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S. Bernardo ainda mantém salas de lata


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/12/2007 | 07:10


O sistema de ensino de São Bernardo ainda conta com salas de lata. São quatro que, segundo a Prefeitura, serão desativadas ao final do ano letivo. De acordo com promessa feita ao Diário pelo secretário de Educação e Cultura, Admir Ferro, o município não se utilizará mais desse recurso para atender à demanda de vagas.

Segundo a Prefeitura, a Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Arlindo Miguel Teixeira, no bairro dos Alvarenga, conta com três salas montadas em lata. A outra fica num anexo da Emeb Professor Waldemar Canciani, no Jardim Pinheiros, conhecida como Emeb Pinheirinho.

“Todas serão substituídas por salas de alvenaria, que serão construídas durante as férias escolares”, diz Ferro. O secretário admite que a solução foi amplamente utilizada durante o processo de municipalização do ensino básico na cidade, mas reconhece que a medida deve ser temporária.

“Muitas vezes, porém, como a demanda é grande, algo que seria provisório acaba virando definitivo. De qualquer forma, vamos resolver essa questão.”

Pais e crianças aguardam a medida com preocupação. O vice-presidente da Sociedade Amigos do Bairro Jardim Pinheiros, Ironildo Botton, conta que chegaram a desmontar a sala de lata. “Todo mundo pensou que o pessoal da Prefeitura tinha resolvido desativar, mas depois montaram em outro lugar”, conta.

Os moradores arrecadaram recursos para a construção de escola em meados dos anos de 1990 para que as crianças tivessem um espaço.

“Levantamos o salão principal. Depois disso é que a Prefeitura assumiu o controle e as salas. Temos direito de pedir que desativem a sala. As crianças ficam como sardinha em lata. É muito quente no calor”, completa Botton.

VENTILAÇÃO

Alunos da Emeb Pinheirinho também reclamam da ausência de ventilação na sala de lata. “Tem janela, mas é difícil de respirar”, conta uma das alunas da 1ª série do ensino básico. A mãe preferiu que a estudante não se identificasse com medo de represálias.

“Minha filha é calorenta. Ela sofre em estudar nessa sala. Quando faz muito calor, fico com medo que ela tenha dor de cabeça. Mando muita água para ela beber”, conta.

Segundo funcionários da escola, a sala de lata recebe 52 alunos por dia, nos dois períodos. As crianças cursam a 1ª e a 3ª séries.


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