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João Gava: ‘Se eu passar por esta, vou chegar aos 110 anos de vida’

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Lúcido e com bom humor, são-bernardense relembra pandemias prestes a completar seus 107 anos


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 07:00


Entre abril de 1913 e abril de 2020, o mundo mudou muito. Se desenvolveu e se transformou. Passou pelas mais diversas situações, como quedas de regimes políticos e militares, adversidades econômicas, enfrentou duas grandes guerras e superou doenças com alta taxa de mortalidade. No fim do ano de 1910, a pandemia da chamada gripe espanhola provocou a morte de, aproximadamente, 50 milhões de pessoas em vários países (leia mais abaixo).

Atualmente, 100 anos depois, é o novo coronavírus que assusta o planeta, que diariamente contabiliza os crescentes óbitos. Além do fato de serem virais e poderem ser mortais, as enfermidades têm também um personagem em comum: um senhor prestes a completar 107 anos no próximo domingo, nascido no antigo bairro dos Meninos, hoje Rudge Ramos, em São Bernardo, que superou todos os pré-citados problemas e vem encarando o atual com obediência e bom humor. É o João Gava.

Há 13 anos morador de Santos com a enteada Guiomar Robles Chiarelli, 84, o marceneiro aposentado esbanja vitalidade e, sobretudo, lucidez. Assim, determinar que o são-bernardense é um sobrevivente é ter olhar errôneo de pena sobre o aposentado. Muito pelo contrário: na verdade é um “supervivente” – com mais de um século de história e experiências – forma justa e válida para uma referência a João Gava.

“Antes de conversarmos posso te pedir um favor?”, questiona, recebendo como resposta um aceno positivo com a cabeça – entre tudo que podia oferecer de ruim, a idade lhe trouxe “apenas” grande perda auditiva. “Me acompanhe”, solicita. Antes de uma entrevista de quase duas horas de duração, o centenário são-bernardense caminhou vagarosamente até sua oficina de marcenaria, pegou um pote com milho triturado, deixou a inseparável bengala e se dirigiu até o jardim, onde pelo menos 50 rolinhas o aguardavam.

O sorriso no rosto ao observar os pássaros se apinhando nos fios de alta-tensão, calha e galhos de árvore próximos era acompanhado de um alerta para não fazer muito barulho. “Elas se assustam fácil”, explica ele, segundos antes de uma motocicleta passar e espantar as aves – que retornariam para terminar o banquete pouco depois. “Toda tarde é assim”, conta seu anjo da guarda Guiomar, filha da segunda mulher de João e que o acolheu na Baixada Santista após a morte da terceira mulher do aposentado.

Celso Luiz/DGABC

Quando criança, João morou em Diadema. “No meio do mato”, como se refere. Por lá, caçadores levavam aos pais do então menino as histórias de que a gripe espanhola estava “tumultuando a cidade”. “Ouvia falar em doença, mas lá a gente não ligava para isso”, admite. Aos 10 anos, ele e a família se mudaram para São Bernardo. Foi quando o pai passou a sentir falta de algumas pessoas conhecidas. “Perguntava sobre fulano, sobre a família do fulano, e descobria que haviam morrido por causa da doença. E o senhor João escutava as histórias”, diz Guiomar. “Minha mãe contava que via sair muitos cadáveres”, completa ela.

“Passei por todas (as pandemias, epidemias e demais doenças), porém só pela conversa dos outros. Ouvi falar em febre amarela, febre tifoide, tísico (tuberculose), peste bubônica, mas não sabia o que eram”, explica João, que já não sai de casa há dois meses – exceção feita a uma breve ida até a Vila Belmiro no aniversário do Santos, na semana passada. Ligeiramente avesso ao uso de máscara, se protege da Covid-19 higienizando as mãos e permanecendo em sua residência.

“Dizem que (o novo coronavírus) depois dos 60 anos é perigoso. Imagina para mim, com 107? (risos) Mas não estou com medo de pegar. Se eu passar por esta, acho que vou chegar aos 110 anos. Porque tenho vontade de viver. A pessoa tem que ter vontade. E do jeito que me mantenho, sem vícios, acho que por isso sigo vivo”, ensina Gava. “Quero ver se escapo dessa (Covid-19). Estou fazendo força, não saio de casa, procuro me manter aqui, desinfetamos tudo. Recebo só vizinhos de confiança para tomar lanche. De resto, mais ninguém. Pediram para eu não sair de casa, então não saio”, garante.


