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Doação de salário causa mal-estar em Câmaras do Grande ABC


Daniel Tossato

18/04/2020 | 00:41


Em meio à pandemia do novo coronavírus, câmaras do Grande ABC atravessam situação de mal-estar pela falta de consenso entre os vereadores sobre ações efetivas que visem auxílio emergencial no combate à Covid-19 na região. Doações de parte dos salários de agentes públicos em algumas das sete cidades criaram ‘saia justa’. Parlamentares enfrentam pressão da sociedade, por meio das redes sociais, que cobra medidas práticas.

Em São Bernardo, por exemplo, que tem a maior Câmara do Grande ABC, os vereadores não delimitaram procedimento específico em relação ao episódio e decidiram que cada parlamentar vai realizar doação, caso desejar, de forma individual. Segundo o presidente da casa, Juarez Tudo Azul (PSDB), “muitos colegas” já realizam e intensificaram doações a entidades de caridade neste período de quarentena. O Legislativo são-bernardense sequer decidiu se fará antecipação do valor de devolução do duodécimo não utilizado à Prefeitura.

Na Câmara de Mauá, projeto de lei apresentado pelo vereador oposicionista Adelto Cachorrão (Republicanos) causou polêmica entre os colegas. Cachorrão protocolou proposta que prevê corte dos vencimentos dos integrantes do Executivo, de cargos comissionados e dos próprios vereadores pela metade para ajudar nas despesas contra a pandemia. O caso provocou irritação. O documento pode ser apreciado pela casa somente no retorno das sessões ordinárias, previsto para o fim deste mês.

Já em Ribeirão Pires, após vereadores – em sua maioria de oposição – formalizarem ofício que trata de corte salarial do Executivo e do Legislativo, o prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) desafiou os parlamentares a depositarem metade do subsídio no Fundo Municipal de Solidariedade. Não houve resposta oficial.

Vereadores da Câmara de Santo André também não entraram em concordância e somente parte dos parlamentares concordaram em reduzir parcela dos vencimentos para destinar no combate ao coronavírus na cidade. A mesa formalizou a antecipação de restituição da sobra, no valor de R$ 1,5 milhão.

Em primeiro passo, o Legislativo de São Caetano oficializou adiantamento de parte do duodécimo – cerca de R$ 3 milhões – ao Palácio da Cerâmica. Após essa medida, a ala governista firmou promessa de doar metade do salário líquido. Os parlamentares de oposição, por sua vez, decidiram usar 50% dos subsídios para comprar materiais, como álcool em gel, luvas e máscaras para distribuir entre os GCM (Guardas-Civis Municipais), PM (Polícia Militar) e pessoas que realizam limpeza urbana. 



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