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Estado alega que não recebeu proposta para hospital de campanha em Diadema

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato
Do Diário do grande Abc

28/04/2020 | 00:01


A Secretaria Estadual de Saúde informou ao Diário que, ao contrário do que sustenta o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não obteve pedidos formais do município para patrocinar a instalação de hospital de campanha. A promessa para erguer uma unidade para atendimento dos pacientes com Covid-19 já se arrasta há quase 20 dias sem nenhum resultado.

O Palácio dos Bandeirantes voltou a sustentar que já repassou R$ 4,2 milhões ao Paço diademense para o enfrentamento da pandemia e que esse recurso, inclusive, pode ser utilizado para custear o hospital de campanha. A pasta frisou que não há registros de pleitos formais feitos pelo município, informação que diverge da promessa feita por Lauro ainda no dia 10. Em vídeo nas redes sociais, o verde disse que repassou ao Estado intenção em ceder espaço no segundo andar do Quarteirão da Saúde, de cerca de 2.000 metros quadrados, para instalação do hospital de campanha. A área é prometida há sete anos para receber uma unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, mas a promessa também nunca saiu do papel.

O governo do Estado diz que a disposição para a instalação de hospital de campanha é de responsabilidade do município, de acordo com a evolução da transmissão e a demanda de leitos existentes. Por outro lado, Lauro argumenta que o valor já repassado é insuficiente e que o recurso tem sido utilizado para compra de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para profissionais da saúde e insumos. “O valor enviado pelo Estado não é suficiente nem para montar nem para manter um mês de um hospital de campanha. Só de máscaras estamos gastando o que eles mandaram, então se eles disseram que esse valor é para hospital, estão sem noção do quanto custa a saúde pública nas cidades. (Equivale a) R$ 10 por cidadão? É o que vale a saúde e a vida de cada diademense para o governo do Estado?”, disparou Lauro.

AJUDA PARLAMENTAR
No Palácio dos Bandeirantes há, pelo menos, um pleito protocolado. Trata-se de indicação feita pelo deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), que tem base na cidade, ao governador João Doria (PSDB). A sugestão feita pelo parlamentar, que é ex-vice de Lauro, foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 7 e pede a instalação de “pelo menos 100 leitos de UTI” no espaço do Lucy Montoro. “O município ampliou o número de leitos de UTI no Hospital Municipal, saltando de dez para 20 leitos exclusivos para atendimento de pacientes com Covid-19, e agora com a contratação de mais 14 leitos de UTI em hospitais particulares, chega a 34 leitos de UTI. Enquanto isso, o Hospital Estadual do Serraria não ampliou nenhum leito de UTI nem destinou área para atendimento de pacientes com contaminação pelo novo coronavírus”, frisou a gestão Lauro.  



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Estado alega que não recebeu proposta para hospital de campanha em Diadema

Daniel Tossato
Do Diário do grande Abc

28/04/2020 | 00:01


A Secretaria Estadual de Saúde informou ao Diário que, ao contrário do que sustenta o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não obteve pedidos formais do município para patrocinar a instalação de hospital de campanha. A promessa para erguer uma unidade para atendimento dos pacientes com Covid-19 já se arrasta há quase 20 dias sem nenhum resultado.

O Palácio dos Bandeirantes voltou a sustentar que já repassou R$ 4,2 milhões ao Paço diademense para o enfrentamento da pandemia e que esse recurso, inclusive, pode ser utilizado para custear o hospital de campanha. A pasta frisou que não há registros de pleitos formais feitos pelo município, informação que diverge da promessa feita por Lauro ainda no dia 10. Em vídeo nas redes sociais, o verde disse que repassou ao Estado intenção em ceder espaço no segundo andar do Quarteirão da Saúde, de cerca de 2.000 metros quadrados, para instalação do hospital de campanha. A área é prometida há sete anos para receber uma unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, mas a promessa também nunca saiu do papel.

O governo do Estado diz que a disposição para a instalação de hospital de campanha é de responsabilidade do município, de acordo com a evolução da transmissão e a demanda de leitos existentes. Por outro lado, Lauro argumenta que o valor já repassado é insuficiente e que o recurso tem sido utilizado para compra de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para profissionais da saúde e insumos. “O valor enviado pelo Estado não é suficiente nem para montar nem para manter um mês de um hospital de campanha. Só de máscaras estamos gastando o que eles mandaram, então se eles disseram que esse valor é para hospital, estão sem noção do quanto custa a saúde pública nas cidades. (Equivale a) R$ 10 por cidadão? É o que vale a saúde e a vida de cada diademense para o governo do Estado?”, disparou Lauro.

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No Palácio dos Bandeirantes há, pelo menos, um pleito protocolado. Trata-se de indicação feita pelo deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), que tem base na cidade, ao governador João Doria (PSDB). A sugestão feita pelo parlamentar, que é ex-vice de Lauro, foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 7 e pede a instalação de “pelo menos 100 leitos de UTI” no espaço do Lucy Montoro. “O município ampliou o número de leitos de UTI no Hospital Municipal, saltando de dez para 20 leitos exclusivos para atendimento de pacientes com Covid-19, e agora com a contratação de mais 14 leitos de UTI em hospitais particulares, chega a 34 leitos de UTI. Enquanto isso, o Hospital Estadual do Serraria não ampliou nenhum leito de UTI nem destinou área para atendimento de pacientes com contaminação pelo novo coronavírus”, frisou a gestão Lauro.  

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