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Covid-19, investimentos e startups


Do Diário do Grande ABC

25/04/2020 | 00:03


Com a propagação da Covid-19 no Brasil, muitas empresas de tecnologia já estipularam planos de contingência para garantir a saúde de seus funcionários e também dos negócios. Questão levantada neste momento por muitos empreendedores é se o vírus vai atrapalhar as rodadas de investimento das startups brasileiras. Afinal de contas, os fundos de venture capital vão continuar realizando investimentos? 

Tradicionalmente, a maioria dos fundos de venture capital (tipo de fundo de investimento focado em capital de crescimento para empresas de médio porte que já possuem carteira de clientes e receita) reserva uma porcentagem do seu dinheiro total para reinvestir em startups que já estão em seus portfólios e que eventualmente precisam de novas rodadas de capital.  Por conta disso, pode ser que nos próximos meses os fundos que estão com o capital comprometido adiem novos investimentos. Isso garante que eles analisem o cenário econômico e decidam se destinarão esse dinheiro para as suas próprias investidas ou novas empresas. 

O venture capital é, por natureza, investimento de longo prazo. As empresas investidas precisam ter a capacidade de passar por cima desses momentos de dificuldade, seja por conta do novo coronavírus ou de outros desafios futuros. Por ora, o objetivo de boa parte dos fundos é continuar conversando e analisando potenciais startups. A Covid-19 vai interferir nas metas dos próximos meses e, como o cenário ainda está muito incerto, a tendência é que as grandes empresas segurem a contratação de novas soluções, como as oferecidas pelas startups. Isso pode tornar o processo de vendas cliente/fornecedor mais lento, o que comprometeria as metas do primeiro semestre.

Como as vendas vão diminuir é interessante que as startups sejam ainda mais conscientes com os seus gastos. Ampliação de times que não sejam de extrema importância, contratação de ferramentas supérfluas (principalmente as que são cobradas em dólar) ou investimentos que não sejam urgentes devem esperar.  É fundamental que as startups reavaliem suas projeções e criem plano de contingência para entrar nos trilhos o mais rápido possível quando tudo se acalmar. 

Além de todos os cuidados básicos para garantir a saúde do funcionários, é importante que os líderes ofereçam as ferramentas necessárias para garantir que o trabalho da equipe seja realizado da melhor maneira possível. Isso inclui comunicação ainda mais constante, bem como reforço e acompanhamento das metas do momento mesmo que de forma remota, tendência que startups estão adotando para garantir que seus times continuem performando.

Lucas de Lima Mário Delara são cofundadores da Caravela Capital.

PALAVRA DO LEITOR

Moro – 1
A saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública também é culpa da Covid-19 e da Globo. Ou seria de fato o reflexo deste governo desastroso, desequilibrado e sem capacidade?
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Moro – 2
Inacreditável a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O presidente Bolsonaro deu tiro em sua própria cabeça. Não honrou os compromissos com Moro, traiu quem se colocou ao seu lado para combater a corrupção. O ministro sai muito grande deste governo, jamais ficará sem emprego, pois é cidadão que fez seu nome às custas de seu trabalho. A corrupção mostrou que está bem viva. Perdem os brasileiros. Perde o Brasil.
Izabel Avallone
Capital

Moro – 3
A repentina saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública não cria apenas dificuldades significativas ao presidente Bolsonaro, mas também retira de seu governo o pouco de credibilidade que ainda possuía. Parece que o recente episódio apenas confirma aquela antiga, porém, sempre presente, política de compadrio. Preservam-se os interesses, mantêm-se privilégios e esquecem do mais importante, ou seja, a meritocracia. Enfim, é uma pena saber que temos novo vírus que mata, entre outras coisas, a nossa esperança de País melhor.
Marcel Leonardo Diniz
Santo André

