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Real desvaloriza diante de BC 'dovish', crise política e dólar forte no exterior

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


20/04/2020 | 20:45


Em um dia de desvalorização de moedas emergentes e ligadas ao petróleo, que teve um dia queda forte nesta segunda-feira (20)o dólar à vista encerrou a sessão pré-feriado nacional aos R$ 5,3078 em alta de 1,35%. Perto das 16h, a moeda spot chegou a ser vendida por quase R$ 5,32. Antes de superar esse patamar, o Banco Central (BC) anunciou um leilão de dólares à vista extraordinário, o que contribuiu para o movimento desacelerar.

O comportamento da moeda teve alguns "drivers" importantes, e um deles veio do próprio BC. Agentes do mercado de câmbio e também de juros afirmaram que as palestras online fechadas à imprensa desta segunda-feira do presidente do Banco Central, Roberto Campos, e também do diretor de Política Monetária da autoridade monetária, Fabio Kanckzuk, foram consideradas "dovish". A postura reduziria ainda mais o diferencial de juros do Brasil com o mundo, o que provocaria um fluxo cambial ainda mais desfavorável para o real.

Um operador de uma grande gestora de fundos de investimento comentou ao Broadcast que Kanczuk apresentou alguns fundamentos que justificariam novos cortes na taxa básica de juros. Essa fala ganhou peso ainda mais relevante, diz o operador, porque o diretor de Política Monetária é considerado o mais "hawkish" entre os integrantes do Copom. O profissional ainda afirmou que a fala de Campos Neto, que teria sinalizado que há espaço importante para redução da Selic hoje, foi considerada contraditória com o "tom mais hawkish" da entrevista que ele deu ao SBT e que foi ao ar na madrugada desta segunda-feira.

Não só a fala da autoridade monetária e a valorização relevante do dólar ante pares do real como peso mexicano, rublo russo e dólar canadense, igualmente sensível ao petróleo, são as justificativas hoje para mais um dia de perdas da moeda brasileira. O agravamento da crise entre o Poder Executivo e os Poderes Legislativo e Judiciário, além do confronto do Planalto com entes federativos, foi indicado por analistas ao avaliar os negócios hoje. O economista da Messem Investimentos, Álvaro Villa, destacou que a atitude do presidente Jair Bolsonaro contribuiu para um ambiente de grave incerteza.

"A crise política gera instabilidade institucional e isso impacta diretamente o real. Quando o presidente vai a público ao participar de ato a favor da intervenção militar e do AI-5 deslegitimar o Congresso, os Poderes, fica impossível de fazer projeções", disse Villa.

No leilão desta tarde, o BC vendeu um total de US$ 500,0 milhões em leilão à vista de dólares. A operação foi realizada entre 15h57 e 16h02. A taxa de corte, segundo o BC, foi de R$ 5,295 e foram aceitas oito propostas. Essa foi a primeira operação de venda à vista da moeda americana nesta segunda-feira. Pela manhã, o BC já havia realizado operação de swaps cambiais tradicionais, para a rolagem dos vencimentos de junho, com a venda de US$ 350 milhões.

Às 16h57, o contrato para maio do dólar no mercado futuro subia 1,33% aos R$ 5,3068.



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Real desvaloriza diante de BC 'dovish', crise política e dólar forte no exterior


20/04/2020 | 20:45


Em um dia de desvalorização de moedas emergentes e ligadas ao petróleo, que teve um dia queda forte nesta segunda-feira (20)o dólar à vista encerrou a sessão pré-feriado nacional aos R$ 5,3078 em alta de 1,35%. Perto das 16h, a moeda spot chegou a ser vendida por quase R$ 5,32. Antes de superar esse patamar, o Banco Central (BC) anunciou um leilão de dólares à vista extraordinário, o que contribuiu para o movimento desacelerar.

O comportamento da moeda teve alguns "drivers" importantes, e um deles veio do próprio BC. Agentes do mercado de câmbio e também de juros afirmaram que as palestras online fechadas à imprensa desta segunda-feira do presidente do Banco Central, Roberto Campos, e também do diretor de Política Monetária da autoridade monetária, Fabio Kanckzuk, foram consideradas "dovish". A postura reduziria ainda mais o diferencial de juros do Brasil com o mundo, o que provocaria um fluxo cambial ainda mais desfavorável para o real.

Um operador de uma grande gestora de fundos de investimento comentou ao Broadcast que Kanczuk apresentou alguns fundamentos que justificariam novos cortes na taxa básica de juros. Essa fala ganhou peso ainda mais relevante, diz o operador, porque o diretor de Política Monetária é considerado o mais "hawkish" entre os integrantes do Copom. O profissional ainda afirmou que a fala de Campos Neto, que teria sinalizado que há espaço importante para redução da Selic hoje, foi considerada contraditória com o "tom mais hawkish" da entrevista que ele deu ao SBT e que foi ao ar na madrugada desta segunda-feira.

Não só a fala da autoridade monetária e a valorização relevante do dólar ante pares do real como peso mexicano, rublo russo e dólar canadense, igualmente sensível ao petróleo, são as justificativas hoje para mais um dia de perdas da moeda brasileira. O agravamento da crise entre o Poder Executivo e os Poderes Legislativo e Judiciário, além do confronto do Planalto com entes federativos, foi indicado por analistas ao avaliar os negócios hoje. O economista da Messem Investimentos, Álvaro Villa, destacou que a atitude do presidente Jair Bolsonaro contribuiu para um ambiente de grave incerteza.

"A crise política gera instabilidade institucional e isso impacta diretamente o real. Quando o presidente vai a público ao participar de ato a favor da intervenção militar e do AI-5 deslegitimar o Congresso, os Poderes, fica impossível de fazer projeções", disse Villa.

No leilão desta tarde, o BC vendeu um total de US$ 500,0 milhões em leilão à vista de dólares. A operação foi realizada entre 15h57 e 16h02. A taxa de corte, segundo o BC, foi de R$ 5,295 e foram aceitas oito propostas. Essa foi a primeira operação de venda à vista da moeda americana nesta segunda-feira. Pela manhã, o BC já havia realizado operação de swaps cambiais tradicionais, para a rolagem dos vencimentos de junho, com a venda de US$ 350 milhões.

Às 16h57, o contrato para maio do dólar no mercado futuro subia 1,33% aos R$ 5,3068.

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