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E daí, presidente?


Do Diário do Grande ABC

01/05/2020 | 23:59


Em menos de uma semana, o presidente da República, Jair Bolsonaro, provocou a maior crise do seu governo e, diante de recorde de lamentáveis mortes provocadas pelo novo coronavírus em nosso País, desdenhou, mais uma vez, como lhe é usual. É consternante tamanha indiferença diante da calamidade que assola milhares e milhares de famílias brasileiras e que produz cenas terríveis, como as que observamos com os sepultamentos coletivos no Estado do Amazonas, que chocam e comovem qualquer pessoa que tenha um pouco de solidariedade e amor ao próximo.

A luta contra esse vírus letal e a preservação da vida de milhares de pessoas são questões urgentes. E sua importância suplanta, neste momento, até mesmo as mais ferrenhas divergências ideológicas, político-partidárias ou religiosas. Prefeitos, vereadores, governadores e deputados das mais diferentes siglas somam esforços nessa guerra diária. Por outro lado, aquele que deveria ser agente unificador dos esforços nacionais, aquele que deveria contribuir para organizar e fortalecer a luta de Estados e municípios contra a Covid-19, segue na contramão e atua sistematicamente como agente desestabilizador, se omitindo em gerenciar a crise que a pandemia desencadeou. Pelo contrário. Insiste em gerar novas crises e semear a discórdia.

Um dia após o Brasil registrar recorde de mortes por Covid-19 e ultrapassar a marca de 5.000 mortos, seguido da fala desdenhosa e indiferente do presidente, li reportagem veiculada por este Diário apontando que 1.445 profissionais da Saúde desta região estão afastados por suspeita de Covid-19 (Setecidades, dia 29). Os dados regionais contrastam de forma gritante com a postura de presidente omisso e irresponsável. De um lado centenas de pessoas arriscando suas vidas diariamente na linha de frente desta guerra, profissionais da saúde e de serviços essenciais, que não podem parar e abrem mão da própria segurança em nome de salvar vidas e manter cidades, Estados e País ativos. Do outro, um ser egoísta e perdido em seus devaneios.

Aos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, equipe de limpeza hospitalar, serviços administrativos, trabalhadores e trabalhadoras que se arriscam por nós no combate ao coronavírus, reforço que vocês não estão sozinhos. Apesar de tanta barbaridade, a maioria de nós, à revelia do nosso presidente, reconhece o esforço de cada um e fazemos a nossa parte para superar esta pandemia.

‘E daí? Lamento. O que vocês querem que eu faça?’. Comece pedindo desculpas aos milhares de doentes que lutam pela vida nas UTIs lotadas e às famílias que choram por seus entes que partiram, sem que ao menos pudessem se despedir.

Eduardo Leite é vereador em Santo André pelo PT.


PALAVRA DO LEITOR

Nomeação
O presidente Jair Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal e Alexandre Moraes tornou sem efeito essa nomeação, baseado no argumento constitucional de que tal nomeação fere os princípios de impessoalidade, moralidade e finalidade, uma vez que Ramagem é próximo da família presidencial. Bolsonaro vai recorrer. Alguém precisa avisá-lo de que ninguém está acima da lei, inclusive ele. A propósito, Sergio Moro, ao demitir-se do Ministério de Justiça e de Segurança, denunciou Bolsonaro de querer informações sigilosas da Polícia Federal, sobretudo de seus filhos, particularmente Flávio, então deputado estadual no Rio de Janeiro, por cobrar rachadinha de seus assessores lotados no seu gabinete.
Alexandre Takara
Santo André

Ganância
A reportagem foi vista na Globo na hora do almoço, dia 29, porém, só tive acesso mais tarde, uma vez que não assisto a essa emissora. Mauá uma vez mais na TV, dia 29, e lamentavelmente novamente por superfaturamento e fraude com dinheiro público. O que leva seres humanos a serem gananciosos até em tempos de pandemia? Este governo não teme nada nem ninguém, inclusive a Justiça. A ganância é tão grande que quer a todo custo encher suas contas de dinheiro irregular. Espero que Deus, em sua justiça absoluta, mostre a ele o seu poder. Deus, cuide de nós, os mauaenses, que temos sido enganados por este governo.
Rosângela Caris
Mauá

