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Covid-19, crise empresarial e soluções


Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 23:59


Estamos em crise sem precedentes na história contemporânea. O encolhimento da atividade econômica deixou corporações sem saber exatamente o que devem fazer, bem como qual cenário virá quando atividades voltarem ao normal. Neste cenário, será preciso plano estratégico para conter efeitos causados no mercado. Empresas capitalizadas, com boa lucratividade e liquidez, tendem a sofrer menos. Para diminuir estragos causados pela fraca atividade econômica, devem renegociar prazos com grande parcela de fornecedores, na tentativa de preservar parte de sua liquidez, mantendo reservas para a retomada dos negócios. No caso de empresas descapitalizadas, que apresentam prejuízos e baixa liquidez, é provável que haja suspensão de todos os pagamentos programados, pois não há agente financeiro disposto a realizar operações para viabilizar o seu fluxo de caixa. Nem para desconto de títulos de primeira linha há interessados. Na tentativa de auxiliar no equilíbrio do caixa, empresas terão que adotar medidas como:

– Redução de custos e despesas;
– Reavaliação dos investimentos em curso e programados;
– Redução da atividade, caso necessário, acompanhada de redução de pessoal;
– Descontinuidade da produção de determinado produto ou linha que não possui margens adequadas;
– Fechamento de filiais;
– Renegociação de contratos comerciais, empréstimos e financiamentos.

Recuperação judicial – caso a adoção dessas medidas não seja suficiente, ainda há possibilidade de pedir socorro no instituto da recuperação judicial. Diferentemente de outras negociações com credores, a lei possibilita suspensão de obrigações, vencidas ou vincendas, e das execuções do devedor pelo prazo de 180 dias, podendo ser prorrogado. Assim, devedor terá tempo para realizar reestruturação no seu negócio e apresentar plano de pagamento de suas dívidas. Plano de recuperação judicial bem elaborado pode trazer excelente resultado, pois, em regra, existe carência para início dos pagamentos (média 18 meses), prazos alongados para amortização de dívidas (média dez anos), taxas de juros civilizadas (TR/Selic) e deságio sobre valor principal (média 50%). São condições que possibilitam retomada da maioria das empresas que acessam o instituto, conforme estudo da Associação Brasileira de Jurimetria (taxas de aprovação do plano chegam a 81,1% nas varas especializadas e 71,2% nas comuns). Pandemia fará empresas se reinventarem, independentemente de tamanho e saúde financeira, buscando soluções internas, de mercado, ou mesmo jurídicas, para viabilizar a preservação da sua função social.

Alcides Wilhelm é sócio da Wilhelm & Niels Advogados Associados, mestre em direito empresarial e cidadania e especialista em gerência contábil, auditoria, finanças empresariais e direito tributário.

PALAVRA DO LEITOR

Desrespeito
Fiquei indignado semana passada quando tive de ir ao supermercado Joanim, em unidade no bairro Nova Gerty, em São Caetano, e percebi que nosso prefeito, José Auricchio Júnior, cancelou os cartões de idosos usados em ônibus municipais. Isso é desrespeito com os idosos! Espero que ele volte atrás e os coletivos da empresa Vipe voltem a aceitar os cartões. Fiquei revoltadíssismo com isso.
Fernando Zucatelli
São Caetano

Casamentos
Em referência à reportagem ‘Sonho que fica para depois’ (Setecidades, dia 13), sobre adiamento de casamentos por causa do novo coronavírus, os casais deveriam analisar por outro prisma, o de que pode ser aviso. Fujam!
Ismar Liberatti
Ribeirão Pires

Contra o Brasil
Por princípio, político, seja lá que cargo for, é eleito para servir e lutar pelo desenvolvimento e bem-estar da sociedade. Ou estou errado? Por que essa classe tão suja luta com unhas e dentes contra esse princípio? Estão claras as intenções de Rodrigo Maia, Alcolumbre e boa parte do STF (Supremo Tribunal Federal), que, para os quais, quanto pior, melhor, com o intuito de quebrar o Brasil e consequentemente a saída do presidente, independente de quem esteja sentado naquela cadeira e que seja vacinado contra conchavos, corrupção etc. O Congresso não aprova projetos do Executivo, assim como estão criando leis para socorrer Estados e municípios, beirando a casa de R$ 1 trilhão. Óbvio que estão querendo quebrar o Brasil para voltarem a mamata e as mordomias de antes.
Mauri Fontes
Santo André

