Fechar
Publicidade

Domingo, 31 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Palavra do leitor


Do Diário do Grande ABC

03/05/2020 | 11:33


Nos últimos anos o funcionalismo público tem sido alvo de repetidos ataques, provenientes tanto da mídia como dos vários governos, de ‘esquerda’ ou de ‘direita’, que se sucederam a partir dos anos 1990. Há os que lembram os inúteis gastos com o excesso de funcionários que pouco ou nada produzem, assim como há os que lembram os prejuízos provocados à Nação pelo corporativismo de certos grupos detentores de cargos cuja estabilidade é garantida por lei.

Até ontem eu realmente pensava que o repertório de vitupérios contra o servidor público já se esgotara, tamanho o volume de acusações, muitas vezes infundadas, de que esta parcela expressiva de trabalhadores brasileiros tem sido vítima. Pois bem, eu estava enganado: o ministro Paulo Guedes declarou à mídia que eram inadmissíveis as ‘geladeiras cheias’ dos servidores públicos quando milhões de brasileiros estão perdendo seus empregos por causa da quarentena provocada pela pandemia. Em seguida, talvez para amenizar a contundente declaração, o ministro advertiu o funcionalismo para a necessidade de sacrifícios, ou seja, pediu-lhes gentilmente que não contem com reajuste de salários neste ano.

Por que atacar o funcionalismo público? A resposta está mais uma vez no modo populista e demagógico que vem se tornando a marca registrada deste governo. Torna-se fácil atacar o funcionalismo, uma vez que boa parte da população, geralmente desinformada e apegada a preconceitos, enxerga no servidor público privilegiado que trabalha pouco, ganha muito e não corre o risco de ser despedido. No entanto, com as reformas dos governos Lula e Dilma, além dos últimos golpes de misericórdia desferidos pelo governo federal e por alguns governos estaduais e municipais, o que ainda havia de privilégio há muito deixou de existir.

As infelizes afirmações feitas por Paulo Guedes não surpreendem, pois se encaixam perfeitamente no extenso rol de atitudes e considerações descabidas e descontroladas do atual governo, eleito para corroborar e consolidar a parte mais conservadora e rancorosa de vários estratos sociais, e não apenas da classe média, como afirmam alguns.

Há males que vêm para o bem, como afirma a sabedoria popular. A pandemia, com suas inevitáveis vítimas e com os incontáveis sacrifícios que provoca, talvez sirva também para revelar a verdadeira face dos que nos governam, mostrando que os verdadeiros inimigos dos trabalhadores comuns não se encontram em outra categoria de trabalhadores supostamente privilegiados, mas na própria ineficiência do governo.

Sérgio Mauro é professor doutor na Unesp Araraquara. 

PALAVRA DO LEITOR

Seguidores

 Este País tem parte da população que precisa ser estudada. O leitor Mauri Fontes é uma dessas pessoas (Sergio Moro, dia 29). Ele disse em sua explanação que Sergio Moro, a despeito de suas desavenças com Bolsonaro, é ‘homem público que tínhamos fé e confiança e que nos traiu’. Isso não é traição! É trazer à tona a podridão neste governo, tido pelos fãs como exemplo contra a corrupção. Moro apenas explicou que Bolsonaro queria colocar no comando da Polícia Federal amigo que não revelasse as falcatruas dos filhos do presidente. Isso é ser traidor? Esse é o típico exemplo de que o pior cego é o que não quer ver. Pena dos seguidores de Bolsonaro, que todo dia têm de inventar uma desculpa ou fake news para encobrir os erros deste esdrúxulo presidente.

Suzelaine Morgado

 São Caetano

Lembrou ditado 

 Causa estranheza os apoiadores de Bolsonaro, minoria, tecerem críticas ferrenhas ao ex-ministro Sergio Moro. Até dia 24, quando o ex-juiz pediu demissão (Política, dia 25), ele era o paladino da justiça, o mais correto do mundo, o juiz que havia acabado com a corrupção no País. Alguns obcecados postavam em redes sociais que era ‘reeleição de Bolsonaro em 2022 e Moro em 2026 e, depois, em 2030’. Todos seguidores deste presidente nefasto. Agora Moro não serve mais, só porque revelou as artimanhas perniciosas de Bolsonaro? Contraditórios! Até camiseta com a foto dele queimaram! Ao invés de abrirem o olho, admitirem que votaram errado e terem iniciativa de apoiar o impeachment dele, culpam quem o delatou? Lembrou-me aquele ditado de que ‘se a mulher trai o marido no sofá da sala, então tira-se o sofá da sala’. Lamentável.

