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A vida como ela é, hoje


Do Diário do Grande ABC

19/04/2020 | 10:40


Nossa história no mundo começa de modo muito similar ao que vemos hoje, somos diferentes, com capacidades, perfis e alma diferentes. Fomos gregos, romanos, outros. Apesar da globalização, ainda somos assim, Ocidente, Oriente, hemisférios Norte e Sul. Fomos senhores, escravos, intermediários, empreendedores de navegações e descobertas. Muitas coisas não mudaram e estamos quase no mesmo ponto onde começamos.

Somos consumidores, influenciadores, agimos por instinto enquanto funcionamos quase como autômatos, relapsos com a nossa existência e com as coisas que nos importam de verdade. Procuramos qualquer consolo ou desculpa para nossa existência, nossas frustrações e nossos prazeres. Onde estamos e como somos pouco importa, porém, em algumas situações, breve filme de nossas vidas passa diante se nossos olhos e ficamos aflitos.

Quais são essas aflições? Educamos nossos filhos para viverem neste momento do mundo? Não tivemos sucesso no que queríamos? Não nos vemos como queríamos ser vistos? Sempre há algo que não nos deixa confortáveis e isso nos faz sofrer. Somos diferentes, uns dotados de inteligência e perfil para o aprender formal como engenheiros, médicos, advogados, hoje questionadas como profissões do passado.

Em outros momentos nossa bússola aponta para Norte em que somos menores, menos capazes ou importantes, justamente iguais a todos que existem ao nosso lado. Onda de insatisfação apela aos instintos que nos tornam víboras e passamos a odiar aqueles que nos cercam, qualquer um à nossa frente. Passamos a negar que somos apenas aglomerado de seres sobre planeta ao qual não dedicamos a mínima atenção, assim como não respeitamos como iguais todos que estão à nossa volta, que antes chamaríamos até de irmãos.

Sem olhar para milagres do discurso salvador de espertos de última hora, ainda temos alguma lógica, a qual nos diz para nos calarmos enquanto não soubermos qualquer assunto e apenas repercutir aquilo que faz parte de nossa real posição. Sem fake news. Nossos negócios sofrem, nossos planos também, porém, há algo que pode ser ainda pior. Somos habitantes e vivemos num mesmo tempo, então olhar para o próximo de modo fraterno não é fraqueza e sim forma de saber que somos humanos, iguais, e que tudo que nos aflige é de modo igual e parelho. Relaxemos, aproveitemos os momentos com as famílias. Agora é tempo de lermos, amarmos, e nos entendermos com a sociedade e nossa parte nela. Sairemos de qualquer dificuldade, mas a hora é de resignação e força. Somos nós que faremos nosso destino e ele não nos faz sofrer, se não quisermos.

Paulo Cezar de Almeida é doutor em ciências, biomédico, pesquisador, gestor em saúde e educação superior.

PALAVRA DO LEITOR

Prevenção
Baseada em reportagens desse Diário: 1 – governadores e prefeitos têm autonomia nas ações preventivas da pandemia. 2 – o epicentro no Brasil é o Estado de São Paulo e o epicentro estadual é a Região Metropolitana. 3 – o número de doentes aumentou. 4 – o número de mortes aumentou. 5 – os problemas funerários também. Então, ficar em casa e usar máscara se precisar sair à rua. Precisa desenhar?
Márcia Perecin
São Bernardo

Solidariedade
Lastimo o infausto que consternou a família do diademense Pedro Almeida, que, para aumentar a dor lancinante da perda de ente querido, não teve o direito de externar, publicamente, o passamento, reunindo entes queridos e amigos da finada para o adeus (Muito triste!, dia 16). Muita força à família enlutada.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Fique em casa!
Para quem ainda não entendeu e insiste em quebrar a quarentena, saindo de casa, passeando, querendo trabalhar, seguindo recomendações do tosco do presidente: ou a população permanece em casa, confinada, e conseguimos diminuir a curva do contágio do novo coronavírus – e, assim, o sistema de saúde suporta atender a todos, com morte de muito menos gente, com a economia entrando em colapso –, ou a população vai às ruas, volta a trabalhar, a economia gira um pouquinho, a pandemia da Covid-19 explode, o sistema de saúde não suporta e milhares de pessoas morrem, fazendo a economia entrar em colapso. Entendeu, ou quer que desenha?
Lucas Bentanai
São Caetano

