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PT defende continuidade das prévias


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

10/12/2007 | 07:30


Duas semanas após a realização da prévia petista em Santo André, processo pelo qual o partido definiu o candidato a prefeito em 2008, tanto o governo quanto o próprio PT ainda tentam juntar os cacos que sobraram do racha causado internamente.

Apesar da crise gerada com a disputa, na qual o deputado estadual Vanderlei Siraque derrotou a vice-prefeita Ivete Garcia, os petistas não pensam em outra maneira de escolher candidatos que disputarão eleições majoritárias. Mesmo admitindo que o processo interno acaba por desagregar o partido, a prévia continua sendo para os petistas mais uma solução do que um problema.

A saída encontrada para definir seus candidatos a prefeito, governador e até presidente da República parece ter se consolidado de tal modo que o principal adversário político, o PSDB, já inicia discussões em nível nacional no sentido de adotar a mesma tática.

O discurso dos petistas é sempre o mesmo: a prévia é o processo mais democrático para indicar os candidatos do partido, pois incentiva a participação do filiado na escolha.

Na opinião do ex-secretário de Finanças de Santo André Antonio Carlos Granado, derrotado nas duas últimas prévias ocorridas na cidade – em 1992 como candidato e, em 2007, como apoiador de Ivete Garcia –, o processo é um instrumento importante do partido. “A prévia não permite que o PT seja apropriado por detentores de mandato ou da máquina. Abre o leque”, analisa.

Para o ex-vereador Ivo Martim, responsável pela realização do segundo turno na cidade, “não existe outra forma melhor” de escolha. “Em Santo André, por exemplo, existiam três candidaturas. A minha, a da Ivete e a do Siraque. Ninguém queria retirar o nome. Qual a solução? Entregar uma espada para cada um?”, questiona. “Por isso aprovo a participação do filiado nesta questão. A prévia é uma das coisas mais legais do PT”, acrescenta.

Siraque segue a mesma linha de pensamento. “Quando não há consenso, quem tem de decidir é a militância. Não há nenhum outro mecanismo mais democrático”, avalia.

Mesmo derrotada na prévia, Ivete reconhece a importância do processo. “É a possibilidade que os candidatos têm de apresentar propostas e ficar ainda mais perto dos filiados. Além disso, oferece a oportunidade para qualquer petista pleitear o cargo.”

Problemas - Alguns petistas defendem mudanças no processo. O prefeito João Avamileno é um deles. As principais são uma fiscalização maior dos gastos durante a campanha, a qual há abuso financeiro na opinião dele, participação de comissão neutra para acompanhar o processo e a obrigatoriedade de um debate entre os concorrentes. “Está na hora de mudar a condução das prévias. Algumas correções são necessárias para que o processo continue com grande validade”, argumenta.

O vereador Jurandir Gallo também aponta falhas. “O processo, em tese, é correto. Mas há problemas no PT. A partir do momento em que o partido abandonou os núcleos e a discussão política de base, passou a depender de uma votação sem ideologia, onde prevalece o esquema de quem buscou mais gente para votar. Se o processo fosse politizado, como há alguns anos, seria mais legítimo.”

Para o presidente da Câmara, José Montoro Filho, o Montorinho, e para a vereadora Maria Ferreira de Souza, a Loló, a prévia deveria ser decidida em apenas um turno a fim de “evitar um desgaste ainda maior”.

Mas há aqueles que não pensam em mudanças, como os parlamentares Antonio Leite e Claudio Malatesta. “A prévia se tornou uma tradição no PT, pois expressa a vontade das urnas”, avalia Leite.

“Sem ela, a gente não mede a vontade da militância. A prévia divide o partido, mas depois agrega novamente. Está mais do que aprovada”, diz Malatesta.


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