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Palmeiras promete recorrer ao CAS para evitar pagar mais R$ 16 milhões por Borja

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


23/04/2020 | 12:38


O Atlético Nacional, da Colômbia, revelou na noite de quarta-feira que a Fifa teve posição favorável à manifestação do clube de cobrar o Palmeiras pelo pagamento de US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões na cotação atual) pela parcela final da compra do atacante colombiano Miguel Borja. O time brasileiro, no entanto, contesta a informação e afirma que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

Segundo o Atlético Nacional, a Fifa entrará em contato com o Palmeiras com o prazo de 45 dias para que o clube paulista pague o valor pendente. Borja chegou ao futebol brasileiro em fevereiro de 2017, quando teve 70% dos direitos econômicos comprados por R$ 35 milhões na ocasião. Pelo acordo, o Palmeiras teria de comprar a fatia restante de 30% caso não fosse vendido a outra equipe até agosto de 2019.

Como no ano passado Borja não foi vendido e permaneceu no Palmeiras, o Atlético Nacional acionou a Fifa para receber a parcela restante, fixada em US$ 3 milhões. O montante será dividido entre o time de Medellín e o Tuluá, também da Colômbia. No início de 2020, o atacante foi cedido por empréstimo para outra equipe colombiana, o Junior Barranquilla.

O presidente do Atlético Nacional, Juan David Pérez Ortíz, comemorou a decisão enviada pela Fifa. "Valorizamos de maneira especial a decisão que acaba de expedir a Fifa. Se trata de uma soma importante cujo pagamento esperávamos desde o mês de agosto do ano passado e cujo a inadimplência nos gerou perdas significativas em 2019, que tivemos de cobrir com endividamento com o setor financeiro", disse.

Consultado pelo Estado, o Palmeiras contesta o posicionamento do time colombiano. "Esta decisão não é definitiva. O caso ainda está em suas fases preliminares. O Palmeiras não corre risco algum de ser sancionado pela Fifa nesse estágio. Iremos recorrer ao CAS", disse o clube em nota enviada à reportagem.

A pendência sobre Borja chegou a ser discutida entre os clubes no início deste ano. As duas diretorias negociaram a saída do lateral-direito Daniel Muñoz para o Palmeiras. O montante devido pelo time brasileiro seria quitado na mesma transferência, porém não houve acordo. O time colombiano também cobrou publicamente o Santos pela compra do zagueiro Felipe Aguilar.



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Palmeiras promete recorrer ao CAS para evitar pagar mais R$ 16 milhões por Borja


23/04/2020 | 12:38


O Atlético Nacional, da Colômbia, revelou na noite de quarta-feira que a Fifa teve posição favorável à manifestação do clube de cobrar o Palmeiras pelo pagamento de US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões na cotação atual) pela parcela final da compra do atacante colombiano Miguel Borja. O time brasileiro, no entanto, contesta a informação e afirma que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

Segundo o Atlético Nacional, a Fifa entrará em contato com o Palmeiras com o prazo de 45 dias para que o clube paulista pague o valor pendente. Borja chegou ao futebol brasileiro em fevereiro de 2017, quando teve 70% dos direitos econômicos comprados por R$ 35 milhões na ocasião. Pelo acordo, o Palmeiras teria de comprar a fatia restante de 30% caso não fosse vendido a outra equipe até agosto de 2019.

Como no ano passado Borja não foi vendido e permaneceu no Palmeiras, o Atlético Nacional acionou a Fifa para receber a parcela restante, fixada em US$ 3 milhões. O montante será dividido entre o time de Medellín e o Tuluá, também da Colômbia. No início de 2020, o atacante foi cedido por empréstimo para outra equipe colombiana, o Junior Barranquilla.

O presidente do Atlético Nacional, Juan David Pérez Ortíz, comemorou a decisão enviada pela Fifa. "Valorizamos de maneira especial a decisão que acaba de expedir a Fifa. Se trata de uma soma importante cujo pagamento esperávamos desde o mês de agosto do ano passado e cujo a inadimplência nos gerou perdas significativas em 2019, que tivemos de cobrir com endividamento com o setor financeiro", disse.

Consultado pelo Estado, o Palmeiras contesta o posicionamento do time colombiano. "Esta decisão não é definitiva. O caso ainda está em suas fases preliminares. O Palmeiras não corre risco algum de ser sancionado pela Fifa nesse estágio. Iremos recorrer ao CAS", disse o clube em nota enviada à reportagem.

A pendência sobre Borja chegou a ser discutida entre os clubes no início deste ano. As duas diretorias negociaram a saída do lateral-direito Daniel Muñoz para o Palmeiras. O montante devido pelo time brasileiro seria quitado na mesma transferência, porém não houve acordo. O time colombiano também cobrou publicamente o Santos pela compra do zagueiro Felipe Aguilar.

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