Marceneiro conta sua história: sem vícios e recheada de experiências
É expressamente impossível estar frente a frente com João Gava e não ter aulas de vida e de história. A hora voa enquanto o marceneiro aposentado parece entrar em máquina do tempo levando para uma viagem por suas experiências. A riqueza de detalhes impressiona. A ponto de lembrar nome e sobrenome de pessoas, como o leiteiro, o carteiro, o alfaiate e outros antigos profissionais de São Bernardo que carregam importantes sobrenomes – a maioria de origem italiana – e contribuíram para o desenvolvimento da cidade.

Aliás, o próprio João desde cedo ajudou o município a crescer. Primeiramente, atuou diretamente na indústria moveleira da então capital dos móveis no País. “São Bernardo chegou a ter 38 indústrias de móveis na cidade. Trabalhávamos por empreitada, fazendo seis guarda-roupas, dez cômodas, pagava na hora. Se quisesse continuar, continuava. Se não, ia para outra. Era tudo na conversa. Não tinha registro”, conta ele, que ainda mantém nos fundos da casa uma pequena oficina, onde monta carrinhos, charretes e outros brinquedos que doa para crianças.

Passado algum tempo, decidiu aceitar convite para abrir a primeira loja de eletrodomésticos de São Bernardo. “Vendia rádio, fogão a carvão, geladeira, ferro de passar roupa e máquina Singer virada na manivela. Mas aí estourou a guerra de 1940 (Segunda Guerra Mundial, entre setembro de 1939 e setembro de 1945) e fecharam a importação dos rádios, que era como ganhava dinheiro.”

Celso Luiz/DGABC

Chegou a se aventurar no ramo imobiliário, comprando e vendendo terrenos na então cidade em expansão. “Dava um conto de réis, vendia por um conto e 200. São Bernardo estava evoluindo”, conta. “Passei a vida ganhando dinheiro honestamente.” Diz ainda ter assistido à inauguração do edifício Martinelli, na Capital, em 1929, acompanhado a chegada do hidroavião Jahu à represa de Santo Amaro depois de ser o primeiro a cruzar o Oceano Atlântico Sul, entre outras ricas experiências. “Me sinto gratificado por tudo o que fiz. Falo que o dia em que morrer, será satisfeito com a vida.”

João Gava tinha dois irmãos e se casou três vezes. Teve dois filhos de sangue e dois de criação. Todos, entretanto, já morreram. “Morei mais de 40 anos no clube de campo Anchieta, montei marcenaria lá, aí morreu minha terceira mulher e fiquei chateado na vida: ‘Puxa, não tenho sorte com mulher’. Dei tudo para vizinhos, chamei netos que são marceneiros e disse para dividirem tudo, máquinas, ferramentas. Então vim para a casa da Guiomar, que me (acolheu)”, lembra. “Só eu sobrei na vida. Por que será que estou durando tanto?”, questiona.

Duas vezes por mês João Gava vem de ônibus – algumas delas, sozinho – ao Grande ABC. Para fazer um check up em seu geriatra, em Ribeirão Pires, e outra para participar da reunião do acervo de memória de São Bernardo, onde conta histórias. “Meu problema é a tontura por causa da surdez. E os joelhos estão enfraquecendo, então não posso andar mais direito. Minha vida é essa. A cabeça está boa, o resto está todo estragado”, se diverte.

 

Celso Luiz/DGABC

Gripe espanhola matou até 50 milhões
Mutação do vírus Influenza, a chamada gripe espanhola assolou os cinco continentes no fim da década de 1910. Entre 1918 e 1920, estima-se que até 50 milhões de pessoas morreram e 600 milhões foram infectadas – o que, na época, representava um quarto da população mundial.

Jornais relatavam cenas de filme de terror: hospitais lotados, corpos dentro ou nas portas das casas, mau cheiro tomando conta das ruas. Tão desconhecida à época quanto o novo coronavírus é atualmente, a gripe espanhola chegou ao Brasil pelo mar, a bordo do navio Demerara, que partiu de Liverpool, passou por Lisboa e aportou em Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, antes de seguir para Buenos Aires, na Argentina. No País, estima-se 35 mil óbitos.

Uma das medidas do governo brasileiro foi suspender as aulas. O comércio baixou as portas, os bondes circulavam praticamente vazios e máscaras passaram a fazer parte do vestuário, em coincidências com a Covid-19.

O primeiro registro da doença ocorreu nos Estados Unidos, em 1918, em uma instalação militar. Acredita-se que a queda nos padrões sanitários em razão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) podem ter propagado a doença. A gripe se alastrou junto com o retorno de soldados a seus países.

Apesar do nome, a origem não foi necessariamente na Espanha. Algumas nações dão outros nomes para esta gripe: febre russa, febre chinesa, febre siberiana. Entretanto, como os espanhóis publicavam os estragos da doença em seus jornais, causavam a impressão de que havia mais doentes do que em outros países, que escondiam informações em razão da guerra.



