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Floriculturas da região procuram reduzir ‘tombo’ no Dia das Mães

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Isolamento prejudicou estabelecimentos do Grande ABC em 40 dias de quarentena; perda foi de até 80%


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

07/05/2020 | 23:55


 Quase 40 dias depois do início da quarentena, floriculturas sofrem com a redução nas vendas, tanto para presentear quanto para velórios. Na região, os estabelecimentos observaram queda de até 80% na procura e, ainda que não projetem os impactos, o Dia das Mães promete ser mais uma data com resultados negativos em relação aos anos anteriores. De acordo com decreto estadual, o segmento não é considerado serviço essencial, portanto, não pode abrir ao público. Para dar fôlego aos negócios e tentar reduzir as perdas na data, o delivery foi a saída.

Pior cenário é observado pela Mandarina Flores, em Ribeirão Pires, que já vendia via WhatsApp, mas o serviço foi intensificado desde o início do isolamento físico. “No início, apenas os clientes de sempre estavam pedindo, mas agora o pessoal está acostumando”, afirmou Amanda Piva, uma das integrantes da família responsável pelo negócio. Exemplo é que na semana que antecede o Dia das Mães, a loja costuma receber pelo menos 20 encomendas de cestas de café da manhã e, neste ano, havia apenas três pedidos até ontem.

Segundo Amanda, a preocupação com o futuro é grande, já que o estabelecimento é a principal fonte de renda da família. “No mês passado, já não conseguimos pagar o aluguel e negociamos com o proprietário. Neste mês, também não vamos conseguir e teremos de negociar outa vez. No mês que vem, ainda não sabemos como será”, relatou. Para ela, as floriculturas poderiam reabrir com os devidos cuidados, tais como controle do fluxo de clientes e higienização adequada.

Na Florexótica, em Santo André, a estimativa é que as vendas tenham caído pelo menos 50%, conforme o sócio-proprietário Bruno Galasse. “Sempre fizemos entregas, mas adaptamos, disponibilizamos um catálogo virtual em que as pessoas podem escolher os arranjos”, detalhou. Embora o resultado seja negativo, a procura surpreendeu o empresário. “O saldo positivo desta situação é que estamos conquistando novos clientes, principalmente os jovens, que não tinham o hábito de ir até a loja comprar flores”, comentou.

Na avaliação de Galasse, trabalhar de portas fechadas oferece facilidade aos consumidores, além de mais segurança a todas as partes. “Quando atendemos no balcão, a pessoa toca nos cartões e nas flores para escolher e, desta maneira, damos mais segurança ao cliente, à nossa equipe e à pessoa que irá receber as flores.”

Já a ABC Garden, em São Bernardo, está de portas abertas desde o dia 30 com base em mudança no decreto estadual que permite o funcionamento de atividades ligadas à agronomia. No local, medidas como uso de máscara por clientes e funcionários, higienização das mãos antes de entrar na loja e controle do fluxo de clientes estão sendo adotadas.

“No período que estivemos fechados, tivemos muitas perdas e vamos voltar aos poucos, com o fôlego do Dia das Mães”, assinalou a gerente Fátima Rangel, sem estimar números.

CEMITÉRIOS - Com as restrições para realização de velórios em razão da Covid-19, a Camila Flores, instalada próximo ao Cemitério Municipal de Diadema, teve redução de 50% nas vendas. “Mesmo com muitos velórios, que estão mais curtos e com menos pessoas, então acabam nem comprando flores”, observou Gustavo Rocha, um dos responsáveis pelo estabelecimento. Em relação ao Dia das Mães, ele afirmou que, normalmente, não há alteração no movimento.

Já Mauro Theodoro, proprietário da Floricultura Priscila, que atende o Cemitério Santa Lídia, em Mauá, diz que não houve redução da procura. “O horário (dos velórios) está reduzido e, como trabalhamos apenas com coroas e on-line, a quarentena) acabou não impactando”, relatou.

Setor estima que prejuízo pode somar R$ 1,36 bi até o fim do mês

O Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floriculturas) enviou pedido à FNP (Frente Nacional de Prefeitos) para que os municípios autorizem o funcionamento das floriculturas no Dia das Mães. Em todo País, as perdas em abril chegaram a R$ 669,8 milhões e, caso a situação não mude, maio pode encerrar com rombo de R$ 1,36 bilhão, resultando na falência de 66% dos produtores e desemprego de ao menos 150 mil pessoas apenas em São Paulo.

O documento destaca que todas as normas de higiene para evitar a contaminação pelo novo coronavírus seriam adotadas pelos estabelecimentos. Segundo Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor, não se trata apenas de questão econômica, mas “a essencialidade da flor, como um alimento para a alma que se faz necessário em momento de tantas dificuldades”.

As prefeituras da região informaram que não preveem flexibilização em prol do setor, pois seguem a determinação do governo do Estado. Vale lembrar que o mercado de flores da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) está fechado desde o início da quarentena.

A Faesp (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) está promovendo a campanha Abrace com Flores, para incentivar as vendas das floriculturas. O Dia das Mães é uma das principais datas para o setor, perdendo para os da Mulher e dos Namorados.



