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O que se discute é a sobrevivência!


Do Diário do Grande ABC

04/05/2020 | 23:59


Tenho visto muito debate sobre isolamento vertical ou horizontal e exponho minha visão sobre o assunto e o que tenho pensado sobre a crise. Em momentos de histeria, está evidente que se dificulta a manutenção do equilíbrio e do respeito. Vivemos momento de discussões calorosas sobre a vida e a sobrevivência. Os que defendem a vida, chamam atenção para trágica pandemia, em cenário de guerra com muitas mortes e doentes. Os da sobrevivência, divulgam números e dados indicando que irão morrer mais pessoas de outras doenças, fomes e suicídios como efeito do confinamento do coronavírus. Agridem-se, medem forças, ultrapassam limites. Mas quem está realmente certo?

Vivemos sim grande pandemia. Voltamos a ser indígenas em contato com ‘gripezinha’ vinda de outro país. Adoecemos e morremos. O problema é que não estamos mais em florestas; vivemos aglomerados. Já tínhamos enorme quantidade da população doente ou suspeita utilizando hospitais, lotando corredores, brigando por vagas em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Então, onde arrumar espaço para tantos outros que irão necessitar? Medidas de isolamento para ganhar tempo e permitir estruturação do sistema de saúde devem e estão sendo tomadas. Por outro lado, como ficam pacientes que necessitam de tratamento para doenças como câncer, insuficiência renal e coronariana que precisam de acompanhamento constante? Quantos também irão morrer com adiamento de cirurgias? Qual realmente é a medida do custo da morte? Mortes por coronavírus, por acidente de carro, pela violência urbana e em decorrência de complicações cardiovasculares?

Não estou apartado da sociedade em que vivo e, especialmente por sentir na pele, também questiono o fator econômico. Quantos irão fechar portas, perder empregos, morrer de fome e entrar em depressão se o isolamento social se prolongar por três, quatro, cinco meses ou mais? O que está em discussão – e parece que temos de ter muito equilíbrio para perceber e refletir – é a sobrevivência: individual, dos países e do mundo. Inclusive, cabe a análise do modelo de sociedade globalizada que tínhamos e o que queremos para nosso futuro e das gerações que se seguirão às nossas.

Entidades médicas e pesquisadores terão que parar de pensar somente em um vírus e pensar no ser humano como um todo. Economistas terão que parar de pensar só no desastre econômico. Precisamos estar saudáveis, mas para isso precisamos comer e viver para poder sobreviver. Isso não só envolve as medidas de cuidados em prevenção de qualquer doença, mas também na ‘saúde’ econômica. Passado o isolamento inicial para evitar o colapso da saúde, que se abram discussões entre dois grupos, pois viver tem relação direta com sobreviver.

Diogo Cuoco é fundador e CEO da startup Taki Pagamentos.


PALAVRA DO LEITOR

E agora?
E agora, presidente? Por mais que o senhor, os ‘entendidos’ politicamente e toda classe política defendam a democracia, a verdade é que estão tapando o sol com a peneira. Democracia é para quem tem respeito ao próximo. No Brasil, infelizmente nós só vemos interesses próprios em todos órgãos que pertencem à Nação, salvo raríssimas exceções. Portando, chegou a hora de tomar decisão, para dar resposta a quase 70 milhões de votos, que confiaram na sua proposta de governo. E, independentemente de qualquer tipo de ideologia, é sempre bom lembrar que pequeno vazamento pode se tornar grande tragédia, pois estamos todos no mesmo barco.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Traque
Lendo neste Diário que o partido mais corrupto do Brasil está em quinto lugar de força regional (Política, dia 3), lembrei de quando era menino (tenho 60 anos), que ia comprar ‘bombinhas’ e lá (na loja) tínhamos vários valores. Lógico que quanto mais caro, mais forte: a de R$ 0,20, R$ 0,15, R$ 0,10, a de R$ 0,05 e uma para crianças chamada ‘traque’, esta última é a grande força do partido por aqui. E, após a próxima eleição, vai ser a nível nacional.
Breno Reginaldo Silva
Santo André

Lobo mau
Assino embaixo o irretocável Editorial deste prestigioso Diário (Opinião, dia 2), que deixa patente o veemente repúdio do filho do News Seller com a ação obscurantista, invasiva e inoportuna do edil andreense Sargento Lobo, que tem como escopo não esclarecer à população da importância do recém-inaugurado hospital de campanha no Estádio Bruno Daniel, em Santo André, mas sim lançar mais lenha rançosa na fogueira do obscurantismo. O conhecimento acima de tudo!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Moro
Nos últimos dias tenho notado que os viúvos de Lula estão meio que perdidos. Li nesta coluna muitos deles, acreditem, defendendo o juiz Sergio Moro unicamente para criticar o presidente. Esqueceram que foi esse juiz que mandou o ídolo deles para o xadrez e só está solto graças aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) indicados pelo próprio. Defendem também o ministro Alexandre de Morais quando o presidente disse que foi indicado pelo PSDB por meio de Temer apenas por amizade. Esquecem de Toffoli, advogado do PT, e Levandowisk , vizinho de Lula. E têm a coragem de dizer que os bolsonaristas são fanáticos. Antes que me esqueça, não tenho político de estimação. Não votei em ninguém (80 anos), mas estava torcendo para que o presidente fizesse bom governo, pelo Brasil, do mesmo modo que torci por Lula, FHC, Collor e, acreditem, Dilma. Mas acho que estamos carentes de bons políticos faz tempo.
Donaldo Dagnone
Santo André

