Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 29 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Cuidados da porta para dentro


Do Diário do Grande ABC

07/05/2020 | 23:59


O mundo enfrenta crise sem precedentes nos últimos 100 anos. Segundo o Centro de Estudos sobre o Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, até o dia 6 de maio, o mundo registrava 3,7 milhões de casos confirmados e cerca de 261 mil mortes por Covid-19. Ainda sem tratamento específico ou vacina, a melhor medida, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde, é o isolamento físico, que colabora para o achatamento da curva de infecção e evita que os serviços de saúde fiquem sobrecarregados ou em colapso.

Mesmo com tais medidas, muitos profissionais precisam estar em seus postos de trabalho. São serviços essenciais. Equipes de saúde que, diariamente, cuidam de pacientes com ou sem o vírus. Em meio a esta crise, número de profissionais afastados por Covid-19 é consideravelmente alto. Cerca de 20% do total de casos na Espanha são de profissionais sanitários. Na Itália, tão devastada pela pandemia, percentual é de 10%. Nos Estados Unidos fica em 3%. No Brasil, a situação não é diferente, com centenas de profissionais que já contraíram a doença nas principais capitais.



Profissionais assintomáticos de equipes assistenciais ou de apoio podem ser vetores e contaminar pacientes fora das áreas de isolamento, bem como acompanhantes e colegas de trabalho. Assim, medidas de contenção e controle são essenciais, e é neste ponto em que cada detalhe faz a diferença para segurança do paciente, profissionais de saúde e quem frequenta hospitais. Hospitais devem dedicar equipes assistenciais exclusivas para atendimento de pacientes nos andares, ou locais, de isolamento. Estes profissionais não devem circular por refeitórios, cafeterias ou andares de internação comuns, com trajes de isolamento ou se não for estritamente necessário.

Equipes de limpeza e higienização devem ser dedicadas aos cuidados dos locais de isolamento. Carrinhos funcionais e demais materiais usados para limpeza devem ser higienizados com frequência. Profissionais de limpeza e higienização e equipes de apoio que tiverem acesso a locais de isolamento deverão usar EPIs adequados. Limpeza e higienização de áreas comuns e postos de enfermagem precisam ser realizadas com frequência. Pontos de contato como maçanetas, puxadores, balcões, computadores, botões de elevador etc, merecem atenção especial, higienizados mais vezes ao dia, bem como dispensadores de álcool gel. Monitoramento de saúde dos profissionais alocados em áreas de isolamento deve ser realizado com frequência.

Zelar pela vida de quem cuida ou salva vidas também deve ser prioridade das instituições. Sem esta mão de obra não haverá combate ou tratamento para frear o número de vítimas do coronavírus.

Rodolpho Ricci é diretor executivo da empresa Apoio Ecolimp.

PALAVRA DO LEITOR

Esperança
Só para dar um pingo de esperança ao povo brasileiro. De que lado estão as Forças Armadas? Do povo, que luta por trabalho e dignidade para ver Brasil próspero, com ordem e progresso, como está estampado na nossa Bandeira Nacional, ou dos que estão ‘contaminados’, não pela tal pandemia, mas porque estão secando as ‘tetas’ da corrupção? Essa é a dúvida do povo brasileiro, que tem a esperança de viver em País melhor.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Não deve?
‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.’ Por que, então, presidente não entrega resultado dos laudos dos seus exames de Covid-19 e o vídeo da reunião citada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro? Quem não deve não teme!
Tânia Tavares
Capital

Fernandes
A minha amiga, a dona Miquelina Pinto Pacca, também é ‘fernandesiana’ de carteirinha e deu três pulinhos e três gritinhos de júbilo quando viu os traços do talentoso e premiado cartunista Fernandes nesta página 2 (Opinião, dia 5), do filho do News Seller, inspirado na deusa da Justiça e da Sabedoria. Ela também aprecia os traços de Gilmar e o sonho dela é ver uma charge a duas mãos. Por Baco e Afrodite, o isolamento está deixando a minha amiga, beata zelosa, propensa a viajar na maionese, como diriam meus amados ex-regidos. A imaginação acima de tudo!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Ao ler neste Diário sobre a ajuda da União no valor de R$ 60 bilhões aos Estados e municípios para combater o coronavírus (Economia, dia 6), e, em outra reportagem, vários vereadores do Grande ABC relutam em votar nas suas Câmaras municipais a redução dos seus salários durante esse período de pandemia (Política), creio que não deveria vir ajuda nenhuma da União. O que precisa ser benfeito é a lição de casa. Os municípios do Grande ABC deveriam diminuir a enorme quantidade de cargos comissionados, funções gratificadas e leis onerosas em que o salário dos mesmos é maior do que de funcionários do Estado e da federal. Muitas secretarias municipais deveriam passar por enxugamento nos cargos desnecessários e readequações salariais para não ficarem dependentes de ajuda financeira dos governos federal e estadual.
Maria de Lourdes Barbosa dos Santos
São Bernardo

