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Gol de Mazolinha, gol de Sicupira...

Dois dos milhares de gols no Pacaembu, um em 1967, outro em 1972. Gols que originaram mais uma conversa virtual do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol), aqui em Memória, nesta resenha dos 80 anos do Estádio do Pacaembu


Ademir Medici

05/05/2020 | 00:10


Lembro-me de uma rodada dupla no Pacaembu, numa quarta à noite. Assistimos na mureta, ao lado de uma das torres de iluminação. Pacaembu lotado até as tampas (com direito a gol decisivo de Sicupira, para o Corinthians no 1 a 0 frente ao Ceará). 
Humberto Sérgio Mariano

Se bem me lembro, o outro jogo foi Santos 0 x 1 Grêmio. No jogo do Corinthians 1 x 0 Ceará, o gol foi atribuído a Sicupira, mas, na realidade, foi gol contra do goleiro do Ceará. Vale a pena assistir no YouTube.
Este gol classificou o Corinthians para a fase final. Fui para o Rio assistir ao jogo contra o Botafogo. Jogávamos pelo empate. Saímos ganhando, mas o Botafogo virou, com atuação decisiva de Sebastião Rufino, o melhor árbitro brasileiro de todos os tempos, segundo o nosso querido amigo Rodrigo.
Moacir Andrade Peres

A rodada foi em 14 de dezembro de 1972, num dos maiores públicos do Pacaembu. O outro jogo foi Santos 0 x 1 Grêmio (gol de Oberti), pela segunda fase do Brasileiro, em sua reta final. Pelé jogou e Carlos Alberto perdeu um pênalti, defendido por Picasso.
Este incrível gol do Sicupira contra o Ceará, muito bem lembrado pelo Moacir, é fantástico. Nasci quase cinco anos depois dele, mas adoraria tê-lo visto ao vivo. E sempre vibro em rever suas imagens.
Gustavo Carvalho

Se bem me lembro, o jogo do gol de Sucupira não foi transmitido ao vivo. Gol inesquecível. O Rivelino fez um passe de cabeça (o único de sua carreira) para o Sicupira, que acertou uma puxeta lotérica. A bola foi na trave, espirrou no peito do goleiro Hélio e entrou só meio metro. Um gol impossível aos 44 do segundo tempo.
Max Gehringer

Para aquela rodada dupla, eu, meus irmãos Claudio e Sergio, junto com um amigo, lotamos o Corcel 69 do ‘velho’ e fomos ao Pacaembu. Não conseguimos entrar. Estádio lotado. Enfiamos o rabo no meio das pernas e voltamos para Jundiaí.
José Roberto Fornazza

Do meu jogo inesquecível no Pacaembu (Paulista 1, XV de Piracicaba 0), envio à Memória uma ilustração.
Quando o jogo estava chegando aos cinco minutos finais com o placar de 0 a 0, a torcida de Jundiaí (“mais de 10 mil”, segundo os bairristas da época) começou a deixar o Pacaembu para não ter que aguentar os piracicabanos comemorando o título. Por isso, muita gente ficou sem ver o gol do Mazolinha.
No dia seguinte, o editor de esportes do Diário de Jundiaí (o saudoso locutor Antônio Newton Massagardi) me pediu para fazer o desenho do lance para que o jornal pudesse publicar e mostrar como foi o gol a quem não viu como tinha sido. O título da matéria do DJ foi ‘Este gol foi de causar infarto’.
Max Gehringer

Uau! Que belo desenho você fez, Max! Muito legal, parabéns pelo trabalho. Sinceramente, me lembrou os clássicos Gepp e Maia.
Gustavo Carvalho

Espetacular! Fiquei tão estupefato quanto o Gustavo. Você já pode publicar mais um livro sobre Copas do Mundo: “Os gols mais bonitos das Copas do Mundo ilustrados por Max Gehringer”.
Alexandre Andolpho Silva

PACAEMBU, 80 ANOS
Amanhã em Memória: a excursão do Torino

Diário há meio século
Terça-feira, 5 de maio de 1970; ano 12; edição 1225
Manchete – Protestos agitam os Estados Unidos
Saúde – Hospital Municipal de Santo André instalou uma farmácia industrial, cf. plano elaborado pelo farmacêutico José Benedito de Castro.
Música – Meu Mundo Inferno, de Luiz Carlos Roque e José Carlos Iamarino, venceu o Festival da Canção promovido pelo Movimento Juvenil da Igreja Senhor do Bonfim, no Parque das Nações.
Religiosidade – Inaugurado o salão paroquial da igreja do Jardim Santo Antonio, em Santo André. Terreno doado pelo comendador Piero Pollone, que realizou a construção.

Em 5 de maio de...
1920 – Enquanto Washington Luiz tomava posse como o novo presidente do Estado de São Paulo (hoje seria governador), em substituição a Altino Arantes, jovens paulistanos participavam de raid de pedestrianismo até Santos, cortando São Bernardo.
Chovia muito. Alguns atletas pararam em Cubatão.
Completaram a prova: Fausto Nunes, Gumercindo Louzan e Lido Piccinini, num percurso feito em nove horas e 15 minutos.
1945 – O fim da Segunda Guerra Mundial. Manchete do Estadão: rendição de todas as forças alemãs na Holanda e na Dinamarca.

Hoje
- Dia Nacional das Comunicações
- Dia Nacional do Expedicionário

Municípios paulistas
Hoje é o aniversário de Biritiba-Mirim e Garça
Fonte: IBGE

Santo do dia
ANGELO (Jerusalém 1185, Sicília 1220). Sacerdote. Foi morto enquanto pregava na igreja de São Tiago de Licata.



