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Prefeitos da região demonstram preocupação após saída de Teich

Erasmo Salomão/MS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gestores acreditam em instabilidade na política de combate à Covid com nova troca na saúde


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/05/2020 | 00:01


Os principais políticos do Grande ABC mostraram preocupação com mais uma mudança no comando do Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus.

Ontem, o oncologista Nelson Teich pediu demissão da pasta, confirmando a segunda troca em menos de 30 dias no Ministério da Saúde – antes, Luiz Henrique Mandetta (DEM) havia sido demitido.

“A troca de mais um ministro da Saúde em um curto espaço de tempo preocupa as autoridades, pois o ministério tem a prerrogativa de definir as linhas estratégicas de combate ao novo coronavírus. A instabilidade nas diretrizes da pasta não contribui para o enfrentamento da pandemia. O Consórcio espera que o presidente nomeie um novo ministro que trabalhe em conjunto com os governadores e prefeitos e siga as normas e recomendações da Organização Mundial da Saúde”, comentou Gabriel Maranhão (Cidadania), presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra.

Teich pediu exoneração em meio à pressão de Bolsonaro para que a cloroquina seja utilizada no tratamento de pacientes já no início dos sintomas da Covid-19. O presidente também é defensor do fim do isolamento físico, alegando que a quarentena imposta na maioria dos Estados vai causar rombo quase irreversível na economia.

Esse cenário em meio ao crescente número de casos de mortos e infectados pela Covid-19. Ontem, o Ministério da Saúde informou que foram confirmadas 824 mortes em 24 horas, elevando para 14.817 volume de óbitos – são 218.223 casos.

“Só comprova que estamos frente a um governo sem planejamento, que não tem plano de combate à pandemia. Infelizmente temos o chefe do governo que é um cara que, em vez de buscar solução, trabalha permanentemente pela zona de conflito, para desmoralizar ministros, governadores, prefeitos, que estão trabalhando. Me preocupa. Todo esse caos acontece em momento de pandemia em franca expansão”, disse o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), em crítica ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Lamentamos novamente a troca do comando no Ministério da Saúde em um momento tão delicado da nossa história. Esperamos que esta rotatividade não dificulte a implementação de medidas efetivas, planejadas e coordenadas com Estados e municípios. Este é o único caminho para superarmos esta crise na saúde, na economia e na sociedade”, discorreu o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB). Mesma linha foi adotada pelo chefe do Executivo de Mauá, Atila Jacomussi (PSB). “Lamentamos o fato, assim como anteriormente, no caso do ex-ministro Mandetta. É preciso estabilidade e continuidade nas ações do Ministério da Saúde, pois o País precisa de uma resposta e posicionamento efetivo contra o coronavírus. Não é hora de discutir política, é hora de agir na saúde e salvar vidas.”

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), lamentou nova mudança em meio a “números cada vez mais alarmantes”. “Foi com grande preocupação com a forma que o governo federal vem lidando com esta terrível crise que recebi a notícia da saída do ministro Nelson Teich. São duas baixas sucessivas no comando do Ministério da Saúde, em menos de um mês. Justamente em um período crítico, no qual precisamos de estabilidade e de firmeza na condução das políticas públicas na área da saúde.”

“Não conheço a competência do ex-ministro Nelson Teich, porém, quero acreditar que o Brasil vai dar certo e que o presidente vai achar uma saída e um bom nome para o País”, ponderou Lauro Michels (PV), prefeito de Diadema.

O deputado federal Alex Manente (Cidadania) disse que “o Brasil perde mais um ministro da Saúde durante a maior crise dos últimos 100 anos”. “É impressionante como, além das crises econômica e de saúde pública, nós vamos ter que suportar uma crise política.” O deputado estadual Thiago Auricchio (PL) foi outro a lamentar o episódio. “A permanência de Nelson Teich como ministro da Saúde durou menos de um mês. Prova mais uma vez que o problema não são os ministros. O autoritarismo e a ingerência vão levar o Brasil ao desastre. Triste o caminho escolhido pelo presidente da República no enfrentamento do coronavírus.”

DORIA
O governador João Doria (PSDB) criticou Bolsonaro sobre a saída de Teich. Ele disse que o oncologista “pagou com seu cargo” de ministro a sua defesa da saúde da família brasileira, demonstrou, ao longo do curto tempo em que ocupou a posição, “compromisso com a ciência e respeito ao isolamento” e deixou a pasta por causa da “desordenação” do presidente. “Espero que o sucessor não incorra no grave erro de seguir orientações ideológicas, partidárias, pessoais ou familiares.” 