Só o ‘venha a nós’
Aconselho vereadores do Grande ABC a aprovarem rapidamente a doação de parte de seus salários para ajudar no combate à pandemia que assola nossa região. Atividade dos senhores, infelizmente, é cada vez mais repudiada pela população e ano após ano esse repúdio só aumenta. Bandidos travestidos de políticos, que não são poucos, enlameiam a classe de políticos probos e idealistas. Assim sendo, com tantas manchetes negativas da atividade parlamentar, já passou da hora de os senhores mostrarem alinhamento com o povo. Neste delicado momento, têm oportunidade de ouro em mãos, portanto, façam sua parte, doem parte dos salários. É pequeno sacrifício comparado com o dos profissionais da saúde, que estão colocando suas vidas e de familiares em risco. Sigam o exemplo dos vereadores de São Caetano. A população saberá reconhecer esse gesto.
Roberto Canavezzi
São Caetano

Trevas
Em meus 86 anos nunca havia passado período tão medonho, coberto de trevas, quanto este com Bolsonaro na Presidência. Os piores presidentes que ‘sobrevivi’ foram Fernando Collor, José Sarney e Itamar Franco. A época da ditadura militar prefiro não comentar, porque só a defende que não viveu aquele tempo, comparado aos campos nazistas de Hitler, Stalin e outros do mesmo cacife. Bolsonaro tira-nos a cada dia esperança de tempos melhores, nunca age em benefício do povo, sempre toma caminhos contrários aos que deveria trilhar e pouco se importa com a vida de seu semelhante – desde que, claro, ‘seu semelhante’ sejam seus familiares e amigos. Acredito que há elementos suficientes para tirá-lo do poder, bastam vontade e coragem das forças políticas do Brasil.
João Arcanjo de Lima
São Caetano 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Cuidados da porta para dentro

Do Diário do Grande ABC

07/05/2020 | 23:59


O mundo enfrenta crise sem precedentes nos últimos 100 anos. Segundo o Centro de Estudos sobre o Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, até o dia 6 de maio, o mundo registrava 3,7 milhões de casos confirmados e cerca de 261 mil mortes por Covid-19. Ainda sem tratamento específico ou vacina, a melhor medida, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde, é o isolamento físico, que colabora para o achatamento da curva de infecção e evita que os serviços de saúde fiquem sobrecarregados ou em colapso.

Mesmo com tais medidas, muitos profissionais precisam estar em seus postos de trabalho. São serviços essenciais. Equipes de saúde que, diariamente, cuidam de pacientes com ou sem o vírus. Em meio a esta crise, número de profissionais afastados por Covid-19 é consideravelmente alto. Cerca de 20% do total de casos na Espanha são de profissionais sanitários. Na Itália, tão devastada pela pandemia, percentual é de 10%. Nos Estados Unidos fica em 3%. No Brasil, a situação não é diferente, com centenas de profissionais que já contraíram a doença nas principais capitais.



Profissionais assintomáticos de equipes assistenciais ou de apoio podem ser vetores e contaminar pacientes fora das áreas de isolamento, bem como acompanhantes e colegas de trabalho. Assim, medidas de contenção e controle são essenciais, e é neste ponto em que cada detalhe faz a diferença para segurança do paciente, profissionais de saúde e quem frequenta hospitais. Hospitais devem dedicar equipes assistenciais exclusivas para atendimento de pacientes nos andares, ou locais, de isolamento. Estes profissionais não devem circular por refeitórios, cafeterias ou andares de internação comuns, com trajes de isolamento ou se não for estritamente necessário.

Equipes de limpeza e higienização devem ser dedicadas aos cuidados dos locais de isolamento. Carrinhos funcionais e demais materiais usados para limpeza devem ser higienizados com frequência. Profissionais de limpeza e higienização e equipes de apoio que tiverem acesso a locais de isolamento deverão usar EPIs adequados. Limpeza e higienização de áreas comuns e postos de enfermagem precisam ser realizadas com frequência. Pontos de contato como maçanetas, puxadores, balcões, computadores, botões de elevador etc, merecem atenção especial, higienizados mais vezes ao dia, bem como dispensadores de álcool gel. Monitoramento de saúde dos profissionais alocados em áreas de isolamento deve ser realizado com frequência.

