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Com janela, PT cai para 5º em cadeiras nas câmaras da região

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sigla tem redução de vagas, perde três vereadores e é ultrapassada por PSB, Cidadania e PL


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/05/2020 | 23:52


Em 2000, o PT atingiu seu auge no Grande ABC. Dois anos antes de chegar à Presidência da República, com Luiz Inácio Lula da Silva, o partido emplacou cinco prefeitos na região e 36 dos 135 vereadores à época. Ou seja, uma de cada quatro cadeiras pertencia a um petista. Passados 20 anos da façanha, a sigla viu esfacelado o prestígio nas sete cidades.

Com o fim da janela eleitoral, que permitiu a mudança de legendas a vereadores, o partido foi jogado à quinta colocação na lista de representatividade nas câmaras do Grande ABC. São 13 dos 142 assentos disponíveis na região, considerada seu berço político.

Foram três baixas na janela: Ronaldo Lacerda, de Diadema, migrou para o PDT com plano de ser candidato a prefeito, e Benedito Araújo e Marcelo Cabeleireiro, ambos de Rio Grande da Serra, foram para PSB e Cidadania, respectivamente. Nenhuma aquisição foi registrada no período (confira as alterações no quadro ao lado). Assim, o petismo saiu da vice-liderança regional.

No ranking, o PT perde para o PSDB, campeão de vereadores no Grande ABC, com 24; PSB, com 15, empatado com o Cidadania; e PL, com 14 – esse impulsionado pelas filiações em Ribeirão Pires, na esteira da pré-candidatura do ex-prefeito Clóvis Volpi (PL). O PL iniciou a legislatura com quatro nomes.

A maior baixa foi sentida no PV e se deu em meio à indefinição do governo em Diadema. O prefeito Lauro Michels (PV) não pode mais se candidatar, e não anunciou quem será seu candidato – a aposta no deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) está cada vez mais distante. Com o cenário bagunçado, cinco dos seis vereadores do PV saíram da legenda – apenas Talabi Fahel permaneceu. No total, o PV tinha oito parlamentares. Ficaram dois.

Outra desidratação considerável aconteceu no Republicanos, o antigo PRB, legenda ligada à Igreja Universal. Foram cinco desfiliações. Duas delas em Diadema, capitaneada pela expulsão de Vaguinho do Conselho, prefeiturável a ir ao segundo turno em 2016 – Cicinho foi para o PSB; Ricardo Yoshio migrou para o tucanato.
Já no quesito reforço, além do PL, que viu crescer sua bancada em mais de três vezes, o PSDB ampliou duas cadeiras no cômputo geral. Registrou oito entradas, mas teve cinco dissidências, além da morte de João Lessa, de Ribeirão. O PSB também atraiu vereadores. Foram seis chegadas e duas saídas – saldo de quatro novas vagas. A provável candidatura de Márcio França (PSB) na Capital traz impacto na expectativa de onda favorável a partir da campanha na televisão.

ÁPICE E DERROCADA
Há duas décadas, o PT elegeu como prefeitos Celso Daniel (Santo André), José de Filippi Júnior (Diadema), Oswaldo Dias (Mauá), Maria Inês Soares (Ribeirão Pires) e Ramon Velásquez (Rio Grande da Serra). Na lista de vereadores estavam figuras conhecidas e que não estão mais na sigla, como Claudinho da Geladeira (Podemos, Rio Grande da Serra), Wagner Rubinelli (PTB, Mauá), Donisete Braga (PDT, Mauá), Ricardo Alvarez (Psol, Santo André) e Horácio Neto (Psol, São Caetano).

Alvo principal da Lava Jato, o partido passou a perder espaço na região a partir de 2014. Em 2016, a confirmação veio com reveses na corrida às prefeituras. Neste ano, a legenda admite que pode não lançar candidatos em todas as cidades, embora tenha nomes hoje colocados nas sete. 