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Floriculturas da região procuram reduzir ‘tombo’ no Dia das Mães

Isolamento prejudicou estabelecimentos do Grande ABC em 40 dias de quarentena; perda foi de até 80%

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

07/05/2020 | 23:55


 Quase 40 dias depois do início da quarentena, floriculturas sofrem com a redução nas vendas, tanto para presentear quanto para velórios. Na região, os estabelecimentos observaram queda de até 80% na procura e, ainda que não projetem os impactos, o Dia das Mães promete ser mais uma data com resultados negativos em relação aos anos anteriores. De acordo com decreto estadual, o segmento não é considerado serviço essencial, portanto, não pode abrir ao público. Para dar fôlego aos negócios e tentar reduzir as perdas na data, o delivery foi a saída.

Pior cenário é observado pela Mandarina Flores, em Ribeirão Pires, que já vendia via WhatsApp, mas o serviço foi intensificado desde o início do isolamento físico. “No início, apenas os clientes de sempre estavam pedindo, mas agora o pessoal está acostumando”, afirmou Amanda Piva, uma das integrantes da família responsável pelo negócio. Exemplo é que na semana que antecede o Dia das Mães, a loja costuma receber pelo menos 20 encomendas de cestas de café da manhã e, neste ano, havia apenas três pedidos até ontem.

Segundo Amanda, a preocupação com o futuro é grande, já que o estabelecimento é a principal fonte de renda da família. “No mês passado, já não conseguimos pagar o aluguel e negociamos com o proprietário. Neste mês, também não vamos conseguir e teremos de negociar outa vez. No mês que vem, ainda não sabemos como será”, relatou. Para ela, as floriculturas poderiam reabrir com os devidos cuidados, tais como controle do fluxo de clientes e higienização adequada.

Na Florexótica, em Santo André, a estimativa é que as vendas tenham caído pelo menos 50%, conforme o sócio-proprietário Bruno Galasse. “Sempre fizemos entregas, mas adaptamos, disponibilizamos um catálogo virtual em que as pessoas podem escolher os arranjos”, detalhou. Embora o resultado seja negativo, a procura surpreendeu o empresário. “O saldo positivo desta situação é que estamos conquistando novos clientes, principalmente os jovens, que não tinham o hábito de ir até a loja comprar flores”, comentou.

Na avaliação de Galasse, trabalhar de portas fechadas oferece facilidade aos consumidores, além de mais segurança a todas as partes. “Quando atendemos no balcão, a pessoa toca nos cartões e nas flores para escolher e, desta maneira, damos mais segurança ao cliente, à nossa equipe e à pessoa que irá receber as flores.”

Já a ABC Garden, em São Bernardo, está de portas abertas desde o dia 30 com base em mudança no decreto estadual que permite o funcionamento de atividades ligadas à agronomia. No local, medidas como uso de máscara por clientes e funcionários, higienização das mãos antes de entrar na loja e controle do fluxo de clientes estão sendo adotadas.

“No período que estivemos fechados, tivemos muitas perdas e vamos voltar aos poucos, com o fôlego do Dia das Mães”, assinalou a gerente Fátima Rangel, sem estimar números.

CEMITÉRIOS - Com as restrições para realização de velórios em razão da Covid-19, a Camila Flores, instalada próximo ao Cemitério Municipal de Diadema, teve redução de 50% nas vendas. “Mesmo com muitos velórios, que estão mais curtos e com menos pessoas, então acabam nem comprando flores”, observou Gustavo Rocha, um dos responsáveis pelo estabelecimento. Em relação ao Dia das Mães, ele afirmou que, normalmente, não há alteração no movimento.

Já Mauro Theodoro, proprietário da Floricultura Priscila, que atende o Cemitério Santa Lídia, em Mauá, diz que não houve redução da procura. “O horário (dos velórios) está reduzido e, como trabalhamos apenas com coroas e on-line, a quarentena) acabou não impactando”, relatou.

Setor estima que prejuízo pode somar R$ 1,36 bi até o fim do mês

O Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floriculturas) enviou pedido à FNP (Frente Nacional de Prefeitos) para que os municípios autorizem o funcionamento das floriculturas no Dia das Mães. Em todo País, as perdas em abril chegaram a R$ 669,8 milhões e, caso a situação não mude, maio pode encerrar com rombo de R$ 1,36 bilhão, resultando na falência de 66% dos produtores e desemprego de ao menos 150 mil pessoas apenas em São Paulo.

O documento destaca que todas as normas de higiene para evitar a contaminação pelo novo coronavírus seriam adotadas pelos estabelecimentos. Segundo Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor, não se trata apenas de questão econômica, mas “a essencialidade da flor, como um alimento para a alma que se faz necessário em momento de tantas dificuldades”.

As prefeituras da região informaram que não preveem flexibilização em prol do setor, pois seguem a determinação do governo do Estado. Vale lembrar que o mercado de flores da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) está fechado desde o início da quarentena.

A Faesp (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) está promovendo a campanha Abrace com Flores, para incentivar as vendas das floriculturas. O Dia das Mães é uma das principais datas para o setor, perdendo para os da Mulher e dos Namorados.

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