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CVC contabiliza desvalorização nas ações de mais de 70%

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ontem, acionistas escolheram o novo conselho administrativo; empresa sofre consequências econômicas causadas pela pandemia


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/05/2020 | 00:01


O setor de turismo passa por retração intensa em todo o mundo devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A CVC Corp, empresa de capital aberto sediada em Santo André, não foge à regra e tem a situação abalada por causa da alta do dólar e restrições a viagens. Ontem, em dia de assembleia para escolher o novo conselho administrativo entre os acionistas, os papéis da CVC terminaram o dia com queda de 6,45%. Porém, desde o início do ano, a desvalorização das ações já passa de 70%.

Ontem, os investidores se reuniram para escolher os sete integrantes do conselho de administração, responsável pelas tomadas de decisões da empresa além da supervisão dos negócios. O resultado foi a eleição dos executivos Silvio José Genesini Junior e Deli Koki Matsuo como presidente e vice, respectivamente. Sobre a eleição, a CVC informou que acredita que é “um processo natural da busca de representatividade por acionistas com posição relevante na empresa, o que é positivo em termos de governança corporativa”, informou.

No pregão de ontem, o primeiro de maio, as ações da empresa terminaram o dia valendo R$ 12,91, queda de 6,45% – os papéis da operadora de turismo iniciaram 2019 comercializados a R$ 44,71.

Segundo o economista da Messem Investimentos Gustavo Bertotti, o desempenho não tem relação com a escolha do conselho, mas reflete o cenário de incertezas, nacional e internacionalmente. “Reflete muito o mercado lá fora, o que todas as empresas sentiram de modo geral. As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao coronavírus, falando sobre possível volta de barreiras comerciais, impactou todo o mercado”, avaliou. “São três questões importantes: o risco político lá fora e aqui no País, o impacto do coronavírus na economia e uma depreciação forte do câmbio. Tudo isso impacta a CVC e as empresas aéreas de modo geral.”

Ontem, a Gol divulgou o resultado do primeiro trimestre deste ano, e reportou que no período registrou prejuízo líquido de R$ 2,261 bilhões, ante lucro líquido de R$ 35,2 milhões em igual período de 2019, ambos no critério antes da participação minoritária da Smiles (empresa que administra o programa de milhagem da companhia). Para o especialista, isso também repercutiu na CVC.

“O turismo não retoma na mesma velocidade das aéreas. Há outros países com restrição de entrada e muitas normas para viagens internacionais. Outra questão é o mercado interno, já que o papel da empresa depreciou muito, uma queda de 70,46% desde janeiro”, afirmou Bertotti.

O valor de capital da empresa era estimado em R$ 2,06 bilhões no fim de abril. No último pregão de 2019, a firma andreense valia R$ 6,534 bilhões. Sobre o valor da ação, a empresa afirmou que respeita a dinâmica do mercado.

A empresa apura erro contábil, e as investigações, realizadas pelo comitê de auditoria, ainda estão em andamento. Indícios apontaram erros na contabilização de valores transferidos aos fornecedores de serviços turísticos referentes às receitas próprias no fim de fevereiro. O fato também influenciou nos resultados da companhia em 2019.(com Estadão Conteúdo) 



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CVC contabiliza desvalorização nas ações de mais de 70%

Ontem, acionistas escolheram o novo conselho administrativo; empresa sofre consequências econômicas causadas pela pandemia

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/05/2020 | 00:01


O setor de turismo passa por retração intensa em todo o mundo devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A CVC Corp, empresa de capital aberto sediada em Santo André, não foge à regra e tem a situação abalada por causa da alta do dólar e restrições a viagens. Ontem, em dia de assembleia para escolher o novo conselho administrativo entre os acionistas, os papéis da CVC terminaram o dia com queda de 6,45%. Porém, desde o início do ano, a desvalorização das ações já passa de 70%.

Ontem, os investidores se reuniram para escolher os sete integrantes do conselho de administração, responsável pelas tomadas de decisões da empresa além da supervisão dos negócios. O resultado foi a eleição dos executivos Silvio José Genesini Junior e Deli Koki Matsuo como presidente e vice, respectivamente. Sobre a eleição, a CVC informou que acredita que é “um processo natural da busca de representatividade por acionistas com posição relevante na empresa, o que é positivo em termos de governança corporativa”, informou.

No pregão de ontem, o primeiro de maio, as ações da empresa terminaram o dia valendo R$ 12,91, queda de 6,45% – os papéis da operadora de turismo iniciaram 2019 comercializados a R$ 44,71.

Segundo o economista da Messem Investimentos Gustavo Bertotti, o desempenho não tem relação com a escolha do conselho, mas reflete o cenário de incertezas, nacional e internacionalmente. “Reflete muito o mercado lá fora, o que todas as empresas sentiram de modo geral. As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao coronavírus, falando sobre possível volta de barreiras comerciais, impactou todo o mercado”, avaliou. “São três questões importantes: o risco político lá fora e aqui no País, o impacto do coronavírus na economia e uma depreciação forte do câmbio. Tudo isso impacta a CVC e as empresas aéreas de modo geral.”

Ontem, a Gol divulgou o resultado do primeiro trimestre deste ano, e reportou que no período registrou prejuízo líquido de R$ 2,261 bilhões, ante lucro líquido de R$ 35,2 milhões em igual período de 2019, ambos no critério antes da participação minoritária da Smiles (empresa que administra o programa de milhagem da companhia). Para o especialista, isso também repercutiu na CVC.

“O turismo não retoma na mesma velocidade das aéreas. Há outros países com restrição de entrada e muitas normas para viagens internacionais. Outra questão é o mercado interno, já que o papel da empresa depreciou muito, uma queda de 70,46% desde janeiro”, afirmou Bertotti.

O valor de capital da empresa era estimado em R$ 2,06 bilhões no fim de abril. No último pregão de 2019, a firma andreense valia R$ 6,534 bilhões. Sobre o valor da ação, a empresa afirmou que respeita a dinâmica do mercado.

A empresa apura erro contábil, e as investigações, realizadas pelo comitê de auditoria, ainda estão em andamento. Indícios apontaram erros na contabilização de valores transferidos aos fornecedores de serviços turísticos referentes às receitas próprias no fim de fevereiro. O fato também influenciou nos resultados da companhia em 2019.(com Estadão Conteúdo) 

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