Adão Mariano Marão

 Diadema

São iguais 

 Aos que ainda acham que Sergio Moro é o bonzinho da história, lembro do que disse Fernando Haddad em redes sociais. Moro foi obrigado a reconhecer que nos governos do PT a PF (Polícia Federal) tinha autonomia, arranhada com Bolsonaro, que tenta a todo custo interferir nas decisões no que interessa a seus filhos, metidos até o pescoço em ilicitudes. Moro havia usado a PF para armar e impedir a candidatura do ex-presidente Lula e pavimentar a vitória de Bolsonaro, o que aconteceu. Assim, o presidente teve de engolir Moro e a PF e, agora, regurgitar. Agora veio tudo à tona, revelado por Moro. Ou seja, são iguais. Se Lula conseguir se livrar do que o acusam injustamente, passa por cima dos dois como um trator. Fora, Bolsonaro. Volta, Lula! 

 João Paulo Prado

 São Caetano

  

Conselhos 

 ‘E daí? Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre’, disse o mais desumano e cruel presidente que este País já teve (Setecidades, dia 29). Na minha infinita falta de conhecimento dos problemas do Brasil, digo que, primeiro, já seria milagre se esse fascista aprendesse a governar, e, segundo, pode fazer o seguinte: construir hospitais para tratar os doentes pela Covid-19 e leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva); comprar respiradores a esses pacientes e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) aos profissionais da saúde; valorizar os que estão à frente desta batalha, os trabalhadores da saúde, respeitar a dor de quem perdeu seus entes queridos; agilizar o pagamento do auxílio de R$ 600; manter os empregos, sem cortes de vencimentos; socorrer as empresas e, principalmente, parar de falar e fazer asneiras. Tudo isso seria um bom recomeço para este seu governo falido.

 Ítallo Colognezzi

 São Bernardo



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Palavra do leitor

Do Diário do Grande ABC

03/05/2020 | 11:33


Nos últimos anos o funcionalismo público tem sido alvo de repetidos ataques, provenientes tanto da mídia como dos vários governos, de ‘esquerda’ ou de ‘direita’, que se sucederam a partir dos anos 1990. Há os que lembram os inúteis gastos com o excesso de funcionários que pouco ou nada produzem, assim como há os que lembram os prejuízos provocados à Nação pelo corporativismo de certos grupos detentores de cargos cuja estabilidade é garantida por lei.

Até ontem eu realmente pensava que o repertório de vitupérios contra o servidor público já se esgotara, tamanho o volume de acusações, muitas vezes infundadas, de que esta parcela expressiva de trabalhadores brasileiros tem sido vítima. Pois bem, eu estava enganado: o ministro Paulo Guedes declarou à mídia que eram inadmissíveis as ‘geladeiras cheias’ dos servidores públicos quando milhões de brasileiros estão perdendo seus empregos por causa da quarentena provocada pela pandemia. Em seguida, talvez para amenizar a contundente declaração, o ministro advertiu o funcionalismo para a necessidade de sacrifícios, ou seja, pediu-lhes gentilmente que não contem com reajuste de salários neste ano.

Por que atacar o funcionalismo público? A resposta está mais uma vez no modo populista e demagógico que vem se tornando a marca registrada deste governo. Torna-se fácil atacar o funcionalismo, uma vez que boa parte da população, geralmente desinformada e apegada a preconceitos, enxerga no servidor público privilegiado que trabalha pouco, ganha muito e não corre o risco de ser despedido. No entanto, com as reformas dos governos Lula e Dilma, além dos últimos golpes de misericórdia desferidos pelo governo federal e por alguns governos estaduais e municipais, o que ainda havia de privilégio há muito deixou de existir.

As infelizes afirmações feitas por Paulo Guedes não surpreendem, pois se encaixam perfeitamente no extenso rol de atitudes e considerações descabidas e descontroladas do atual governo, eleito para corroborar e consolidar a parte mais conservadora e rancorosa de vários estratos sociais, e não apenas da classe média, como afirmam alguns.

