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Universidade Metodista reduz salário de professores sem propor acordo

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituição depositou apenas metade do pagamento dos funcionários em abril


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

29/04/2020 | 00:16


A Universidade Metodista, de São Bernardo, depositou apenas metade do salário dos professores em abril. O governo federal editou medida provisória que permite redução de salários e jornadas mediante assinatura de acordo entre as partes durante a pandemia de Covid-19, mas a instituição não fez qualquer proposta aos docentes. Apenas não pagou o total do salário devido.

Um professor que não quis se identificar relatou que recebeu comunicado da universidade informando sobre as dificuldades enfrentadas por todos desde março, “mas que mesmo assim, a instituição havia conseguido cumprir parte de seu compromisso financeiro no mês de abril com professores e funcionários, amparando a todos.” O documento, no entanto, não faz qualquer menção a acordo de redução de horas e jornada. O mesmo docente relatou que tem dois salários em atraso, o do mês de março e o 13º, e que esta situação vem se arrastando há anos.

A Metodista também enviou comunicado aos alunos informando que não haveria redução nas mensalidades e que a instituição estava mantendo o salário dos funcionários, apesar dos relatos dos docentes atestando que isso não é verdade.

Presidente do Sinpro ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), Edilene Arjoni afirmou que a entidade acompanha a situação, mas que tem sido muito difícil negociar com a Metodista, que não cumpre as próprias propostas de acordo. “Não respondem (ao sindicato) e com a quarentena tudo se agravou”, relatou.

Em nota, a universidade negou que tenha reduzido os salário, mas não explicou por que o pagamento de abril foi feito pela metade nem comentou sobre os salários atrasados. A instituição argumentou que o atual cenário relacionado à pandemia de Covid-19 atingiu, de forma inesperada, vários segmentos da economia, causando série de impactos e reflexos a serem administrados globalmente. “A educação Metodista tem envidado esforços para manter todas as suas obrigações em dia”, relatou o comunicado.

A instituição completou que em consonância com as diretrizes e as portarias emitidas pelo MEC que garantem o uso de tecnologias de aulas on-line em substituição às aulas presenciais, estão mantidos "o desenvolvimento do aprendizado sem perda de qualidade à comunidade acadêmica. Com essa decisão rápida e certa, a Educação Metodista abre possibilidades de melhoria contínua no tratamento do ensino e aprendizagem, pois há utilização de novas metodologias e ferramentas que não eram usadas nas aulas presenciais e agora se tornam permanentes, com apropriação pelos docentes e discentes." De acordo com a universidade , mais de 1.000 docentes foram treinados em apenas uma semana para o uso de ferramentas tecnológicas em ensino.

Advogados trabalhistas alertam que a redução de salários só pode ser feito mediante acordo firmado entre trabalhador e empregado e prevê o ajuste proporcional nas jornadas, nos casos em que o contrato é regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “Esse acordo deverá ser enviado pelo empregador ao empregado para assinatura, com antecedência de, no mínimo, dois dias”, explicou Viviana Callegari, da Posocco & Advogados Associados. 



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Universidade Metodista reduz salário de professores sem propor acordo

Instituição depositou apenas metade do pagamento dos funcionários em abril

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

29/04/2020 | 00:16


A Universidade Metodista, de São Bernardo, depositou apenas metade do salário dos professores em abril. O governo federal editou medida provisória que permite redução de salários e jornadas mediante assinatura de acordo entre as partes durante a pandemia de Covid-19, mas a instituição não fez qualquer proposta aos docentes. Apenas não pagou o total do salário devido.

Um professor que não quis se identificar relatou que recebeu comunicado da universidade informando sobre as dificuldades enfrentadas por todos desde março, “mas que mesmo assim, a instituição havia conseguido cumprir parte de seu compromisso financeiro no mês de abril com professores e funcionários, amparando a todos.” O documento, no entanto, não faz qualquer menção a acordo de redução de horas e jornada. O mesmo docente relatou que tem dois salários em atraso, o do mês de março e o 13º, e que esta situação vem se arrastando há anos.

A Metodista também enviou comunicado aos alunos informando que não haveria redução nas mensalidades e que a instituição estava mantendo o salário dos funcionários, apesar dos relatos dos docentes atestando que isso não é verdade.

Presidente do Sinpro ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), Edilene Arjoni afirmou que a entidade acompanha a situação, mas que tem sido muito difícil negociar com a Metodista, que não cumpre as próprias propostas de acordo. “Não respondem (ao sindicato) e com a quarentena tudo se agravou”, relatou.

Em nota, a universidade negou que tenha reduzido os salário, mas não explicou por que o pagamento de abril foi feito pela metade nem comentou sobre os salários atrasados. A instituição argumentou que o atual cenário relacionado à pandemia de Covid-19 atingiu, de forma inesperada, vários segmentos da economia, causando série de impactos e reflexos a serem administrados globalmente. “A educação Metodista tem envidado esforços para manter todas as suas obrigações em dia”, relatou o comunicado.

A instituição completou que em consonância com as diretrizes e as portarias emitidas pelo MEC que garantem o uso de tecnologias de aulas on-line em substituição às aulas presenciais, estão mantidos "o desenvolvimento do aprendizado sem perda de qualidade à comunidade acadêmica. Com essa decisão rápida e certa, a Educação Metodista abre possibilidades de melhoria contínua no tratamento do ensino e aprendizagem, pois há utilização de novas metodologias e ferramentas que não eram usadas nas aulas presenciais e agora se tornam permanentes, com apropriação pelos docentes e discentes." De acordo com a universidade , mais de 1.000 docentes foram treinados em apenas uma semana para o uso de ferramentas tecnológicas em ensino.

Advogados trabalhistas alertam que a redução de salários só pode ser feito mediante acordo firmado entre trabalhador e empregado e prevê o ajuste proporcional nas jornadas, nos casos em que o contrato é regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “Esse acordo deverá ser enviado pelo empregador ao empregado para assinatura, com antecedência de, no mínimo, dois dias”, explicou Viviana Callegari, da Posocco & Advogados Associados. 

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