Artigo
Não sou do PT, porém, concordo plenamente com o Artigo do vereador Eduardo Leite (Opinião, dia 2). Para quem é mais velho ou leu sobre a trajetória do presidente Bolsonaro desde os tempos do Exército sabe que civilidade nunca foi o seu forte. Destaque-se, leitura não de esquerdistas, mas dos próprios companheiros de farda, vide as declarações do general Ernesto Geisel sobre ele. Apenas não poderíamos imaginar que praticaria a incivilidade no exercício da Presidência.
Jairo Guimarães
Santo André

Opinião
Fiquei contente ao ver esta coluna Palavra do Leitor mostrando o pensamento crítico e sóbrio nas cartas publicadas no dia 3. Fico, literalmente, nauseada com a postura genocida da criatura em Brasília. Mas fico mais angustiada ao ver pessoas que ainda o defendem. Estamos vivendo um dos períodos mais nefastos da história de nosso País e não é apenas por conta desse vírus, mas, principalmente, pela falta de humanidade daquele alcaide e de seus asseclas. Que as pessoas criem consciência e que dias melhores se avizinhem.
Cecília Auxiliadora Bedeschi de Camargo
Mauá

Impeachment nele!
Ora, se Jair Bolsonaro diz estar no limite, em contrapartida a maioria do povo brasileiro está mais do que indignada e decepcionada com seu desgoverno. E, em mais um ato de afronta à Nação, o presidente usa indevidamente o nome das Forças Armadas, como se a cúpula apoiasse seus atos deploráveis ao lado dos manifestantes em Brasília, lotada de vândalos bajuladores, e que agrediram com socos e pontapés jornalistas do Estadão. Eles nada mais fazem senão ecoar o que o presidente almeja. Bolsonaro ultrapassou os limites da Constituição. E a solução é o seu impedimento, para o bem do Brasil.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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O que se discute é a sobrevivência!

Do Diário do Grande ABC

04/05/2020 | 23:59


Tenho visto muito debate sobre isolamento vertical ou horizontal e exponho minha visão sobre o assunto e o que tenho pensado sobre a crise. Em momentos de histeria, está evidente que se dificulta a manutenção do equilíbrio e do respeito. Vivemos momento de discussões calorosas sobre a vida e a sobrevivência. Os que defendem a vida, chamam atenção para trágica pandemia, em cenário de guerra com muitas mortes e doentes. Os da sobrevivência, divulgam números e dados indicando que irão morrer mais pessoas de outras doenças, fomes e suicídios como efeito do confinamento do coronavírus. Agridem-se, medem forças, ultrapassam limites. Mas quem está realmente certo?

Vivemos sim grande pandemia. Voltamos a ser indígenas em contato com ‘gripezinha’ vinda de outro país. Adoecemos e morremos. O problema é que não estamos mais em florestas; vivemos aglomerados. Já tínhamos enorme quantidade da população doente ou suspeita utilizando hospitais, lotando corredores, brigando por vagas em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Então, onde arrumar espaço para tantos outros que irão necessitar? Medidas de isolamento para ganhar tempo e permitir estruturação do sistema de saúde devem e estão sendo tomadas. Por outro lado, como ficam pacientes que necessitam de tratamento para doenças como câncer, insuficiência renal e coronariana que precisam de acompanhamento constante? Quantos também irão morrer com adiamento de cirurgias? Qual realmente é a medida do custo da morte? Mortes por coronavírus, por acidente de carro, pela violência urbana e em decorrência de complicações cardiovasculares?

Não estou apartado da sociedade em que vivo e, especialmente por sentir na pele, também questiono o fator econômico. Quantos irão fechar portas, perder empregos, morrer de fome e entrar em depressão se o isolamento social se prolongar por três, quatro, cinco meses ou mais? O que está em discussão – e parece que temos de ter muito equilíbrio para perceber e refletir – é a sobrevivência: individual, dos países e do mundo. Inclusive, cabe a análise do modelo de sociedade globalizada que tínhamos e o que queremos para nosso futuro e das gerações que se seguirão às nossas.

Entidades médicas e pesquisadores terão que parar de pensar somente em um vírus e pensar no ser humano como um todo. Economistas terão que parar de pensar só no desastre econômico. Precisamos estar saudáveis, mas para isso precisamos comer e viver para poder sobreviver. Isso não só envolve as medidas de cuidados em prevenção de qualquer doença, mas também na ‘saúde’ econômica. Passado o isolamento inicial para evitar o colapso da saúde, que se abram discussões entre dois grupos, pois viver tem relação direta com sobreviver.