Nós, os roubados
O poder público, excetuando-se professores e policiais, em relação a nós, trabalha menos, ganha mais, tem emprego garantido, inúmeros privilégios, aposentadoria com o último salário e sempre corrigido com o índice de antes. Nós, sem privilégios, nem garantia de emprego temos. Desde 1985 fomos e somos sistematicamente roubados de todas as formas. Com a redução do teto das contribuições nosso benefício caiu até 50%. Não satisfeitos, tiraram-nos o abono de permanência e o pecúlio. Nossos benefícios, depois desvinculados do salário mínimo, perdem valor ano a ano. Em contrapartida, temos boas escolas, hospitais e transporte público de qualidade? E quanto de saneamento básico? E segurança, temos alguma? Milhares de brasileiros honestos e úteis perdem a vida todos os dias nas mãos de assassinos, mais protegidos que nós. Roubam, assaltam, estupram, matam e ninguém faz nada porque leis absurdas, injustas e imorais os protegem. Vivemos trancados em casa entre muros altos, cercas e câmeras, enquanto eles, soltos, agem à vontade.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Inacreditável!
Ninguém merece passar por isso no meio de pandemia viral. O fato é que no Brasil temos ao mesmo tempo pandemia na saúde e pandemônio político causado por quem deveria servir de exemplo neste momento de pânico e medo porque passa milhões de brasileiros em razão de luta mortal contra adversário agressivo e invisível que já ceifou a vida de mais de 6.000 pessoas. Em meio a essa guerra, Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, e pior, tudo leva a crer que a atitude foi tomada por vaidade política. Mas agora, por inabilidade política, para dizer o mínimo, seu ministro mais popular pediu demissão, com acusações gravíssimas de que Bolsonaro tentou ter acesso a dados sigilosos da Polícia Federal. A saída de Sergio Moro inaugura a etapa mais delicada deste governo, feito de momentos delicados em meio a pandemia viral e sanitária. Presidente, economia se recupera, a vida de milhares de brasileiros não tem volta. Chega de teimosia!
Turíbio Liberatto
São Caetano

Abandonados
Endosso as palavras do leitor Donizete A. de Souza (Santa Helena, dia 30). Realmente, neste período da Covid-19 estamos abandonados, apesar de pagamentos mensais integrais. Tínhamos consultas (eu e minha mulher) com geriatra para 26 de março, que foi adiada. Como minha mulher depende de duas receitas de remédios controlados, liguei dia 27 para solicitar as receitas. Deram-me 48 horas para contato telefônico, o que não ocorreu. Dia 3 de abril fiz novo contato e mandaram aguardar, o que ocorreu também no dia 9. E nada. Dia 14 registraram os remédios especificados e falariam com médico para emitir as receitas, que seriam entregues por motoboy. Dia 24, como nada acontecia e os remédios acabaram, fiz novo contato. A atendente pediu-me para ligar outra hora. Fiquei no aguardo da chegada das receitas, o que não aconteceu até o último dia 30. Direção do SH, o que faço para conseguir as receitas? Descaso total e mais de um mês de espera. Porém, os boletos chegam e sem qualquer desconto, apesar da inatividade do plano.
Adilson Francisco Simões
São Bernardo

Gripezinha
Os estragos desta ‘gripezinha’ da Covid-19, dita pelo desumano Jair Bolsonaro, pelo jeito vão, infelizmente, muito além das milhares de mortes e infectados no Brasil. Já que, depois de décadas de crescimento da economia mundial, esta pandemia, que promove brutal queda da atividade produtiva, deve aumentar não somente o desemprego, mas principalmente o nível de pobreza. Como prevê estudo da ONU (Organização das Nações Unidas), 8% da população, ou 500 milhões de pessoas, devem voltar à pobreza. O IBGE acaba de divulgar que o desemprego cresceu neste primeiro trimestre dos 11,6%, ou 12,3 milhões de pessoas, para 12,2%, ou 12,9 milhões, e que pode chegar a 17,8%, ou quase 19 milhões de desempregados neste ano, carregamos ainda o triste índice de 38 milhões de subempregados. Para piorar, ainda temos Bolsonaro como presidente, totalmente desconexo com o Brasil.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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E daí, presidente?

