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O ensino híbrido e a pandemia


Do Diário do Grande Abc

28/04/2020 | 09:25


A pandemia da Covid-19 está mudando o mundo e deve remodelar a sociedade de forma duradoura. A educação, que tem respondido de maneira peculiar às restrições impostas pelo distanciamento social, não passará ilesa a esse processo e deve intensificar, em futuro próximo, uso mais sofisticado e flexível da tecnologia. Hoje, milhões de pessoas no planeta estão sendo educadas graças à brecha digital que trouxe novas abordagens pedagógicas. Implementada como alternativa às salas de aula fechadas, a tecnologia conferiu inovação educacional a setor que sempre investiu em aulas expositivas. A outra face dessa situação – sobretudo em contexto nacional –, é a possibilidade do aumento da desigualdade digital. Por isso, é fundamental a atuação do poder público e de organizações da sociedade civil no combate a essa distorção.

Inspirado pelo relatório do Fórum Econômico Mundial, me desafiei a pensar sobre qual será o possível legado dessa pandemia à educação. Sob constatação do maior uso da tecnologia, acredito que veremos maior número de escolas adotando ensino híbrido. Essa modalidade integra as melhores práticas educacionais dentro e fora da sala de aula com apoio da tecnologia; nessa metodologia, há momentos em que o aluno estuda sozinho, aproveitando ferramentas digitais; em outros, a aprendizagem acontece de forma presencial, valorizando a interação entre alunos e com o professor.

O ensino híbrido é apontado por especialistas como uma das tendências mais importantes da educação de século XXI e tem sido disseminado em redes de ensino em todo o mundo por oferecer acesso a aprendizado mais interessante, eficiente e personalizado. No exercício de enxergar o impacto da pandemia na educação no Brasil, acredito que deve haver a diminuição das aulas mais tradicionais e expositivas – devem ser substituídas por aquelas que trazem o estudante para o centro do processo de ensino; que são mais ativas e falam a linguagem do estudante. Esse caminho só é contemplado pela maior presença da tecnologia com a intencionalidade pedagógica nas mãos dos professores, nas rotinas dos estudantes, no acompanhamento das famílias e no planejamento pedagógico e estratégico da gestão escolar. O aprendizado propiciado pelo ensino híbrido é mais personalizado, mais dinâmico e confere a pais e professores a possibilidade de acompanhar o aprendizado e engajamento do aluno. Sobre a experiência como um todo, posso dizer também que a pandemia está impulsionando o surgimento de nova geração de aprendizes, formada por pais, filhos e professores. Que esse seja, então, legado dessa pandemia para que possamos partilhar da concepção de que somente a educação pode nos tornar pessoas melhores. Que essa seja a grande reflexão deste Dia Mundial da Educação.

Claudio Sassaki é mestre em educação.

PALAVRA DO LEITOR

Dar para receber
Reportagem neste Diário informa que restaurantes, principalmente os da Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo, estão fechados por falta de clientes, que estão em casa tentando evitar o avanço do novo coronavírus, e seus proprietários reclamam de prejuízo (Economia, 20). Por outro lado também vejo, leio e ouço que milhares de famílias não tem nem o que pôr na mesa, sem comer e se seguram em doações de quem tem bom coração. Sugiro que esses restaurantes utilizem seus estoques para fornecer alimentos às famílias carentes na região e evitar que os produtos estraguem. Assim, quando a vida voltar ao normal e com incentivos dos governos, reporiam os estoques e voltariam a atender (é o que todos nós esperamos). Tenho certeza de que a população saberá valorizar esse tipo de atitude e esses estabelecimentos não serão esquecidos.
João Bosco Ferri
São Bernardo

Democracia
Não peço nem quero a ditadura de volta, mas ouvi ministros e políticos, todos privilegiados e satisfeitos com a democracia, descartarem a possibilidade de os militares voltarem ao poder. Mas e a população pagadora de impostos, o que pensa? É certo que o brasileiro não tem memória, por isso trago parte do passado de volta. Hoje, com 80 anos, lembro-me de como era a democracia e a política antes de 1964: bagunça. Getúlio, pai dos pobres, suicidou-se em 1954. Juscelino, o presidente bossa nova, que faria o Brasil avançar 50 anos em apenas cinco do seu governo, construiu Brasília com dinheiro das nossas aposentadorias, duplicou a dívida externa e trouxe a inflação, que antes não havia. Trouxe as montadoras de veículos, provocando o êxodo rural do País, na época essencialmente agrícola. Começava aí o fim das ferrovias, com cerca de 40 mil quilômetros, todas funcionando. Hoje sem os trens, parando os caminhões para também o Brasil. Resumindo: há 60 anos andamos em marcha à ré.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Doria
O governador João Doria, também conhecido no ninho tucano como João Traíra – Alckmin que o diga – e que adora tudo quanto é tela (TV, monitor etc.), sobre a demissão do ex-juiz Sergio Moro declarou que o Brasil luta contra dois vírus. O novo corona e o outro que está no Palácio do Planalto em Brasília <CF51>(Política, dia 25)</CF>. Ele esqueceu de mencionar um terceiro vírus, o mais desprezível, que é o ‘caronavírus’, ou seja, ele próprio, pois nunca vi sujeito tão ‘afiado’ como ele em saber ‘colar’ sua imagem em quem ‘está bem na fita’ . Entre outras, já pegou carona com o próprio Bolsonaro para ganhar a eleição a governador. Agora aproveita a mídia em cima de Sergio Moro para ‘aparecer’. E tem ainda o próprio coronavírus, que é a desculpa para o demagogo Doria com ‘ar de moço bom’ dar coletiva na TV todo santo dia. Patético.
Luiz Roberto Batista
São Bernardo