PTB
Com objetivo de repor a verdade, e isentar de responsabilidade os atuais gestores do PTB em São Caetano, sob a liderança de Juan Muñoz, em face de reportagem neste Diário, com o título ‘Funcionária do PTB processa diretório por não cumprir normas de trabalho’ (Política, dia 18), em que pese todo o meu respeito e admiração por todos os jornais do Estado de São Paulo, principalmente por este Diário, me causa estranheza matéria antiga como essa, de ação protocolada em 2014 (referente a período de trabalho entre 2005 e 2012), ser publicada no exato momento em que modifiquei a estrutura partidária do PTB em São Caetano, município de tradições tão petebistas – que já teve como prefeitos homens da estatura de Hermógenes Braido e Olinto Tortorello. Aliás, é de conhecimento de todos, principalmente na Grande São Paulo, não só a tradição petebista de São Caetano, como também a consagração do número 14 do partido. A direção que estava no comando do partido era frontalmente contrária às orientações e ideais do PTB, por isso, Juan Muñoz, atual presidente, foi escalado para delinear os rumos do PTB são-caetanense. Portanto, é de suma importância ressaltar que todos os atos praticados pela direção anterior, inclusive contratações, dispensas e encargos de funcionários, bem como dívidas e demais compromissos, são única e exclusivamente de responsabilidade da direção do PTB à época. Quanto à reclamação da funcionária, à qual não quero discutir o mérito, quero esclarecer, e reiterar, que dirigentes do PTB na ocasião dos fatos são os únicos e verdadeiros responsáveis por tudo o que aconteceu, o que também é entendido pela Justiça Eleitoral. A diretoria recém-empossada não tem nenhuma responsabilidade por dívidas e compromissos contraídos por dirigentes anteriores. Esta é questão administrativa, que não interfere, em absoluto, na participação do PTB nas próximas eleições municipais ou em qualquer outra eleição. O que me causa surpresa, todavia, é que esse fato, bastante antigo, nunca chegou ao meu conhecimento nesses 15 anos em que sou presidente estadual do partido.
Campos Machado, deputado, presidente do PTB-SP e secretário-geral da executiva nacional do PTB.

Nota da Redação – Diferentemente do que assegura o missivista, a decisão que justificou a reportagem data de 25 de março de 2020.
 



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Covid-19, crise empresarial e soluções

Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 23:59


Estamos em crise sem precedentes na história contemporânea. O encolhimento da atividade econômica deixou corporações sem saber exatamente o que devem fazer, bem como qual cenário virá quando atividades voltarem ao normal. Neste cenário, será preciso plano estratégico para conter efeitos causados no mercado. Empresas capitalizadas, com boa lucratividade e liquidez, tendem a sofrer menos. Para diminuir estragos causados pela fraca atividade econômica, devem renegociar prazos com grande parcela de fornecedores, na tentativa de preservar parte de sua liquidez, mantendo reservas para a retomada dos negócios. No caso de empresas descapitalizadas, que apresentam prejuízos e baixa liquidez, é provável que haja suspensão de todos os pagamentos programados, pois não há agente financeiro disposto a realizar operações para viabilizar o seu fluxo de caixa. Nem para desconto de títulos de primeira linha há interessados. Na tentativa de auxiliar no equilíbrio do caixa, empresas terão que adotar medidas como:

– Redução de custos e despesas;
– Reavaliação dos investimentos em curso e programados;
– Redução da atividade, caso necessário, acompanhada de redução de pessoal;
– Descontinuidade da produção de determinado produto ou linha que não possui margens adequadas;
– Fechamento de filiais;
– Renegociação de contratos comerciais, empréstimos e financiamentos.

Recuperação judicial – caso a adoção dessas medidas não seja suficiente, ainda há possibilidade de pedir socorro no instituto da recuperação judicial. Diferentemente de outras negociações com credores, a lei possibilita suspensão de obrigações, vencidas ou vincendas, e das execuções do devedor pelo prazo de 180 dias, podendo ser prorrogado. Assim, devedor terá tempo para realizar reestruturação no seu negócio e apresentar plano de pagamento de suas dívidas. Plano de recuperação judicial bem elaborado pode trazer excelente resultado, pois, em regra, existe carência para início dos pagamentos (média 18 meses), prazos alongados para amortização de dívidas (média dez anos), taxas de juros civilizadas (TR/Selic) e deságio sobre valor principal (média 50%). São condições que possibilitam retomada da maioria das empresas que acessam o instituto, conforme estudo da Associação Brasileira de Jurimetria (taxas de aprovação do plano chegam a 81,1% nas varas especializadas e 71,2% nas comuns). Pandemia fará empresas se reinventarem, independentemente de tamanho e saúde financeira, buscando soluções internas, de mercado, ou mesmo jurídicas, para viabilizar a preservação da sua função social.

