Os maiores impactos acontecem em itens que são indispensáveis nas refeições dos brasileiros, como cebola, arroz, feijão e carne.

Os dados preliminares são da pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), que considera a cotação de 34 itens, baseado no consumo de uma família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. De acordo com levantamento feito nas duas primeiras semanas deste mês, o total dos produtos é de R$ 731,48, enquanto em abril a média era de R$ 700,56. A alta é de 4,41%, ou R$ 31 a mais.

O aumento acontece justamente quando a inflação no País chegou ao patamar de 0,22% neste ano, inclusive com deflação – queda de preços – em abril, de 0,31%. A taxa é a menor variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desde agosto de 1998 (-0,51%). Nos últimos 12 meses, o índice é de 2,40%.

O economista e coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, afirmou que o IPCA pode não pegar este aumento por causa da métrica, já que ele faz uma média dos preços considerando as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas do País. “Com os alimentos em alta, a sensibilidade da população mais pobre é maior do que a classe média e a alta”, disse.

De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo levantamento, Fábio Vezzá De Benedetto, a alta de 4% corresponde a praticamente a variação de um ano para outro. “E isso acontece justamente naquele momento em que a renda das pessoas teve uma interrupção”, afirmou.

A alta mais expressiva percentualmente foi a cebola, que custa 39,63% a mais do que no último mês, chegando a uma média de R$ 5,99 o quilo. Segundo Benedetto, isso acontece por causa da época da cebola argentina, que, por causa da pandemia, tem mais dificuldades para ser importada. “A cebola já chegou a R$ 7 em anos passados. Este ano, muito provavelmente vai extrapolar. Anteriormente conseguimos importar da Holanda, mas neste ano não deve ser possível”, disse.

Como vem de fora do Brasil, é cotada em dólar, o que também ajuda a explicar o aumento. O arroz, outro vilão da cesta básica, teve aumento de 5,76%, chegando ao R$ 16,48. “Apesar de o arroz ser produzido no Brasil, também é vendido para fora. Na exportação, ele é um produto cotado como commoditie agrícola, ou seja, não tem diferenciação do preço do dólar”, afirmou o especialista.

O feijão também teve alta, por causa da safra, assim como carnes consideradas mais baratas, como o acém e o frango,, cujo preços subiram por causa de uma maior demanda por cortes mais baratos. “E com a farinha de trigo em alta, que também impacta no preço do macarrão, a substituição no prato das famílias fica difícil”, avaliou Benedetto.

A alternativa é investir em hortaliças, que estão com preços em baixa. Isso acontece pela queda na demanda da compra dos restaurantes. A alface, por exemplo, teve queda de 42,44%. 

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