Faliram
Os 12 estádios de futebol padrão Fifa construídos para a Copa de 2014, na época superfaturados, cumpriram os dois principais objetivos: atenderam aos jogos e forneceram propina tradicionalmente embutida nos custos de obras públicas. Esse é só um exemplo do que fizeram ‘democráticos’ desgovernando o País nos últimos 35 anos. Não concordo 100% com Bolsonaro, mas faz muito bem em não atender facilmente governadores e prefeitos perdulários. Muitos, defendendo seus interesses e não os nossos, estouraram os cofres públicos, contando sempre com a ajuda do governo federal. Se ignorando licitações e o teto fiscal faliram Estados e municípios, pensem no que farão sendo atendidos como querem nesta guerra contra a pandemia. Nem quero pensar.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Mau exemplo
Percebo que a leitora mauaense Rosângela Caris, que externa sempre o carinho que tem por este Diário, representa parcela significativa de leitores do periódico, conservadores, religiosos e que votaram no presidente inapto (Transparência, dia 23). Como esta coluna Palavra do Leitor é democrática, os demais leitores, mais progressistas e sem véus, nos quais me incluo, devem ter ficado surpresos, porque, apesar de continuar a venerar o ignaro, a missivista, pelo menos, reconhece que o coronavírus não é uma ‘gripezinha’, como disse seu idolatrado, e exige exemplo do tosco. A minha amiga, a dona Miquelina Pinto Pacca, disse que a senhora Rosângela pode tirar o cavalinho da chuva, porque nem que a vaca tussa e o boi espirre o seu mito será exemplo preventivo.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Parabéns, guerreiros!
Vamos ter muito o que contar nas próximas décadas aos nossos filhos, netos e bisnetos sobre o vírus mortal que assola o mundo. Na maior guerra que enfrentamos nos últimos tempos, o inimigo é invisível e não há armas que possam combatê-lo. A doença causa prejuízos não somente à saúde pública, mas à economia e à vida de milhões de pessoas. Como dados mostram, a Covid-19 está crescendo, porém, não é imbatível se for mantido o distanciamento físico, principalmente nas cidades em que o número é maior de infectados, como São Paulo e Manaus. Além do esforço de cada um, devemos lembrar que existem verdadeiros guerreiros que estão no pelotão de frente lutando contra o coronavírus e preservando saúde e vida de milhares de desconhecidos. O momento não é para fazer politicagem, e sim de união, empatia, solidariedade e cuidado dobrado. Nós, em sintonia, podemos, sim, ajudar esses profissionais a vencer essa guerra contra inimigo invisível.
Turíbio Liberatto
São Caetano 



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Covid-19, investimentos e startups

Do Diário do Grande ABC

25/04/2020 | 00:03


Com a propagação da Covid-19 no Brasil, muitas empresas de tecnologia já estipularam planos de contingência para garantir a saúde de seus funcionários e também dos negócios. Questão levantada neste momento por muitos empreendedores é se o vírus vai atrapalhar as rodadas de investimento das startups brasileiras. Afinal de contas, os fundos de venture capital vão continuar realizando investimentos? 

Tradicionalmente, a maioria dos fundos de venture capital (tipo de fundo de investimento focado em capital de crescimento para empresas de médio porte que já possuem carteira de clientes e receita) reserva uma porcentagem do seu dinheiro total para reinvestir em startups que já estão em seus portfólios e que eventualmente precisam de novas rodadas de capital.  Por conta disso, pode ser que nos próximos meses os fundos que estão com o capital comprometido adiem novos investimentos. Isso garante que eles analisem o cenário econômico e decidam se destinarão esse dinheiro para as suas próprias investidas ou novas empresas. 

O venture capital é, por natureza, investimento de longo prazo. As empresas investidas precisam ter a capacidade de passar por cima desses momentos de dificuldade, seja por conta do novo coronavírus ou de outros desafios futuros. Por ora, o objetivo de boa parte dos fundos é continuar conversando e analisando potenciais startups. A Covid-19 vai interferir nas metas dos próximos meses e, como o cenário ainda está muito incerto, a tendência é que as grandes empresas segurem a contratação de novas soluções, como as oferecidas pelas startups. Isso pode tornar o processo de vendas cliente/fornecedor mais lento, o que comprometeria as metas do primeiro semestre.

Como as vendas vão diminuir é interessante que as startups sejam ainda mais conscientes com os seus gastos. Ampliação de times que não sejam de extrema importância, contratação de ferramentas supérfluas (principalmente as que são cobradas em dólar) ou investimentos que não sejam urgentes devem esperar.  É fundamental que as startups reavaliem suas projeções e criem plano de contingência para entrar nos trilhos o mais rápido possível quando tudo se acalmar. 