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João Gava: ‘Se eu passar por esta, vou chegar aos 110 anos de vida’

Lúcido e com bom humor, são-bernardense relembra pandemias prestes a completar seus 107 anos

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 07:00


Entre abril de 1913 e abril de 2020, o mundo mudou muito. Se desenvolveu e se transformou. Passou pelas mais diversas situações, como quedas de regimes políticos e militares, adversidades econômicas, enfrentou duas grandes guerras e superou doenças com alta taxa de mortalidade. No fim do ano de 1910, a pandemia da chamada gripe espanhola provocou a morte de, aproximadamente, 50 milhões de pessoas em vários países (leia mais abaixo).

Atualmente, 100 anos depois, é o novo coronavírus que assusta o planeta, que diariamente contabiliza os crescentes óbitos. Além do fato de serem virais e poderem ser mortais, as enfermidades têm também um personagem em comum: um senhor prestes a completar 107 anos no próximo domingo, nascido no antigo bairro dos Meninos, hoje Rudge Ramos, em São Bernardo, que superou todos os pré-citados problemas e vem encarando o atual com obediência e bom humor. É o João Gava.

Há 13 anos morador de Santos com a enteada Guiomar Robles Chiarelli, 84, o marceneiro aposentado esbanja vitalidade e, sobretudo, lucidez. Assim, determinar que o são-bernardense é um sobrevivente é ter olhar errôneo de pena sobre o aposentado. Muito pelo contrário: na verdade é um “supervivente” – com mais de um século de história e experiências – forma justa e válida para uma referência a João Gava.

“Antes de conversarmos posso te pedir um favor?”, questiona, recebendo como resposta um aceno positivo com a cabeça – entre tudo que podia oferecer de ruim, a idade lhe trouxe “apenas” grande perda auditiva. “Me acompanhe”, solicita. Antes de uma entrevista de quase duas horas de duração, o centenário são-bernardense caminhou vagarosamente até sua oficina de marcenaria, pegou um pote com milho triturado, deixou a inseparável bengala e se dirigiu até o jardim, onde pelo menos 50 rolinhas o aguardavam.

O sorriso no rosto ao observar os pássaros se apinhando nos fios de alta-tensão, calha e galhos de árvore próximos era acompanhado de um alerta para não fazer muito barulho. “Elas se assustam fácil”, explica ele, segundos antes de uma motocicleta passar e espantar as aves – que retornariam para terminar o banquete pouco depois. “Toda tarde é assim”, conta seu anjo da guarda Guiomar, filha da segunda mulher de João e que o acolheu na Baixada Santista após a morte da terceira mulher do aposentado.

Celso Luiz/DGABC

Quando criança, João morou em Diadema. “No meio do mato”, como se refere. Por lá, caçadores levavam aos pais do então menino as histórias de que a gripe espanhola estava “tumultuando a cidade”. “Ouvia falar em doença, mas lá a gente não ligava para isso”, admite. Aos 10 anos, ele e a família se mudaram para São Bernardo. Foi quando o pai passou a sentir falta de algumas pessoas conhecidas. “Perguntava sobre fulano, sobre a família do fulano, e descobria que haviam morrido por causa da doença. E o senhor João escutava as histórias”, diz Guiomar. “Minha mãe contava que via sair muitos cadáveres”, completa ela.

“Passei por todas (as pandemias, epidemias e demais doenças), porém só pela conversa dos outros. Ouvi falar em febre amarela, febre tifoide, tísico (tuberculose), peste bubônica, mas não sabia o que eram”, explica João, que já não sai de casa há dois meses – exceção feita a uma breve ida até a Vila Belmiro no aniversário do Santos, na semana passada. Ligeiramente avesso ao uso de máscara, se protege da Covid-19 higienizando as mãos e permanecendo em sua residência.

“Dizem que (o novo coronavírus) depois dos 60 anos é perigoso. Imagina para mim, com 107? (risos) Mas não estou com medo de pegar. Se eu passar por esta, acho que vou chegar aos 110 anos. Porque tenho vontade de viver. A pessoa tem que ter vontade. E do jeito que me mantenho, sem vícios, acho que por isso sigo vivo”, ensina Gava. “Quero ver se escapo dessa (Covid-19). Estou fazendo força, não saio de casa, procuro me manter aqui, desinfetamos tudo. Recebo só vizinhos de confiança para tomar lanche. De resto, mais ninguém. Pediram para eu não sair de casa, então não saio”, garante.