Há males que vêm para o bem, como afirma a sabedoria popular. A pandemia, com suas inevitáveis vítimas e com os incontáveis sacrifícios que provoca, talvez sirva também para revelar a verdadeira face dos que nos governam, mostrando que os verdadeiros inimigos dos trabalhadores comuns não se encontram em outra categoria de trabalhadores supostamente privilegiados, mas na própria ineficiência do governo.

Sérgio Mauro é professor doutor na Unesp Araraquara. 

PALAVRA DO LEITOR

Seguidores

 Este País tem parte da população que precisa ser estudada. O leitor Mauri Fontes é uma dessas pessoas (Sergio Moro, dia 29). Ele disse em sua explanação que Sergio Moro, a despeito de suas desavenças com Bolsonaro, é ‘homem público que tínhamos fé e confiança e que nos traiu’. Isso não é traição! É trazer à tona a podridão neste governo, tido pelos fãs como exemplo contra a corrupção. Moro apenas explicou que Bolsonaro queria colocar no comando da Polícia Federal amigo que não revelasse as falcatruas dos filhos do presidente. Isso é ser traidor? Esse é o típico exemplo de que o pior cego é o que não quer ver. Pena dos seguidores de Bolsonaro, que todo dia têm de inventar uma desculpa ou fake news para encobrir os erros deste esdrúxulo presidente.

Suzelaine Morgado

 São Caetano

Lembrou ditado 

 Causa estranheza os apoiadores de Bolsonaro, minoria, tecerem críticas ferrenhas ao ex-ministro Sergio Moro. Até dia 24, quando o ex-juiz pediu demissão (Política, dia 25), ele era o paladino da justiça, o mais correto do mundo, o juiz que havia acabado com a corrupção no País. Alguns obcecados postavam em redes sociais que era ‘reeleição de Bolsonaro em 2022 e Moro em 2026 e, depois, em 2030’. Todos seguidores deste presidente nefasto. Agora Moro não serve mais, só porque revelou as artimanhas perniciosas de Bolsonaro? Contraditórios! Até camiseta com a foto dele queimaram! Ao invés de abrirem o olho, admitirem que votaram errado e terem iniciativa de apoiar o impeachment dele, culpam quem o delatou? Lembrou-me aquele ditado de que ‘se a mulher trai o marido no sofá da sala, então tira-se o sofá da sala’. Lamentável.

Adão Mariano Marão

 Diadema

São iguais 

 Aos que ainda acham que Sergio Moro é o bonzinho da história, lembro do que disse Fernando Haddad em redes sociais. Moro foi obrigado a reconhecer que nos governos do PT a PF (Polícia Federal) tinha autonomia, arranhada com Bolsonaro, que tenta a todo custo interferir nas decisões no que interessa a seus filhos, metidos até o pescoço em ilicitudes. Moro havia usado a PF para armar e impedir a candidatura do ex-presidente Lula e pavimentar a vitória de Bolsonaro, o que aconteceu. Assim, o presidente teve de engolir Moro e a PF e, agora, regurgitar. Agora veio tudo à tona, revelado por Moro. Ou seja, são iguais. Se Lula conseguir se livrar do que o acusam injustamente, passa por cima dos dois como um trator. Fora, Bolsonaro. Volta, Lula! 

 João Paulo Prado

 São Caetano

  

Conselhos 

 ‘E daí? Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre’, disse o mais desumano e cruel presidente que este País já teve (Setecidades, dia 29). Na minha infinita falta de conhecimento dos problemas do Brasil, digo que, primeiro, já seria milagre se esse fascista aprendesse a governar, e, segundo, pode fazer o seguinte: construir hospitais para tratar os doentes pela Covid-19 e leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva); comprar respiradores a esses pacientes e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) aos profissionais da saúde; valorizar os que estão à frente desta batalha, os trabalhadores da saúde, respeitar a dor de quem perdeu seus entes queridos; agilizar o pagamento do auxílio de R$ 600; manter os empregos, sem cortes de vencimentos; socorrer as empresas e, principalmente, parar de falar e fazer asneiras. Tudo isso seria um bom recomeço para este seu governo falido.

 Ítallo Colognezzi

 São Bernardo

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;