Nós, os artistas
Que me desculpem os fãs, mas está insuportável a quantidade de lives de cantores sertanejos, tanto as duplas como os que têm carreira solo. Por que, ao invés de lives, não fazem doações que possam auxiliar de alguma forma na briga para acabar como o coronavírus? A maioria deles é multimilionária, sempre exibindo mansões, carrões, iates, jatinhos, grandiosas festas. Será que acham que estão fazendo caridade com essas lives? É deprimente ter de ficar em casa vendo TV, que – parece de propósito – não tem nada de bom. Imagina ver TV e se deparar com lives de sertanejos! Ademais, acho que deveríamos parar de chamá-los de ‘artistas’. Artistas somos nós, que fazemos mágica, malabarismo, contorcionismo, dançamos, cantamos para esquecer problemas financeiros e damos shows ao fim do mês por termos conseguido sobreviver. Se depender de mim, esses ‘artistas’ continuarão para sempre cantando sem plateia. E não me venham os fanáticos dizer que é só mudar de canal, porque eles estão em todo lugar.
Gudrian Halász
São Bernardo

Uns 70%
Muito boa a iniciativa da Prefeitura de São Bernardo de cortar parte do salário de comissionados (Política, dia . Tomara que esse dinheiro seja realmente utilizado na saúde, no combate ao novo coronavírus. Agora, façamos as contas de quanto economizaria a região como um todo se vereadores das sete cidades tivessem salários cortados em porcentagem bem superior, algo em torno de 70%, já que ganham muito e devem ter milionárias quantias guardadas, belíssimos pés de meia. Basta mudar a lei que diz que alterações nos salários valem para a próxima legislatura. Excepcionalmente, por causa da pandemia. Evidentemente que eles não iriam se opor, haja vista que são altamente comprometidos, preocupados com o bem-estar da população, engajados, bem-intencionados, trabalhadores. Ou será que iriam se opor?
Everton Roberto Ribeiro
Mauá

Salve vidas!
Em relação à reportagem neste Diário (Setecidades, dia 16), que tal a CBF (Confederação Paulista de Futebol) parar de se preocupar com reinício dos estaduais e, ao invés de gastar mais milhões (ou bilhões?) de reais com torneios, direcionar dinheiro para ajudar no combate à pandemia da Covid-19? Do que vai adiantar campeões estaduais se não haverá comemorações e sim lamentações pelas mortes? É melhor ajudar a sarar o povo para que, em futuro próximo, possamos ter de volta o público nos estádios. Imaginem o constrangimento de ter de ver em um canal de TV partida de futebol e, em outro, enterro coletivo de mortos pela doença. CBF, por favor, dê o título aos melhores até a paralisação e mire forças em acabar com o coronavírus. Salve vidas. Futebol a gente vê depois, de preferência nos estádios, e com saúde.
Filogônio Mamoré
Limeira (SP) 



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A vida como ela é, hoje

Do Diário do Grande ABC

19/04/2020 | 10:40


Nossa história no mundo começa de modo muito similar ao que vemos hoje, somos diferentes, com capacidades, perfis e alma diferentes. Fomos gregos, romanos, outros. Apesar da globalização, ainda somos assim, Ocidente, Oriente, hemisférios Norte e Sul. Fomos senhores, escravos, intermediários, empreendedores de navegações e descobertas. Muitas coisas não mudaram e estamos quase no mesmo ponto onde começamos.

Somos consumidores, influenciadores, agimos por instinto enquanto funcionamos quase como autômatos, relapsos com a nossa existência e com as coisas que nos importam de verdade. Procuramos qualquer consolo ou desculpa para nossa existência, nossas frustrações e nossos prazeres. Onde estamos e como somos pouco importa, porém, em algumas situações, breve filme de nossas vidas passa diante se nossos olhos e ficamos aflitos.

Quais são essas aflições? Educamos nossos filhos para viverem neste momento do mundo? Não tivemos sucesso no que queríamos? Não nos vemos como queríamos ser vistos? Sempre há algo que não nos deixa confortáveis e isso nos faz sofrer. Somos diferentes, uns dotados de inteligência e perfil para o aprender formal como engenheiros, médicos, advogados, hoje questionadas como profissões do passado.

Em outros momentos nossa bússola aponta para Norte em que somos menores, menos capazes ou importantes, justamente iguais a todos que existem ao nosso lado. Onda de insatisfação apela aos instintos que nos tornam víboras e passamos a odiar aqueles que nos cercam, qualquer um à nossa frente. Passamos a negar que somos apenas aglomerado de seres sobre planeta ao qual não dedicamos a mínima atenção, assim como não respeitamos como iguais todos que estão à nossa volta, que antes chamaríamos até de irmãos.

Sem olhar para milagres do discurso salvador de espertos de última hora, ainda temos alguma lógica, a qual nos diz para nos calarmos enquanto não soubermos qualquer assunto e apenas repercutir aquilo que faz parte de nossa real posição. Sem fake news. Nossos negócios sofrem, nossos planos também, porém, há algo que pode ser ainda pior. Somos habitantes e vivemos num mesmo tempo, então olhar para o próximo de modo fraterno não é fraqueza e sim forma de saber que somos humanos, iguais, e que tudo que nos aflige é de modo igual e parelho. Relaxemos, aproveitemos os momentos com as famílias. Agora é tempo de lermos, amarmos, e nos entendermos com a sociedade e nossa parte nela. Sairemos de qualquer dificuldade, mas a hora é de resignação e força. Somos nós que faremos nosso destino e ele não nos faz sofrer, se não quisermos.

