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Como lavar as mãos combate vírus e bactérias?

Uso de água e sabão deve ser hábito realizado em diversos momentos do dia a dia


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/05/2020 | 23:58


O hábito de lavar as mãos consegue combater vírus e bactérias de diferentes formas. De maneira geral, ele remove sujeiras, substâncias orgânicas (produzidas por seres vivos) e parte dos micro-organismos mais superficiais da pele – com a ação sendo a mesma quanto há limpeza de todo o corpo durante o banho. Os produtos com ação antimicrobiana, ou seja, capazes de matar ou inibir micro-organismos, ativam a alteração das proteínas e gorduras presentes na estrutura exterma de bactérias e fungos, por exemplo. Essa mudança faz com que as proteções se rompam e possibilitem sua eliminação antes que realizem infecção.

A ideia desse tipo de higiene tem sido ainda mais divulgada nos últimos meses por cauda da pandemia da Covid-19. Se o vírus que origina a doença for passado das mãos, geralmente os membros que as pessoas utilizam para tocar coisas e pessoas com maior frequência e sem proteção, para olhos, boca e nariz, ele consegue entrar no corpo humano e se desenvolver. Um passo simples e eficaz para evitar a contaminação interna pelo novo coronavírus é intensificar a lavagem comum.

As informações para o combate à Covid-19 dizem que é necessário tempo mínimo de 20 segundos para a lavagem das mãos com água (gelada ou morna) e sabão comum. Especialistas alertam que uma higiene adequada na região deve durar entre 40 e 60 segundos, com atenção para que a espuma feita atinja toda a superfície, incluindo palma, ponta dos dedos, região interdigital (os vãos) e as ‘costas’ (parte superior). Os pulsos também entram na limpeza. É preciso esfregar de maneira firme, enxaguar e secar bem para que o ciclo de cerca de um minuto seja completo.

Qualquer sabonete comum é eficaz para higiene de mãos nas diversas situações do dia a dia, como antes e depois de comer, após usar o banheiro, ao concluir manuseio de lixo, depois de tocar em animais e quando elas estiverem visivelmente sujas. A preocupação com o novo coronavírus alerta para ampliação da necessidade desse tipo de higiene no retorno de espaços públicos e quando houver contato com superfícies de fora de casa. O uso de sabão para lavar louças e outros produtos de limpeza domiciliar funciona igualmente, mas deve ser evitado no cotidiano porque pode provocar algumas inflamações e microfissuras na pele que contribuem para a colonização por vírus e bactérias.

Utilizar álcool gel 70% é equivalente à higiene com água e sabão desde que as mãos estejam visivelmente limpas. O item também combate a Covid-19, mas alguns estudos mostram que seu uso como complemento da lavagem comum aumenta o risco de microfissuras na pele que favorecem a colonização por vírus e bactérias

Consultoria de Michelle Zicker, médica infectologista da rede de hospitais São Camilo de São Paulo 



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Como lavar as mãos combate vírus e bactérias?

Uso de água e sabão deve ser hábito realizado em diversos momentos do dia a dia

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/05/2020 | 23:58


O hábito de lavar as mãos consegue combater vírus e bactérias de diferentes formas. De maneira geral, ele remove sujeiras, substâncias orgânicas (produzidas por seres vivos) e parte dos micro-organismos mais superficiais da pele – com a ação sendo a mesma quanto há limpeza de todo o corpo durante o banho. Os produtos com ação antimicrobiana, ou seja, capazes de matar ou inibir micro-organismos, ativam a alteração das proteínas e gorduras presentes na estrutura exterma de bactérias e fungos, por exemplo. Essa mudança faz com que as proteções se rompam e possibilitem sua eliminação antes que realizem infecção.

A ideia desse tipo de higiene tem sido ainda mais divulgada nos últimos meses por cauda da pandemia da Covid-19. Se o vírus que origina a doença for passado das mãos, geralmente os membros que as pessoas utilizam para tocar coisas e pessoas com maior frequência e sem proteção, para olhos, boca e nariz, ele consegue entrar no corpo humano e se desenvolver. Um passo simples e eficaz para evitar a contaminação interna pelo novo coronavírus é intensificar a lavagem comum.

As informações para o combate à Covid-19 dizem que é necessário tempo mínimo de 20 segundos para a lavagem das mãos com água (gelada ou morna) e sabão comum. Especialistas alertam que uma higiene adequada na região deve durar entre 40 e 60 segundos, com atenção para que a espuma feita atinja toda a superfície, incluindo palma, ponta dos dedos, região interdigital (os vãos) e as ‘costas’ (parte superior). Os pulsos também entram na limpeza. É preciso esfregar de maneira firme, enxaguar e secar bem para que o ciclo de cerca de um minuto seja completo.

Qualquer sabonete comum é eficaz para higiene de mãos nas diversas situações do dia a dia, como antes e depois de comer, após usar o banheiro, ao concluir manuseio de lixo, depois de tocar em animais e quando elas estiverem visivelmente sujas. A preocupação com o novo coronavírus alerta para ampliação da necessidade desse tipo de higiene no retorno de espaços públicos e quando houver contato com superfícies de fora de casa. O uso de sabão para lavar louças e outros produtos de limpeza domiciliar funciona igualmente, mas deve ser evitado no cotidiano porque pode provocar algumas inflamações e microfissuras na pele que contribuem para a colonização por vírus e bactérias.

Utilizar álcool gel 70% é equivalente à higiene com água e sabão desde que as mãos estejam visivelmente limpas. O item também combate a Covid-19, mas alguns estudos mostram que seu uso como complemento da lavagem comum aumenta o risco de microfissuras na pele que favorecem a colonização por vírus e bactérias

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