Marceneiro conta sua história: sem vícios e recheada de experiências
É expressamente impossível estar frente a frente com João Gava e não ter aulas de vida e de história. A hora voa enquanto o marceneiro aposentado parece entrar em máquina do tempo levando para uma viagem por suas experiências. A riqueza de detalhes impressiona. A ponto de lembrar nome e sobrenome de pessoas, como o leiteiro, o carteiro, o alfaiate e outros antigos profissionais de São Bernardo que carregam importantes sobrenomes – a maioria de origem italiana – e contribuíram para o desenvolvimento da cidade.

Aliás, o próprio João desde cedo ajudou o município a crescer. Primeiramente, atuou diretamente na indústria moveleira da então capital dos móveis no País. “São Bernardo chegou a ter 38 indústrias de móveis na cidade. Trabalhávamos por empreitada, fazendo seis guarda-roupas, dez cômodas, pagava na hora. Se quisesse continuar, continuava. Se não, ia para outra. Era tudo na conversa. Não tinha registro”, conta ele, que ainda mantém nos fundos da casa uma pequena oficina, onde monta carrinhos, charretes e outros brinquedos que doa para crianças.

Passado algum tempo, decidiu aceitar convite para abrir a primeira loja de eletrodomésticos de São Bernardo. “Vendia rádio, fogão a carvão, geladeira, ferro de passar roupa e máquina Singer virada na manivela. Mas aí estourou a guerra de 1940 (Segunda Guerra Mundial, entre setembro de 1939 e setembro de 1945) e fecharam a importação dos rádios, que era como ganhava dinheiro.”

Celso Luiz/DGABC

Chegou a se aventurar no ramo imobiliário, comprando e vendendo terrenos na então cidade em expansão. “Dava um conto de réis, vendia por um conto e 200. São Bernardo estava evoluindo”, conta. “Passei a vida ganhando dinheiro honestamente.” Diz ainda ter assistido à inauguração do edifício Martinelli, na Capital, em 1929, acompanhado a chegada do hidroavião Jahu à represa de Santo Amaro depois de ser o primeiro a cruzar o Oceano Atlântico Sul, entre outras ricas experiências. “Me sinto gratificado por tudo o que fiz. Falo que o dia em que morrer, será satisfeito com a vida.”

João Gava tinha dois irmãos e se casou três vezes. Teve dois filhos de sangue e dois de criação. Todos, entretanto, já morreram. “Morei mais de 40 anos no clube de campo Anchieta, montei marcenaria lá, aí morreu minha terceira mulher e fiquei chateado na vida: ‘Puxa, não tenho sorte com mulher’. Dei tudo para vizinhos, chamei netos que são marceneiros e disse para dividirem tudo, máquinas, ferramentas. Então vim para a casa da Guiomar, que me (acolheu)”, lembra. “Só eu sobrei na vida. Por que será que estou durando tanto?”, questiona.

Duas vezes por mês João Gava vem de ônibus – algumas delas, sozinho – ao Grande ABC. Para fazer um check up em seu geriatra, em Ribeirão Pires, e outra para participar da reunião do acervo de memória de São Bernardo, onde conta histórias. “Meu problema é a tontura por causa da surdez. E os joelhos estão enfraquecendo, então não posso andar mais direito. Minha vida é essa. A cabeça está boa, o resto está todo estragado”, se diverte.

 

Celso Luiz/DGABC

Gripe espanhola matou até 50 milhões
Mutação do vírus Influenza, a chamada gripe espanhola assolou os cinco continentes no fim da década de 1910. Entre 1918 e 1920, estima-se que até 50 milhões de pessoas morreram e 600 milhões foram infectadas – o que, na época, representava um quarto da população mundial.

Jornais relatavam cenas de filme de terror: hospitais lotados, corpos dentro ou nas portas das casas, mau cheiro tomando conta das ruas. Tão desconhecida à época quanto o novo coronavírus é atualmente, a gripe espanhola chegou ao Brasil pelo mar, a bordo do navio Demerara, que partiu de Liverpool, passou por Lisboa e aportou em Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, antes de seguir para Buenos Aires, na Argentina. No País, estima-se 35 mil óbitos.

Uma das medidas do governo brasileiro foi suspender as aulas. O comércio baixou as portas, os bondes circulavam praticamente vazios e máscaras passaram a fazer parte do vestuário, em coincidências com a Covid-19.

O primeiro registro da doença ocorreu nos Estados Unidos, em 1918, em uma instalação militar. Acredita-se que a queda nos padrões sanitários em razão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) podem ter propagado a doença. A gripe se alastrou junto com o retorno de soldados a seus países.

Apesar do nome, a origem não foi necessariamente na Espanha. Algumas nações dão outros nomes para esta gripe: febre russa, febre chinesa, febre siberiana. Entretanto, como os espanhóis publicavam os estragos da doença em seus jornais, causavam a impressão de que havia mais doentes do que em outros países, que escondiam informações em razão da guerra.

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