Diogo Cuoco é fundador e CEO da startup Taki Pagamentos.


PALAVRA DO LEITOR

E agora?
E agora, presidente? Por mais que o senhor, os ‘entendidos’ politicamente e toda classe política defendam a democracia, a verdade é que estão tapando o sol com a peneira. Democracia é para quem tem respeito ao próximo. No Brasil, infelizmente nós só vemos interesses próprios em todos órgãos que pertencem à Nação, salvo raríssimas exceções. Portando, chegou a hora de tomar decisão, para dar resposta a quase 70 milhões de votos, que confiaram na sua proposta de governo. E, independentemente de qualquer tipo de ideologia, é sempre bom lembrar que pequeno vazamento pode se tornar grande tragédia, pois estamos todos no mesmo barco.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Traque
Lendo neste Diário que o partido mais corrupto do Brasil está em quinto lugar de força regional (Política, dia 3), lembrei de quando era menino (tenho 60 anos), que ia comprar ‘bombinhas’ e lá (na loja) tínhamos vários valores. Lógico que quanto mais caro, mais forte: a de R$ 0,20, R$ 0,15, R$ 0,10, a de R$ 0,05 e uma para crianças chamada ‘traque’, esta última é a grande força do partido por aqui. E, após a próxima eleição, vai ser a nível nacional.
Breno Reginaldo Silva
Santo André

Lobo mau
Assino embaixo o irretocável Editorial deste prestigioso Diário (Opinião, dia 2), que deixa patente o veemente repúdio do filho do News Seller com a ação obscurantista, invasiva e inoportuna do edil andreense Sargento Lobo, que tem como escopo não esclarecer à população da importância do recém-inaugurado hospital de campanha no Estádio Bruno Daniel, em Santo André, mas sim lançar mais lenha rançosa na fogueira do obscurantismo. O conhecimento acima de tudo!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Moro
Nos últimos dias tenho notado que os viúvos de Lula estão meio que perdidos. Li nesta coluna muitos deles, acreditem, defendendo o juiz Sergio Moro unicamente para criticar o presidente. Esqueceram que foi esse juiz que mandou o ídolo deles para o xadrez e só está solto graças aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) indicados pelo próprio. Defendem também o ministro Alexandre de Morais quando o presidente disse que foi indicado pelo PSDB por meio de Temer apenas por amizade. Esquecem de Toffoli, advogado do PT, e Levandowisk , vizinho de Lula. E têm a coragem de dizer que os bolsonaristas são fanáticos. Antes que me esqueça, não tenho político de estimação. Não votei em ninguém (80 anos), mas estava torcendo para que o presidente fizesse bom governo, pelo Brasil, do mesmo modo que torci por Lula, FHC, Collor e, acreditem, Dilma. Mas acho que estamos carentes de bons políticos faz tempo.
Donaldo Dagnone
Santo André

Artigo
Não sou do PT, porém, concordo plenamente com o Artigo do vereador Eduardo Leite (Opinião, dia 2). Para quem é mais velho ou leu sobre a trajetória do presidente Bolsonaro desde os tempos do Exército sabe que civilidade nunca foi o seu forte. Destaque-se, leitura não de esquerdistas, mas dos próprios companheiros de farda, vide as declarações do general Ernesto Geisel sobre ele. Apenas não poderíamos imaginar que praticaria a incivilidade no exercício da Presidência.
Jairo Guimarães
Santo André

Opinião
Fiquei contente ao ver esta coluna Palavra do Leitor mostrando o pensamento crítico e sóbrio nas cartas publicadas no dia 3. Fico, literalmente, nauseada com a postura genocida da criatura em Brasília. Mas fico mais angustiada ao ver pessoas que ainda o defendem. Estamos vivendo um dos períodos mais nefastos da história de nosso País e não é apenas por conta desse vírus, mas, principalmente, pela falta de humanidade daquele alcaide e de seus asseclas. Que as pessoas criem consciência e que dias melhores se avizinhem.
Cecília Auxiliadora Bedeschi de Camargo
Mauá

Impeachment nele!
Ora, se Jair Bolsonaro diz estar no limite, em contrapartida a maioria do povo brasileiro está mais do que indignada e decepcionada com seu desgoverno. E, em mais um ato de afronta à Nação, o presidente usa indevidamente o nome das Forças Armadas, como se a cúpula apoiasse seus atos deploráveis ao lado dos manifestantes em Brasília, lotada de vândalos bajuladores, e que agrediram com socos e pontapés jornalistas do Estadão. Eles nada mais fazem senão ecoar o que o presidente almeja. Bolsonaro ultrapassou os limites da Constituição. E a solução é o seu impedimento, para o bem do Brasil.
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