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Artefato explode próximo ao cadeião de Sto.André


Bruno Ribeiro e Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

23/09/2005 | 08:17


Um artefato explosivo foi detonado por volta das 7h30 de quinta-feira no Conjunto Habitacional Prestes Maia, próximo ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Santo André e da Cadeia Pública da cidade, no bairro Sacadura Cabral. Com a explosão, os estilhaços destruíram a maioria das janelas dos 80 apartamentos de dois prédios do conjunto habitacional popular, além de atingirem quatro carros de moradores que estavam estacionados. Dois dos seis acusados de envolvimento no crime ficaram feridos. Um deles perdeu a mão esquerda no momento do estouro. A polícia acredita que a intenção era jogar o explosivo no muro do CDP para tentar resgatar presos, mas que o artefato teria estourado antes por um acidente. Quatro homens foram presos e dois estavam foragidos até o fechamento da edição.

O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi acionado para fazer uma varredura na área a fim de localizar outros explosivos. Os edifícios chegaram a ser evacuados pela Defesa Civil de Santo André, mas foram liberados no final da tarde, quando técnicos do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) avaliaram que a estrutura dos prédios não havia sido abalada.

"O artefato foi direcionado para o cadeião. A quantidade de pólvora era muito grande", diz o delegado seccional de Santo André, Luiz Alberto de Souza

Ferreira. Por volta das 18h, o clima ficou tenso de novo no CDP, com uma tentativa de fuga. A polícia diz que alguns detentos tentaram render um agente penitenciário, que reagiu e lançou um jato de spray de pimenta nos presos e conseguiu evitar a fuga em massa. Do alto da muralha, agentes atiraram e os presos recuaram.

Perícia – A perícia no local da explosão reafirma a intenção de tentativa de resgate de presos. "Trata-se de um artefato bélico que poderia ser lançado a uma grande distância. O problema é que explodiu antes", diz. De acordo com o perito, o artefato devia ter 2,5 metros e cerca de 10 kg de pólvora. "Na segunda-feira, começaremos a remontar o que restou do explosivo. Tenho prazo de dez dias para entregar o laudo, mas pedirei a extensão do prazo para 30 dias", afirmou o perito do IC (Instituto de Criminalística) de Santo André, Hélio Rodrigues Ramacciotti.

Depois da perícia no local, Ramacciotti sobrevoou de helicóptero por todo o bairro Sacadura Cabral. "Precisava ter a proporção do estrago", diz. De acordo com o perito, as pessoas puderam ouvir o estrondo a uma distância de dois quilômetros. Já os estilhaços se espalharam em um raio de 500 metros.

Prisão – Ainda pela manhã, a polícia prendeu dois suspeitos da ação. Um deles, René de Lima Freitas Ribeiro, 28 anos, ficou gravemente ferido na explosão. Sua mão esquerda teve de ser amputada, ele teve perfuração no tórax e queimaduras de segundo grau em parte do corpo. Encontrado pela polícia no local do acidente, o suspeito foi encaminhado ao Centro Hospitalar Municipal de Santo André. A Prefeitura informou que Ribeiro foi submetido a cirurgia por volta das 10h.

O outro detido, Ivan de Oliveira, 19 anos, sofreu ferimentos leves no momento da explosão. Ele teria tentado fugir correndo e se escondido em um apartamento de um prédio vizinho, na rua Projetada. Depois de receber denúncia anônima, uma equipe da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) localizou e prendeu Oliveira.

À polícia, o criminoso teria confirmado que o objetivo da ação era o resgate de presos, sem especificar nenhuma pessoa. O delegado titular do 4º Distrito Policial de Santo André, Roberto Tadeu Sampaio Lopez, disse que o acusado tem um irmão no presídio. Informação negada pela irmã de Oliveira, a dona-de-casa Maria Aparecida Alves, 23 anos.

Segundo o delegado, outros três homens estão envolvidos na ação. Um deles seria Avelino Antônio Sampaio Lopes, 27, conhecido como Babalú, foragido da Justiça. Ribeiro e Oliveira serão indiciados por explosão e pelo artigo 16 do estatuto do desarmamento.

De acordo com a polícia, os suspeitos teriam chegado nos prédios em um Fiat Tipo prata, emprestado a Ribeiro por uma amiga. A moça, que esteve na delegacia para prestar depoimento, não quis falar com a reportagem.

Por volta das 19h, policiais do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto) prendeu mais dois suspeitos: Anderson Luiz Borges, 19 anos, e Uburatan Fernando de Jesus, 26. Um terceiro suspeito identificado como Leandro da Silva Galvão, 24, está foragido.



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