Administração
A administração pública é muito complexa. É preciso entender de grandes hospitais – os maiores são os públicos –, escolas, logística e preocupar-se com sustentabilidade de custeio, sem visar lucro. Incluída a possibilidade, em situações extremas, de confisco de bens e serviços de interesse social – o que não caberá na cabeça de economistas. Não há modelo pronto. Serão tomadas atitudes na administração pública, assumidas as consequências, e eventualmente sendo corrigidos rumos caso necessário. O que mais se ouve são respostas como: destinamos ‘N’ milhões ou bilhões para a saúde, educação etc, sem saber se o dinheiro foi bem usado. Tem mais importância quem faz o orçamento e tem a chave do cofre do que aqueles que efetivamente trabalham na administração da transformação do recurso em realidade. Concordo e complemento a carta da leitora Marcia Garcia (Covid-19 e eleição, dia 24), administração pública não é somente lucros e capitais, é muito mais complexo. É preciso ‘economistar’ menos e administrar mais.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Papa e Bolsonaro
Escancarando sua falta de humanidade e respeito à vida, Jair Bolsonaro – que inclusive repudia o isolamento físico em meio a esta grave pandemia – não fez nenhuma manifestação pública de solidariedade às milhares de famílias enlutadas. E, menos ainda, ligou para governadores e prefeitos de cidades muito afetadas pelo vírus. Lástima de presidente! Porém, conforta saber que o papa Francisco, entre tantas atribuições e preocupado com a evolução desta pandemia letal da Covid-19 pelo mundo, ligou na semana passada para o arcebispo de Manaus para prestar solidariedade às vítimas no Amazonas. Dom Leonardo Steiner, arcebispo do Estado, agradeceu, dizendo que foi ‘gesto paterno eclesial’ do papa. E o que dizer de Bolsonaro?
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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O ensino híbrido e a pandemia

Do Diário do Grande Abc

28/04/2020 | 09:25


A pandemia da Covid-19 está mudando o mundo e deve remodelar a sociedade de forma duradoura. A educação, que tem respondido de maneira peculiar às restrições impostas pelo distanciamento social, não passará ilesa a esse processo e deve intensificar, em futuro próximo, uso mais sofisticado e flexível da tecnologia. Hoje, milhões de pessoas no planeta estão sendo educadas graças à brecha digital que trouxe novas abordagens pedagógicas. Implementada como alternativa às salas de aula fechadas, a tecnologia conferiu inovação educacional a setor que sempre investiu em aulas expositivas. A outra face dessa situação – sobretudo em contexto nacional –, é a possibilidade do aumento da desigualdade digital. Por isso, é fundamental a atuação do poder público e de organizações da sociedade civil no combate a essa distorção.

Inspirado pelo relatório do Fórum Econômico Mundial, me desafiei a pensar sobre qual será o possível legado dessa pandemia à educação. Sob constatação do maior uso da tecnologia, acredito que veremos maior número de escolas adotando ensino híbrido. Essa modalidade integra as melhores práticas educacionais dentro e fora da sala de aula com apoio da tecnologia; nessa metodologia, há momentos em que o aluno estuda sozinho, aproveitando ferramentas digitais; em outros, a aprendizagem acontece de forma presencial, valorizando a interação entre alunos e com o professor.

O ensino híbrido é apontado por especialistas como uma das tendências mais importantes da educação de século XXI e tem sido disseminado em redes de ensino em todo o mundo por oferecer acesso a aprendizado mais interessante, eficiente e personalizado. No exercício de enxergar o impacto da pandemia na educação no Brasil, acredito que deve haver a diminuição das aulas mais tradicionais e expositivas – devem ser substituídas por aquelas que trazem o estudante para o centro do processo de ensino; que são mais ativas e falam a linguagem do estudante. Esse caminho só é contemplado pela maior presença da tecnologia com a intencionalidade pedagógica nas mãos dos professores, nas rotinas dos estudantes, no acompanhamento das famílias e no planejamento pedagógico e estratégico da gestão escolar. O aprendizado propiciado pelo ensino híbrido é mais personalizado, mais dinâmico e confere a pais e professores a possibilidade de acompanhar o aprendizado e engajamento do aluno. Sobre a experiência como um todo, posso dizer também que a pandemia está impulsionando o surgimento de nova geração de aprendizes, formada por pais, filhos e professores. Que esse seja, então, legado dessa pandemia para que possamos partilhar da concepção de que somente a educação pode nos tornar pessoas melhores. Que essa seja a grande reflexão deste Dia Mundial da Educação.