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Gol de Mazolinha, gol de Sicupira...

Dois dos milhares de gols no Pacaembu, um em 1967, outro em 1972. Gols que originaram mais uma conversa virtual do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol), aqui em Memória, nesta resenha dos 80 anos do Estádio do Pacaembu

Ademir Medici

05/05/2020 | 00:10


Lembro-me de uma rodada dupla no Pacaembu, numa quarta à noite. Assistimos na mureta, ao lado de uma das torres de iluminação. Pacaembu lotado até as tampas (com direito a gol decisivo de Sicupira, para o Corinthians no 1 a 0 frente ao Ceará). 
Humberto Sérgio Mariano

Se bem me lembro, o outro jogo foi Santos 0 x 1 Grêmio. No jogo do Corinthians 1 x 0 Ceará, o gol foi atribuído a Sicupira, mas, na realidade, foi gol contra do goleiro do Ceará. Vale a pena assistir no YouTube.
Este gol classificou o Corinthians para a fase final. Fui para o Rio assistir ao jogo contra o Botafogo. Jogávamos pelo empate. Saímos ganhando, mas o Botafogo virou, com atuação decisiva de Sebastião Rufino, o melhor árbitro brasileiro de todos os tempos, segundo o nosso querido amigo Rodrigo.
Moacir Andrade Peres

A rodada foi em 14 de dezembro de 1972, num dos maiores públicos do Pacaembu. O outro jogo foi Santos 0 x 1 Grêmio (gol de Oberti), pela segunda fase do Brasileiro, em sua reta final. Pelé jogou e Carlos Alberto perdeu um pênalti, defendido por Picasso.
Este incrível gol do Sicupira contra o Ceará, muito bem lembrado pelo Moacir, é fantástico. Nasci quase cinco anos depois dele, mas adoraria tê-lo visto ao vivo. E sempre vibro em rever suas imagens.
Gustavo Carvalho

Se bem me lembro, o jogo do gol de Sucupira não foi transmitido ao vivo. Gol inesquecível. O Rivelino fez um passe de cabeça (o único de sua carreira) para o Sicupira, que acertou uma puxeta lotérica. A bola foi na trave, espirrou no peito do goleiro Hélio e entrou só meio metro. Um gol impossível aos 44 do segundo tempo.
Max Gehringer

Para aquela rodada dupla, eu, meus irmãos Claudio e Sergio, junto com um amigo, lotamos o Corcel 69 do ‘velho’ e fomos ao Pacaembu. Não conseguimos entrar. Estádio lotado. Enfiamos o rabo no meio das pernas e voltamos para Jundiaí.
José Roberto Fornazza

Do meu jogo inesquecível no Pacaembu (Paulista 1, XV de Piracicaba 0), envio à Memória uma ilustração.
Quando o jogo estava chegando aos cinco minutos finais com o placar de 0 a 0, a torcida de Jundiaí (“mais de 10 mil”, segundo os bairristas da época) começou a deixar o Pacaembu para não ter que aguentar os piracicabanos comemorando o título. Por isso, muita gente ficou sem ver o gol do Mazolinha.
No dia seguinte, o editor de esportes do Diário de Jundiaí (o saudoso locutor Antônio Newton Massagardi) me pediu para fazer o desenho do lance para que o jornal pudesse publicar e mostrar como foi o gol a quem não viu como tinha sido. O título da matéria do DJ foi ‘Este gol foi de causar infarto’.
Max Gehringer

Uau! Que belo desenho você fez, Max! Muito legal, parabéns pelo trabalho. Sinceramente, me lembrou os clássicos Gepp e Maia.
Gustavo Carvalho

Espetacular! Fiquei tão estupefato quanto o Gustavo. Você já pode publicar mais um livro sobre Copas do Mundo: “Os gols mais bonitos das Copas do Mundo ilustrados por Max Gehringer”.
Alexandre Andolpho Silva

PACAEMBU, 80 ANOS
Amanhã em Memória: a excursão do Torino

Diário há meio século
Terça-feira, 5 de maio de 1970; ano 12; edição 1225
Manchete – Protestos agitam os Estados Unidos
Saúde – Hospital Municipal de Santo André instalou uma farmácia industrial, cf. plano elaborado pelo farmacêutico José Benedito de Castro.
Música – Meu Mundo Inferno, de Luiz Carlos Roque e José Carlos Iamarino, venceu o Festival da Canção promovido pelo Movimento Juvenil da Igreja Senhor do Bonfim, no Parque das Nações.
Religiosidade – Inaugurado o salão paroquial da igreja do Jardim Santo Antonio, em Santo André. Terreno doado pelo comendador Piero Pollone, que realizou a construção.

Em 5 de maio de...
1920 – Enquanto Washington Luiz tomava posse como o novo presidente do Estado de São Paulo (hoje seria governador), em substituição a Altino Arantes, jovens paulistanos participavam de raid de pedestrianismo até Santos, cortando São Bernardo.
Chovia muito. Alguns atletas pararam em Cubatão.
Completaram a prova: Fausto Nunes, Gumercindo Louzan e Lido Piccinini, num percurso feito em nove horas e 15 minutos.
1945 – O fim da Segunda Guerra Mundial. Manchete do Estadão: rendição de todas as forças alemãs na Holanda e na Dinamarca.

Hoje
- Dia Nacional das Comunicações
- Dia Nacional do Expedicionário

Municípios paulistas
Hoje é o aniversário de Biritiba-Mirim e Garça
Fonte: IBGE

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