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Com janela, PT cai para 5º em cadeiras nas câmaras da região

Sigla tem redução de vagas, perde três vereadores e é ultrapassada por PSB, Cidadania e PL

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/05/2020 | 23:52


Em 2000, o PT atingiu seu auge no Grande ABC. Dois anos antes de chegar à Presidência da República, com Luiz Inácio Lula da Silva, o partido emplacou cinco prefeitos na região e 36 dos 135 vereadores à época. Ou seja, uma de cada quatro cadeiras pertencia a um petista. Passados 20 anos da façanha, a sigla viu esfacelado o prestígio nas sete cidades.

Com o fim da janela eleitoral, que permitiu a mudança de legendas a vereadores, o partido foi jogado à quinta colocação na lista de representatividade nas câmaras do Grande ABC. São 13 dos 142 assentos disponíveis na região, considerada seu berço político.

Foram três baixas na janela: Ronaldo Lacerda, de Diadema, migrou para o PDT com plano de ser candidato a prefeito, e Benedito Araújo e Marcelo Cabeleireiro, ambos de Rio Grande da Serra, foram para PSB e Cidadania, respectivamente. Nenhuma aquisição foi registrada no período (confira as alterações no quadro ao lado). Assim, o petismo saiu da vice-liderança regional.

No ranking, o PT perde para o PSDB, campeão de vereadores no Grande ABC, com 24; PSB, com 15, empatado com o Cidadania; e PL, com 14 – esse impulsionado pelas filiações em Ribeirão Pires, na esteira da pré-candidatura do ex-prefeito Clóvis Volpi (PL). O PL iniciou a legislatura com quatro nomes.

A maior baixa foi sentida no PV e se deu em meio à indefinição do governo em Diadema. O prefeito Lauro Michels (PV) não pode mais se candidatar, e não anunciou quem será seu candidato – a aposta no deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) está cada vez mais distante. Com o cenário bagunçado, cinco dos seis vereadores do PV saíram da legenda – apenas Talabi Fahel permaneceu. No total, o PV tinha oito parlamentares. Ficaram dois.

Outra desidratação considerável aconteceu no Republicanos, o antigo PRB, legenda ligada à Igreja Universal. Foram cinco desfiliações. Duas delas em Diadema, capitaneada pela expulsão de Vaguinho do Conselho, prefeiturável a ir ao segundo turno em 2016 – Cicinho foi para o PSB; Ricardo Yoshio migrou para o tucanato.
Já no quesito reforço, além do PL, que viu crescer sua bancada em mais de três vezes, o PSDB ampliou duas cadeiras no cômputo geral. Registrou oito entradas, mas teve cinco dissidências, além da morte de João Lessa, de Ribeirão. O PSB também atraiu vereadores. Foram seis chegadas e duas saídas – saldo de quatro novas vagas. A provável candidatura de Márcio França (PSB) na Capital traz impacto na expectativa de onda favorável a partir da campanha na televisão.

ÁPICE E DERROCADA
Há duas décadas, o PT elegeu como prefeitos Celso Daniel (Santo André), José de Filippi Júnior (Diadema), Oswaldo Dias (Mauá), Maria Inês Soares (Ribeirão Pires) e Ramon Velásquez (Rio Grande da Serra). Na lista de vereadores estavam figuras conhecidas e que não estão mais na sigla, como Claudinho da Geladeira (Podemos, Rio Grande da Serra), Wagner Rubinelli (PTB, Mauá), Donisete Braga (PDT, Mauá), Ricardo Alvarez (Psol, Santo André) e Horácio Neto (Psol, São Caetano).

Alvo principal da Lava Jato, o partido passou a perder espaço na região a partir de 2014. Em 2016, a confirmação veio com reveses na corrida às prefeituras. Neste ano, a legenda admite que pode não lançar candidatos em todas as cidades, embora tenha nomes hoje colocados nas sete. 

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