Alcides Wilhelm é sócio da Wilhelm & Niels Advogados Associados, mestre em direito empresarial e cidadania e especialista em gerência contábil, auditoria, finanças empresariais e direito tributário.

PALAVRA DO LEITOR

Desrespeito
Fiquei indignado semana passada quando tive de ir ao supermercado Joanim, em unidade no bairro Nova Gerty, em São Caetano, e percebi que nosso prefeito, José Auricchio Júnior, cancelou os cartões de idosos usados em ônibus municipais. Isso é desrespeito com os idosos! Espero que ele volte atrás e os coletivos da empresa Vipe voltem a aceitar os cartões. Fiquei revoltadíssismo com isso.
Fernando Zucatelli
São Caetano

Casamentos
Em referência à reportagem ‘Sonho que fica para depois’ (Setecidades, dia 13), sobre adiamento de casamentos por causa do novo coronavírus, os casais deveriam analisar por outro prisma, o de que pode ser aviso. Fujam!
Ismar Liberatti
Ribeirão Pires

Contra o Brasil
Por princípio, político, seja lá que cargo for, é eleito para servir e lutar pelo desenvolvimento e bem-estar da sociedade. Ou estou errado? Por que essa classe tão suja luta com unhas e dentes contra esse princípio? Estão claras as intenções de Rodrigo Maia, Alcolumbre e boa parte do STF (Supremo Tribunal Federal), que, para os quais, quanto pior, melhor, com o intuito de quebrar o Brasil e consequentemente a saída do presidente, independente de quem esteja sentado naquela cadeira e que seja vacinado contra conchavos, corrupção etc. O Congresso não aprova projetos do Executivo, assim como estão criando leis para socorrer Estados e municípios, beirando a casa de R$ 1 trilhão. Óbvio que estão querendo quebrar o Brasil para voltarem a mamata e as mordomias de antes.
Mauri Fontes
Santo André

PTB
Com objetivo de repor a verdade, e isentar de responsabilidade os atuais gestores do PTB em São Caetano, sob a liderança de Juan Muñoz, em face de reportagem neste Diário, com o título ‘Funcionária do PTB processa diretório por não cumprir normas de trabalho’ (Política, dia 18), em que pese todo o meu respeito e admiração por todos os jornais do Estado de São Paulo, principalmente por este Diário, me causa estranheza matéria antiga como essa, de ação protocolada em 2014 (referente a período de trabalho entre 2005 e 2012), ser publicada no exato momento em que modifiquei a estrutura partidária do PTB em São Caetano, município de tradições tão petebistas – que já teve como prefeitos homens da estatura de Hermógenes Braido e Olinto Tortorello. Aliás, é de conhecimento de todos, principalmente na Grande São Paulo, não só a tradição petebista de São Caetano, como também a consagração do número 14 do partido. A direção que estava no comando do partido era frontalmente contrária às orientações e ideais do PTB, por isso, Juan Muñoz, atual presidente, foi escalado para delinear os rumos do PTB são-caetanense. Portanto, é de suma importância ressaltar que todos os atos praticados pela direção anterior, inclusive contratações, dispensas e encargos de funcionários, bem como dívidas e demais compromissos, são única e exclusivamente de responsabilidade da direção do PTB à época. Quanto à reclamação da funcionária, à qual não quero discutir o mérito, quero esclarecer, e reiterar, que dirigentes do PTB na ocasião dos fatos são os únicos e verdadeiros responsáveis por tudo o que aconteceu, o que também é entendido pela Justiça Eleitoral. A diretoria recém-empossada não tem nenhuma responsabilidade por dívidas e compromissos contraídos por dirigentes anteriores. Esta é questão administrativa, que não interfere, em absoluto, na participação do PTB nas próximas eleições municipais ou em qualquer outra eleição. O que me causa surpresa, todavia, é que esse fato, bastante antigo, nunca chegou ao meu conhecimento nesses 15 anos em que sou presidente estadual do partido.
Campos Machado, deputado, presidente do PTB-SP e secretário-geral da executiva nacional do PTB.

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