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Funcionários da Bridgestone aprovam suspender contratos

Medida terá duração de até dois meses e os funcionários irão operar escalonadamente


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

07/05/2020 | 00:02


Operários da fábrica da Bridgestone instalada em Santo André aprovaram ontem a suspensão do contrato de trabalho de 3.200 colaboradores entre 15 dias e dois meses. Segundo o Sindicato dos Borracheiros do Estado de São Paulo, que intermediou as negociações, a medida foi adotada em razão da crise ocasionada pelo novo coronavírus.

Presidente do sindicato, Márcio Ferreira afirmou que todos os funcionários da planta foram atingidos e que a suspensão será escalonada entre os setores de pneus de passeio, SUV e caminhões. “As turmas irão se alternar para trabalhar a cada 15, 20 ou 30 dias”, explicou. A medida terá validade a partir de segunda-feira.

O acordo foi firmado com base na MP (Medida Provisória) 936, publicada pelo governo federal em março, que autoriza a suspensão de contratos de trabalho por até três meses durante a pandemia. Além da estabilidade de seis meses (três durante a suspensão e mais três adicionais), a negociação inclui mais um mês em que a demissão pode acarretar multa à empresa e cessou o pagamento do convênio médico pelos funcionários.

Questionada, a Bridgestone informou, em nota, que a ação “permitirá alinhar o suprimento à demanda prevista no mercado, assim como reforçará as medidas de distanciamento social implementadas na planta”. O comunicado destacou, ainda, que a empresa segue trabalhando intensamente para dar o suporte necessário a todos os “seus integrantes neste momento sem precedentes”, assim como continua “ajustando seus planos e atividades conforme o necessário”.

CENÁRIO
O regime diferenciado de trabalho não afeta apenas a pneumática. Conforme publicado pelo Diário, na região, a turbulência causada pela Covid-19 afetou a rotina de trabalho de pelo menos 47 mil metalúrgicos, que tiveram férias coletivas ou suspensão temporária do contrato, de acordo com sindicatos. Em relação aos químicos, ao menos 5.000 tiveram a jornada e, consequentemente, os salários reduzidos em até 70%. 



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