Claudio Sassaki é mestre em educação.

PALAVRA DO LEITOR

Dar para receber
Reportagem neste Diário informa que restaurantes, principalmente os da Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo, estão fechados por falta de clientes, que estão em casa tentando evitar o avanço do novo coronavírus, e seus proprietários reclamam de prejuízo (Economia, 20). Por outro lado também vejo, leio e ouço que milhares de famílias não tem nem o que pôr na mesa, sem comer e se seguram em doações de quem tem bom coração. Sugiro que esses restaurantes utilizem seus estoques para fornecer alimentos às famílias carentes na região e evitar que os produtos estraguem. Assim, quando a vida voltar ao normal e com incentivos dos governos, reporiam os estoques e voltariam a atender (é o que todos nós esperamos). Tenho certeza de que a população saberá valorizar esse tipo de atitude e esses estabelecimentos não serão esquecidos.
João Bosco Ferri
São Bernardo

Democracia
Não peço nem quero a ditadura de volta, mas ouvi ministros e políticos, todos privilegiados e satisfeitos com a democracia, descartarem a possibilidade de os militares voltarem ao poder. Mas e a população pagadora de impostos, o que pensa? É certo que o brasileiro não tem memória, por isso trago parte do passado de volta. Hoje, com 80 anos, lembro-me de como era a democracia e a política antes de 1964: bagunça. Getúlio, pai dos pobres, suicidou-se em 1954. Juscelino, o presidente bossa nova, que faria o Brasil avançar 50 anos em apenas cinco do seu governo, construiu Brasília com dinheiro das nossas aposentadorias, duplicou a dívida externa e trouxe a inflação, que antes não havia. Trouxe as montadoras de veículos, provocando o êxodo rural do País, na época essencialmente agrícola. Começava aí o fim das ferrovias, com cerca de 40 mil quilômetros, todas funcionando. Hoje sem os trens, parando os caminhões para também o Brasil. Resumindo: há 60 anos andamos em marcha à ré.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Doria
O governador João Doria, também conhecido no ninho tucano como João Traíra – Alckmin que o diga – e que adora tudo quanto é tela (TV, monitor etc.), sobre a demissão do ex-juiz Sergio Moro declarou que o Brasil luta contra dois vírus. O novo corona e o outro que está no Palácio do Planalto em Brasília <CF51>(Política, dia 25)</CF>. Ele esqueceu de mencionar um terceiro vírus, o mais desprezível, que é o ‘caronavírus’, ou seja, ele próprio, pois nunca vi sujeito tão ‘afiado’ como ele em saber ‘colar’ sua imagem em quem ‘está bem na fita’ . Entre outras, já pegou carona com o próprio Bolsonaro para ganhar a eleição a governador. Agora aproveita a mídia em cima de Sergio Moro para ‘aparecer’. E tem ainda o próprio coronavírus, que é a desculpa para o demagogo Doria com ‘ar de moço bom’ dar coletiva na TV todo santo dia. Patético.
Luiz Roberto Batista
São Bernardo

Administração
A administração pública é muito complexa. É preciso entender de grandes hospitais – os maiores são os públicos –, escolas, logística e preocupar-se com sustentabilidade de custeio, sem visar lucro. Incluída a possibilidade, em situações extremas, de confisco de bens e serviços de interesse social – o que não caberá na cabeça de economistas. Não há modelo pronto. Serão tomadas atitudes na administração pública, assumidas as consequências, e eventualmente sendo corrigidos rumos caso necessário. O que mais se ouve são respostas como: destinamos ‘N’ milhões ou bilhões para a saúde, educação etc, sem saber se o dinheiro foi bem usado. Tem mais importância quem faz o orçamento e tem a chave do cofre do que aqueles que efetivamente trabalham na administração da transformação do recurso em realidade. Concordo e complemento a carta da leitora Marcia Garcia (Covid-19 e eleição, dia 24), administração pública não é somente lucros e capitais, é muito mais complexo. É preciso ‘economistar’ menos e administrar mais.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Papa e Bolsonaro
Escancarando sua falta de humanidade e respeito à vida, Jair Bolsonaro – que inclusive repudia o isolamento físico em meio a esta grave pandemia – não fez nenhuma manifestação pública de solidariedade às milhares de famílias enlutadas. E, menos ainda, ligou para governadores e prefeitos de cidades muito afetadas pelo vírus. Lástima de presidente! Porém, conforta saber que o papa Francisco, entre tantas atribuições e preocupado com a evolução desta pandemia letal da Covid-19 pelo mundo, ligou na semana passada para o arcebispo de Manaus para prestar solidariedade às vítimas no Amazonas. Dom Leonardo Steiner, arcebispo do Estado, agradeceu, dizendo que foi ‘gesto paterno eclesial’ do papa. E o que dizer de Bolsonaro?
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