Paulo Cezar de Almeida é doutor em ciências, biomédico, pesquisador, gestor em saúde e educação superior.

PALAVRA DO LEITOR

Prevenção
Baseada em reportagens desse Diário: 1 – governadores e prefeitos têm autonomia nas ações preventivas da pandemia. 2 – o epicentro no Brasil é o Estado de São Paulo e o epicentro estadual é a Região Metropolitana. 3 – o número de doentes aumentou. 4 – o número de mortes aumentou. 5 – os problemas funerários também. Então, ficar em casa e usar máscara se precisar sair à rua. Precisa desenhar?
Márcia Perecin
São Bernardo

Solidariedade
Lastimo o infausto que consternou a família do diademense Pedro Almeida, que, para aumentar a dor lancinante da perda de ente querido, não teve o direito de externar, publicamente, o passamento, reunindo entes queridos e amigos da finada para o adeus (Muito triste!, dia 16). Muita força à família enlutada.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Fique em casa!
Para quem ainda não entendeu e insiste em quebrar a quarentena, saindo de casa, passeando, querendo trabalhar, seguindo recomendações do tosco do presidente: ou a população permanece em casa, confinada, e conseguimos diminuir a curva do contágio do novo coronavírus – e, assim, o sistema de saúde suporta atender a todos, com morte de muito menos gente, com a economia entrando em colapso –, ou a população vai às ruas, volta a trabalhar, a economia gira um pouquinho, a pandemia da Covid-19 explode, o sistema de saúde não suporta e milhares de pessoas morrem, fazendo a economia entrar em colapso. Entendeu, ou quer que desenha?
Lucas Bentanai
São Caetano

Nós, os artistas
Que me desculpem os fãs, mas está insuportável a quantidade de lives de cantores sertanejos, tanto as duplas como os que têm carreira solo. Por que, ao invés de lives, não fazem doações que possam auxiliar de alguma forma na briga para acabar como o coronavírus? A maioria deles é multimilionária, sempre exibindo mansões, carrões, iates, jatinhos, grandiosas festas. Será que acham que estão fazendo caridade com essas lives? É deprimente ter de ficar em casa vendo TV, que – parece de propósito – não tem nada de bom. Imagina ver TV e se deparar com lives de sertanejos! Ademais, acho que deveríamos parar de chamá-los de ‘artistas’. Artistas somos nós, que fazemos mágica, malabarismo, contorcionismo, dançamos, cantamos para esquecer problemas financeiros e damos shows ao fim do mês por termos conseguido sobreviver. Se depender de mim, esses ‘artistas’ continuarão para sempre cantando sem plateia. E não me venham os fanáticos dizer que é só mudar de canal, porque eles estão em todo lugar.
Gudrian Halász
São Bernardo

Uns 70%
Muito boa a iniciativa da Prefeitura de São Bernardo de cortar parte do salário de comissionados (Política, dia . Tomara que esse dinheiro seja realmente utilizado na saúde, no combate ao novo coronavírus. Agora, façamos as contas de quanto economizaria a região como um todo se vereadores das sete cidades tivessem salários cortados em porcentagem bem superior, algo em torno de 70%, já que ganham muito e devem ter milionárias quantias guardadas, belíssimos pés de meia. Basta mudar a lei que diz que alterações nos salários valem para a próxima legislatura. Excepcionalmente, por causa da pandemia. Evidentemente que eles não iriam se opor, haja vista que são altamente comprometidos, preocupados com o bem-estar da população, engajados, bem-intencionados, trabalhadores. Ou será que iriam se opor?
Everton Roberto Ribeiro
Mauá

Salve vidas!
Em relação à reportagem neste Diário (Setecidades, dia 16), que tal a CBF (Confederação Paulista de Futebol) parar de se preocupar com reinício dos estaduais e, ao invés de gastar mais milhões (ou bilhões?) de reais com torneios, direcionar dinheiro para ajudar no combate à pandemia da Covid-19? Do que vai adiantar campeões estaduais se não haverá comemorações e sim lamentações pelas mortes? É melhor ajudar a sarar o povo para que, em futuro próximo, possamos ter de volta o público nos estádios. Imaginem o constrangimento de ter de ver em um canal de TV partida de futebol e, em outro, enterro coletivo de mortos pela doença. CBF, por favor, dê o título aos melhores até a paralisação e mire forças em acabar com o coronavírus. Salve vidas. Futebol a gente vê depois, de preferência nos estádios, e com saúde.
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