Zelar pela vida de quem cuida ou salva vidas também deve ser prioridade das instituições. Sem esta mão de obra não haverá combate ou tratamento para frear o número de vítimas do coronavírus.

Rodolpho Ricci é diretor executivo da empresa Apoio Ecolimp.

PALAVRA DO LEITOR

Esperança
Só para dar um pingo de esperança ao povo brasileiro. De que lado estão as Forças Armadas? Do povo, que luta por trabalho e dignidade para ver Brasil próspero, com ordem e progresso, como está estampado na nossa Bandeira Nacional, ou dos que estão ‘contaminados’, não pela tal pandemia, mas porque estão secando as ‘tetas’ da corrupção? Essa é a dúvida do povo brasileiro, que tem a esperança de viver em País melhor.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Não deve?
‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.’ Por que, então, presidente não entrega resultado dos laudos dos seus exames de Covid-19 e o vídeo da reunião citada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro? Quem não deve não teme!
Tânia Tavares
Capital

Fernandes
A minha amiga, a dona Miquelina Pinto Pacca, também é ‘fernandesiana’ de carteirinha e deu três pulinhos e três gritinhos de júbilo quando viu os traços do talentoso e premiado cartunista Fernandes nesta página 2 (Opinião, dia 5), do filho do News Seller, inspirado na deusa da Justiça e da Sabedoria. Ela também aprecia os traços de Gilmar e o sonho dela é ver uma charge a duas mãos. Por Baco e Afrodite, o isolamento está deixando a minha amiga, beata zelosa, propensa a viajar na maionese, como diriam meus amados ex-regidos. A imaginação acima de tudo!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Ao ler neste Diário sobre a ajuda da União no valor de R$ 60 bilhões aos Estados e municípios para combater o coronavírus (Economia, dia 6), e, em outra reportagem, vários vereadores do Grande ABC relutam em votar nas suas Câmaras municipais a redução dos seus salários durante esse período de pandemia (Política), creio que não deveria vir ajuda nenhuma da União. O que precisa ser benfeito é a lição de casa. Os municípios do Grande ABC deveriam diminuir a enorme quantidade de cargos comissionados, funções gratificadas e leis onerosas em que o salário dos mesmos é maior do que de funcionários do Estado e da federal. Muitas secretarias municipais deveriam passar por enxugamento nos cargos desnecessários e readequações salariais para não ficarem dependentes de ajuda financeira dos governos federal e estadual.
Maria de Lourdes Barbosa dos Santos
São Bernardo

Só o ‘venha a nós’
Aconselho vereadores do Grande ABC a aprovarem rapidamente a doação de parte de seus salários para ajudar no combate à pandemia que assola nossa região. Atividade dos senhores, infelizmente, é cada vez mais repudiada pela população e ano após ano esse repúdio só aumenta. Bandidos travestidos de políticos, que não são poucos, enlameiam a classe de políticos probos e idealistas. Assim sendo, com tantas manchetes negativas da atividade parlamentar, já passou da hora de os senhores mostrarem alinhamento com o povo. Neste delicado momento, têm oportunidade de ouro em mãos, portanto, façam sua parte, doem parte dos salários. É pequeno sacrifício comparado com o dos profissionais da saúde, que estão colocando suas vidas e de familiares em risco. Sigam o exemplo dos vereadores de São Caetano. A população saberá reconhecer esse gesto.
Roberto Canavezzi
São Caetano

Trevas
Em meus 86 anos nunca havia passado período tão medonho, coberto de trevas, quanto este com Bolsonaro na Presidência. Os piores presidentes que ‘sobrevivi’ foram Fernando Collor, José Sarney e Itamar Franco. A época da ditadura militar prefiro não comentar, porque só a defende que não viveu aquele tempo, comparado aos campos nazistas de Hitler, Stalin e outros do mesmo cacife. Bolsonaro tira-nos a cada dia esperança de tempos melhores, nunca age em benefício do povo, sempre toma caminhos contrários aos que deveria trilhar e pouco se importa com a vida de seu semelhante – desde que, claro, ‘seu semelhante’ sejam seus familiares e amigos. Acredito que há elementos suficientes para tirá-lo do poder, bastam vontade e coragem das forças políticas do Brasil.
João Arcanjo de Lima
São Caetano 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;