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Prefeitos da região demonstram preocupação após saída de Teich

Gestores acreditam em instabilidade na política de combate à Covid com nova troca na saúde

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/05/2020 | 00:01


Os principais políticos do Grande ABC mostraram preocupação com mais uma mudança no comando do Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus.

Ontem, o oncologista Nelson Teich pediu demissão da pasta, confirmando a segunda troca em menos de 30 dias no Ministério da Saúde – antes, Luiz Henrique Mandetta (DEM) havia sido demitido.

“A troca de mais um ministro da Saúde em um curto espaço de tempo preocupa as autoridades, pois o ministério tem a prerrogativa de definir as linhas estratégicas de combate ao novo coronavírus. A instabilidade nas diretrizes da pasta não contribui para o enfrentamento da pandemia. O Consórcio espera que o presidente nomeie um novo ministro que trabalhe em conjunto com os governadores e prefeitos e siga as normas e recomendações da Organização Mundial da Saúde”, comentou Gabriel Maranhão (Cidadania), presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra.

Teich pediu exoneração em meio à pressão de Bolsonaro para que a cloroquina seja utilizada no tratamento de pacientes já no início dos sintomas da Covid-19. O presidente também é defensor do fim do isolamento físico, alegando que a quarentena imposta na maioria dos Estados vai causar rombo quase irreversível na economia.

Esse cenário em meio ao crescente número de casos de mortos e infectados pela Covid-19. Ontem, o Ministério da Saúde informou que foram confirmadas 824 mortes em 24 horas, elevando para 14.817 volume de óbitos – são 218.223 casos.

“Só comprova que estamos frente a um governo sem planejamento, que não tem plano de combate à pandemia. Infelizmente temos o chefe do governo que é um cara que, em vez de buscar solução, trabalha permanentemente pela zona de conflito, para desmoralizar ministros, governadores, prefeitos, que estão trabalhando. Me preocupa. Todo esse caos acontece em momento de pandemia em franca expansão”, disse o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), em crítica ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Lamentamos novamente a troca do comando no Ministério da Saúde em um momento tão delicado da nossa história. Esperamos que esta rotatividade não dificulte a implementação de medidas efetivas, planejadas e coordenadas com Estados e municípios. Este é o único caminho para superarmos esta crise na saúde, na economia e na sociedade”, discorreu o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB). Mesma linha foi adotada pelo chefe do Executivo de Mauá, Atila Jacomussi (PSB). “Lamentamos o fato, assim como anteriormente, no caso do ex-ministro Mandetta. É preciso estabilidade e continuidade nas ações do Ministério da Saúde, pois o País precisa de uma resposta e posicionamento efetivo contra o coronavírus. Não é hora de discutir política, é hora de agir na saúde e salvar vidas.”

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), lamentou nova mudança em meio a “números cada vez mais alarmantes”. “Foi com grande preocupação com a forma que o governo federal vem lidando com esta terrível crise que recebi a notícia da saída do ministro Nelson Teich. São duas baixas sucessivas no comando do Ministério da Saúde, em menos de um mês. Justamente em um período crítico, no qual precisamos de estabilidade e de firmeza na condução das políticas públicas na área da saúde.”

“Não conheço a competência do ex-ministro Nelson Teich, porém, quero acreditar que o Brasil vai dar certo e que o presidente vai achar uma saída e um bom nome para o País”, ponderou Lauro Michels (PV), prefeito de Diadema.

O deputado federal Alex Manente (Cidadania) disse que “o Brasil perde mais um ministro da Saúde durante a maior crise dos últimos 100 anos”. “É impressionante como, além das crises econômica e de saúde pública, nós vamos ter que suportar uma crise política.” O deputado estadual Thiago Auricchio (PL) foi outro a lamentar o episódio. “A permanência de Nelson Teich como ministro da Saúde durou menos de um mês. Prova mais uma vez que o problema não são os ministros. O autoritarismo e a ingerência vão levar o Brasil ao desastre. Triste o caminho escolhido pelo presidente da República no enfrentamento do coronavírus.”

DORIA
O governador João Doria (PSDB) criticou Bolsonaro sobre a saída de Teich. Ele disse que o oncologista “pagou com seu cargo” de ministro a sua defesa da saúde da família brasileira, demonstrou, ao longo do curto tempo em que ocupou a posição, “compromisso com a ciência e respeito ao isolamento” e deixou a pasta por causa da “desordenação” do presidente. “Espero que o sucessor não incorra no grave erro de seguir orientações ideológicas, partidárias, pessoais ou familiares.” 

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