Além de todos os cuidados básicos para garantir a saúde do funcionários, é importante que os líderes ofereçam as ferramentas necessárias para garantir que o trabalho da equipe seja realizado da melhor maneira possível. Isso inclui comunicação ainda mais constante, bem como reforço e acompanhamento das metas do momento mesmo que de forma remota, tendência que startups estão adotando para garantir que seus times continuem performando.

Lucas de Lima Mário Delara são cofundadores da Caravela Capital.

PALAVRA DO LEITOR

Moro – 1
A saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública também é culpa da Covid-19 e da Globo. Ou seria de fato o reflexo deste governo desastroso, desequilibrado e sem capacidade?
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Moro – 2
Inacreditável a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O presidente Bolsonaro deu tiro em sua própria cabeça. Não honrou os compromissos com Moro, traiu quem se colocou ao seu lado para combater a corrupção. O ministro sai muito grande deste governo, jamais ficará sem emprego, pois é cidadão que fez seu nome às custas de seu trabalho. A corrupção mostrou que está bem viva. Perdem os brasileiros. Perde o Brasil.
Izabel Avallone
Capital

Moro – 3
A repentina saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública não cria apenas dificuldades significativas ao presidente Bolsonaro, mas também retira de seu governo o pouco de credibilidade que ainda possuía. Parece que o recente episódio apenas confirma aquela antiga, porém, sempre presente, política de compadrio. Preservam-se os interesses, mantêm-se privilégios e esquecem do mais importante, ou seja, a meritocracia. Enfim, é uma pena saber que temos novo vírus que mata, entre outras coisas, a nossa esperança de País melhor.
Marcel Leonardo Diniz
Santo André

Faliram
Os 12 estádios de futebol padrão Fifa construídos para a Copa de 2014, na época superfaturados, cumpriram os dois principais objetivos: atenderam aos jogos e forneceram propina tradicionalmente embutida nos custos de obras públicas. Esse é só um exemplo do que fizeram ‘democráticos’ desgovernando o País nos últimos 35 anos. Não concordo 100% com Bolsonaro, mas faz muito bem em não atender facilmente governadores e prefeitos perdulários. Muitos, defendendo seus interesses e não os nossos, estouraram os cofres públicos, contando sempre com a ajuda do governo federal. Se ignorando licitações e o teto fiscal faliram Estados e municípios, pensem no que farão sendo atendidos como querem nesta guerra contra a pandemia. Nem quero pensar.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Mau exemplo
Percebo que a leitora mauaense Rosângela Caris, que externa sempre o carinho que tem por este Diário, representa parcela significativa de leitores do periódico, conservadores, religiosos e que votaram no presidente inapto (Transparência, dia 23). Como esta coluna Palavra do Leitor é democrática, os demais leitores, mais progressistas e sem véus, nos quais me incluo, devem ter ficado surpresos, porque, apesar de continuar a venerar o ignaro, a missivista, pelo menos, reconhece que o coronavírus não é uma ‘gripezinha’, como disse seu idolatrado, e exige exemplo do tosco. A minha amiga, a dona Miquelina Pinto Pacca, disse que a senhora Rosângela pode tirar o cavalinho da chuva, porque nem que a vaca tussa e o boi espirre o seu mito será exemplo preventivo.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Parabéns, guerreiros!
Vamos ter muito o que contar nas próximas décadas aos nossos filhos, netos e bisnetos sobre o vírus mortal que assola o mundo. Na maior guerra que enfrentamos nos últimos tempos, o inimigo é invisível e não há armas que possam combatê-lo. A doença causa prejuízos não somente à saúde pública, mas à economia e à vida de milhões de pessoas. Como dados mostram, a Covid-19 está crescendo, porém, não é imbatível se for mantido o distanciamento físico, principalmente nas cidades em que o número é maior de infectados, como São Paulo e Manaus. Além do esforço de cada um, devemos lembrar que existem verdadeiros guerreiros que estão no pelotão de frente lutando contra o coronavírus e preservando saúde e vida de milhares de desconhecidos. O momento não é para fazer politicagem, e sim de união, empatia, solidariedade e cuidado dobrado. Nós, em sintonia, podemos, sim, ajudar esses profissionais a vencer essa guerra contra inimigo invisível.
Turíbio Liberatto
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