Do Diário do Grande ABC

01/05/2020 | 23:59


Em menos de uma semana, o presidente da República, Jair Bolsonaro, provocou a maior crise do seu governo e, diante de recorde de lamentáveis mortes provocadas pelo novo coronavírus em nosso País, desdenhou, mais uma vez, como lhe é usual. É consternante tamanha indiferença diante da calamidade que assola milhares e milhares de famílias brasileiras e que produz cenas terríveis, como as que observamos com os sepultamentos coletivos no Estado do Amazonas, que chocam e comovem qualquer pessoa que tenha um pouco de solidariedade e amor ao próximo.

A luta contra esse vírus letal e a preservação da vida de milhares de pessoas são questões urgentes. E sua importância suplanta, neste momento, até mesmo as mais ferrenhas divergências ideológicas, político-partidárias ou religiosas. Prefeitos, vereadores, governadores e deputados das mais diferentes siglas somam esforços nessa guerra diária. Por outro lado, aquele que deveria ser agente unificador dos esforços nacionais, aquele que deveria contribuir para organizar e fortalecer a luta de Estados e municípios contra a Covid-19, segue na contramão e atua sistematicamente como agente desestabilizador, se omitindo em gerenciar a crise que a pandemia desencadeou. Pelo contrário. Insiste em gerar novas crises e semear a discórdia.

Um dia após o Brasil registrar recorde de mortes por Covid-19 e ultrapassar a marca de 5.000 mortos, seguido da fala desdenhosa e indiferente do presidente, li reportagem veiculada por este Diário apontando que 1.445 profissionais da Saúde desta região estão afastados por suspeita de Covid-19 (Setecidades, dia 29). Os dados regionais contrastam de forma gritante com a postura de presidente omisso e irresponsável. De um lado centenas de pessoas arriscando suas vidas diariamente na linha de frente desta guerra, profissionais da saúde e de serviços essenciais, que não podem parar e abrem mão da própria segurança em nome de salvar vidas e manter cidades, Estados e País ativos. Do outro, um ser egoísta e perdido em seus devaneios.

Aos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, equipe de limpeza hospitalar, serviços administrativos, trabalhadores e trabalhadoras que se arriscam por nós no combate ao coronavírus, reforço que vocês não estão sozinhos. Apesar de tanta barbaridade, a maioria de nós, à revelia do nosso presidente, reconhece o esforço de cada um e fazemos a nossa parte para superar esta pandemia.

‘E daí? Lamento. O que vocês querem que eu faça?’. Comece pedindo desculpas aos milhares de doentes que lutam pela vida nas UTIs lotadas e às famílias que choram por seus entes que partiram, sem que ao menos pudessem se despedir.

Eduardo Leite é vereador em Santo André pelo PT.


PALAVRA DO LEITOR

Nomeação
O presidente Jair Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal e Alexandre Moraes tornou sem efeito essa nomeação, baseado no argumento constitucional de que tal nomeação fere os princípios de impessoalidade, moralidade e finalidade, uma vez que Ramagem é próximo da família presidencial. Bolsonaro vai recorrer. Alguém precisa avisá-lo de que ninguém está acima da lei, inclusive ele. A propósito, Sergio Moro, ao demitir-se do Ministério de Justiça e de Segurança, denunciou Bolsonaro de querer informações sigilosas da Polícia Federal, sobretudo de seus filhos, particularmente Flávio, então deputado estadual no Rio de Janeiro, por cobrar rachadinha de seus assessores lotados no seu gabinete.
Alexandre Takara
Santo André

Ganância
A reportagem foi vista na Globo na hora do almoço, dia 29, porém, só tive acesso mais tarde, uma vez que não assisto a essa emissora. Mauá uma vez mais na TV, dia 29, e lamentavelmente novamente por superfaturamento e fraude com dinheiro público. O que leva seres humanos a serem gananciosos até em tempos de pandemia? Este governo não teme nada nem ninguém, inclusive a Justiça. A ganância é tão grande que quer a todo custo encher suas contas de dinheiro irregular. Espero que Deus, em sua justiça absoluta, mostre a ele o seu poder. Deus, cuide de nós, os mauaenses, que temos sido enganados por este governo.
Rosângela Caris
Mauá

