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Lá vai o Divino, do Pacaembu ao Bruno Daniel

Ademir da Guia, ídolo de todas as torcidas, e também do cronista de hoje, um santista crente e devoto do Rei Pelé e que tem admiração sublime pelo eterno número 10 da Academia palmeirense


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

09/05/2020 | 00:01


Categoria esmeraldina

Texto: Humberto Sergio Mariano

Estive algumas centenas de vezes no Pacaembu, mas a primeira vez a gente nunca esquece.</CW> 

Santista, isolado numa família inteiramente palestrina e nordestina, meu irmão escolheu como meu presente de aniversário de 10 anos levar-me, pela primeira vez, a um jogo de futebol num estádio.

Pacaembu, sábado, 21 de março de 1964, dez dias antes da ‘Redentora’. Palmeiras e Portuguesa, Torneio Rio-São Paulo, estreia de Dida e Henrique na Portuguesa, à qual na época se nominava, orgulhosamente, Portuguesa de Desportos (sempre tive comigo que sua decadência começou quando a imprensa e sua própria torcida aceitaram chamá-la simplesmente de Lusa).

Já era o time da primeira Academia: Valdir, os dois Djalma, Zequinha, Ademir da Guia, Gildo, Servilio, Alencar, Tupanzinho e outros. Além dos estreantes, a Portuguesa de Desportos foi com Félix, Ditão, Nair, Pampolini e Ivair, entre outros.

Impressionou-me, para sempre, a camisa azul de Valdir de Moraes, a camisa listrada rubroverde da AAPD e a categoria do número 10 esmeraldino. Três a zero, o placar clássico, para o Palmeiras.

Voltar do Pacaembu para São Miguel equivalia, naquela época, a ir de São Paulo a Ribeirão Preto. Para nós, que sempre fomos um bairro paulistano, ir ao Centro era ‘ir à cidade’. 

Não deixei de ser santista, graças a Deus, mas o Divino passou a ser, para todo o sempre, meu segundo ídolo, ou o ídolo máximo, porque d’Outro eu sou crente e devoto.

NOTA DA MEMÓRIA

Para ilustrar a bela crônica de Sérgio Mariano, poderíamos escolher uma foto do personagem central desfilando seu talento no Pacaembu, motivo maior desta série. Preferimos esta foto de Ademir da Guia no Bruno Daniel, calmo, compenetrado, gentil, cercado pelos fãs. 

O ano: 1974.

Aproveitamos para render, uma vez mais, homenagem ao saudoso João Colovatti, o grande repórter-fotográfico da história do jornalismo do Grande ABC, que cobriu aquele amistoso, ao lado do também brilhante repórter-fotográfico Ricardo Hernandes, que flagrou o amigo.

PACAEMBU, 80 ANOS

Amanhã em Memória: ela desfilou em 1940

Bezerra da Silva, popular e ignorado

Texto: Milton Parron

Ainda isolado, desempenhando minhas funções em <CF160>home office</CF>, estou impossibilitado de gravar novos programas. 

Produzir é possível, e estou me dedicando a isso, mas gravar as novas produções em casa não é viável porque sacrificaria a qualidade de som com prejuízo para quem ouve, então preferimos reprisar alguns daqueles que já foram ao ar. 

Neste fim de semana será a vez de José Bezerra da Silva, o pernambucano que tinha a cara da malandragem carioca. Nas suas músicas ele retratou, como poucos, os problemas sociais das favelas que ele incorporou tão bem desde o tempo em que também era morador dos morros. 

Ele retratou de maneira bem-humorada nos seus sambas os dramas da população marginalizada de sua época, que não é nada diferente da situação de hoje em dia. Apesar de ser um artista muito popular, sempre foi ignorado pelos produtores, tanto isso é verdade que ele só se apresentou no Canecão, uma das mais famosas casas de espetáculo do País, em 1996, quando já estava há duas décadas acumulando sucessos consecutivos. 

Bezerra da Silva gravou 28 discos, que venderam mais de 3 milhões de cópias, tendo ganho 11 discos de ouro e três de platina. Ele morreu no Rio de Janeiro em 2005, aos 78 anos de idade.

EM PAUTA

Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) –  Bezerra da Silva. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h, amanhã, às 5h. Na internet: <CF160>www.radiobandeirantes.com.br.

Diário há meio século 

Sábado, 9 de maio de 1970; ano 12; edição 1229 

Grande ABC –  Prefeitos vão ao governador Abreu Sodré e pedem revisão na fixação dos novos índices de participação dos municípios no ICM, hoje ICMS. 

Em 9 de maio de...

1945 – O fim da Segunda Guerra Mundial. Manchete do Estadão: anunciada pelos governos dos Estados Unidos, Inglaterra e Rússia a rendição da Alemanha e o fim da guerra na Europa. 

1968 – O primeiro Diário do Grande ABC (edição 623 – continuação numérica iniciada com o nº 1 do News Seller) circula com 24 páginas na quinta-feira 9 de maio e traz a seguinte manchete: ‘Prisão de sacerdotes agita círculos católicos da região’.

Santos do dia

- São Jorge Preca

- Gerôncio

- Bem-aventurada Maria Teresa de Jesus



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Lá vai o Divino, do Pacaembu ao Bruno Daniel

Ademir da Guia, ídolo de todas as torcidas, e também do cronista de hoje, um santista crente e devoto do Rei Pelé e que tem admiração sublime pelo eterno número 10 da Academia palmeirense

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

09/05/2020 | 00:01


Categoria esmeraldina

Texto: Humberto Sergio Mariano

Estive algumas centenas de vezes no Pacaembu, mas a primeira vez a gente nunca esquece.</CW> 

Santista, isolado numa família inteiramente palestrina e nordestina, meu irmão escolheu como meu presente de aniversário de 10 anos levar-me, pela primeira vez, a um jogo de futebol num estádio.

Pacaembu, sábado, 21 de março de 1964, dez dias antes da ‘Redentora’. Palmeiras e Portuguesa, Torneio Rio-São Paulo, estreia de Dida e Henrique na Portuguesa, à qual na época se nominava, orgulhosamente, Portuguesa de Desportos (sempre tive comigo que sua decadência começou quando a imprensa e sua própria torcida aceitaram chamá-la simplesmente de Lusa).

Já era o time da primeira Academia: Valdir, os dois Djalma, Zequinha, Ademir da Guia, Gildo, Servilio, Alencar, Tupanzinho e outros. Além dos estreantes, a Portuguesa de Desportos foi com Félix, Ditão, Nair, Pampolini e Ivair, entre outros.

Impressionou-me, para sempre, a camisa azul de Valdir de Moraes, a camisa listrada rubroverde da AAPD e a categoria do número 10 esmeraldino. Três a zero, o placar clássico, para o Palmeiras.

Voltar do Pacaembu para São Miguel equivalia, naquela época, a ir de São Paulo a Ribeirão Preto. Para nós, que sempre fomos um bairro paulistano, ir ao Centro era ‘ir à cidade’. 

Não deixei de ser santista, graças a Deus, mas o Divino passou a ser, para todo o sempre, meu segundo ídolo, ou o ídolo máximo, porque d’Outro eu sou crente e devoto.

NOTA DA MEMÓRIA

Para ilustrar a bela crônica de Sérgio Mariano, poderíamos escolher uma foto do personagem central desfilando seu talento no Pacaembu, motivo maior desta série. Preferimos esta foto de Ademir da Guia no Bruno Daniel, calmo, compenetrado, gentil, cercado pelos fãs. 

O ano: 1974.

Aproveitamos para render, uma vez mais, homenagem ao saudoso João Colovatti, o grande repórter-fotográfico da história do jornalismo do Grande ABC, que cobriu aquele amistoso, ao lado do também brilhante repórter-fotográfico Ricardo Hernandes, que flagrou o amigo.

PACAEMBU, 80 ANOS

Amanhã em Memória: ela desfilou em 1940

Bezerra da Silva, popular e ignorado

Texto: Milton Parron

Ainda isolado, desempenhando minhas funções em <CF160>home office</CF>, estou impossibilitado de gravar novos programas. 

Produzir é possível, e estou me dedicando a isso, mas gravar as novas produções em casa não é viável porque sacrificaria a qualidade de som com prejuízo para quem ouve, então preferimos reprisar alguns daqueles que já foram ao ar. 

Neste fim de semana será a vez de José Bezerra da Silva, o pernambucano que tinha a cara da malandragem carioca. Nas suas músicas ele retratou, como poucos, os problemas sociais das favelas que ele incorporou tão bem desde o tempo em que também era morador dos morros. 

Ele retratou de maneira bem-humorada nos seus sambas os dramas da população marginalizada de sua época, que não é nada diferente da situação de hoje em dia. Apesar de ser um artista muito popular, sempre foi ignorado pelos produtores, tanto isso é verdade que ele só se apresentou no Canecão, uma das mais famosas casas de espetáculo do País, em 1996, quando já estava há duas décadas acumulando sucessos consecutivos. 

Bezerra da Silva gravou 28 discos, que venderam mais de 3 milhões de cópias, tendo ganho 11 discos de ouro e três de platina. Ele morreu no Rio de Janeiro em 2005, aos 78 anos de idade.

EM PAUTA

Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) –  Bezerra da Silva. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h, amanhã, às 5h. Na internet: <CF160>www.radiobandeirantes.com.br.

Diário há meio século 

Sábado, 9 de maio de 1970; ano 12; edição 1229 

Grande ABC –  Prefeitos vão ao governador Abreu Sodré e pedem revisão na fixação dos novos índices de participação dos municípios no ICM, hoje ICMS. 

Em 9 de maio de...

1945 – O fim da Segunda Guerra Mundial. Manchete do Estadão: anunciada pelos governos dos Estados Unidos, Inglaterra e Rússia a rendição da Alemanha e o fim da guerra na Europa. 

1968 – O primeiro Diário do Grande ABC (edição 623 – continuação numérica iniciada com o nº 1 do News Seller) circula com 24 páginas na quinta-feira 9 de maio e traz a seguinte manchete: ‘Prisão de sacerdotes agita círculos católicos da região’.

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