Nós, os roubados
O poder público, excetuando-se professores e policiais, em relação a nós, trabalha menos, ganha mais, tem emprego garantido, inúmeros privilégios, aposentadoria com o último salário e sempre corrigido com o índice de antes. Nós, sem privilégios, nem garantia de emprego temos. Desde 1985 fomos e somos sistematicamente roubados de todas as formas. Com a redução do teto das contribuições nosso benefício caiu até 50%. Não satisfeitos, tiraram-nos o abono de permanência e o pecúlio. Nossos benefícios, depois desvinculados do salário mínimo, perdem valor ano a ano. Em contrapartida, temos boas escolas, hospitais e transporte público de qualidade? E quanto de saneamento básico? E segurança, temos alguma? Milhares de brasileiros honestos e úteis perdem a vida todos os dias nas mãos de assassinos, mais protegidos que nós. Roubam, assaltam, estupram, matam e ninguém faz nada porque leis absurdas, injustas e imorais os protegem. Vivemos trancados em casa entre muros altos, cercas e câmeras, enquanto eles, soltos, agem à vontade.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Inacreditável!
Ninguém merece passar por isso no meio de pandemia viral. O fato é que no Brasil temos ao mesmo tempo pandemia na saúde e pandemônio político causado por quem deveria servir de exemplo neste momento de pânico e medo porque passa milhões de brasileiros em razão de luta mortal contra adversário agressivo e invisível que já ceifou a vida de mais de 6.000 pessoas. Em meio a essa guerra, Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, e pior, tudo leva a crer que a atitude foi tomada por vaidade política. Mas agora, por inabilidade política, para dizer o mínimo, seu ministro mais popular pediu demissão, com acusações gravíssimas de que Bolsonaro tentou ter acesso a dados sigilosos da Polícia Federal. A saída de Sergio Moro inaugura a etapa mais delicada deste governo, feito de momentos delicados em meio a pandemia viral e sanitária. Presidente, economia se recupera, a vida de milhares de brasileiros não tem volta. Chega de teimosia!
Turíbio Liberatto
São Caetano

Abandonados
Endosso as palavras do leitor Donizete A. de Souza (Santa Helena, dia 30). Realmente, neste período da Covid-19 estamos abandonados, apesar de pagamentos mensais integrais. Tínhamos consultas (eu e minha mulher) com geriatra para 26 de março, que foi adiada. Como minha mulher depende de duas receitas de remédios controlados, liguei dia 27 para solicitar as receitas. Deram-me 48 horas para contato telefônico, o que não ocorreu. Dia 3 de abril fiz novo contato e mandaram aguardar, o que ocorreu também no dia 9. E nada. Dia 14 registraram os remédios especificados e falariam com médico para emitir as receitas, que seriam entregues por motoboy. Dia 24, como nada acontecia e os remédios acabaram, fiz novo contato. A atendente pediu-me para ligar outra hora. Fiquei no aguardo da chegada das receitas, o que não aconteceu até o último dia 30. Direção do SH, o que faço para conseguir as receitas? Descaso total e mais de um mês de espera. Porém, os boletos chegam e sem qualquer desconto, apesar da inatividade do plano.
Adilson Francisco Simões
São Bernardo

Gripezinha
Os estragos desta ‘gripezinha’ da Covid-19, dita pelo desumano Jair Bolsonaro, pelo jeito vão, infelizmente, muito além das milhares de mortes e infectados no Brasil. Já que, depois de décadas de crescimento da economia mundial, esta pandemia, que promove brutal queda da atividade produtiva, deve aumentar não somente o desemprego, mas principalmente o nível de pobreza. Como prevê estudo da ONU (Organização das Nações Unidas), 8% da população, ou 500 milhões de pessoas, devem voltar à pobreza. O IBGE acaba de divulgar que o desemprego cresceu neste primeiro trimestre dos 11,6%, ou 12,3 milhões de pessoas, para 12,2%, ou 12,9 milhões, e que pode chegar a 17,8%, ou quase 19 milhões de desempregados neste ano, carregamos ainda o triste índice de 38 milhões de subempregados. Para piorar, ainda temos Bolsonaro como presidente, totalmente desconexo com o Brasil.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 

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