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Lauro recicla promessa e converte Lucy Montoro em hospital de campanha

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem equipamento do Estado, prefeito de Diadema fala em transformar espaço ocioso em unidade para atendimento de pacientes de Covid-19


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

15/04/2020 | 00:01


Diante de atraso para tirar do papel promessa que se arrasta há sete anos e frente ao avanço da pandemia do novo coronavírus, o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), decidiu reciclar projeto antigo de instalação da Rede Lucy Montoro na cidade e converter o equipamento em hospital de campanha para atender futuros pacientes de Covid-19.

Nas redes sociais, na sexta-feira, o verde anunciou que pretende ceder o segundo andar do Quarteirão da Saúde, complexo hospitalar localizado no Centro, para montagem de leitos hospitalares para atender possíveis vítimas da pandemia no município. O novo compromisso do verde também transfere ao governo do Estado, responsável pela Lucy Montoro, o custeio do hospital de campanha.

Segundo Lauro, o espaço, de 2.000 metros quadrados, abrigaria 103 leitos, incluindo UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e seria bancado pelo próprio Palácio dos Bandeirantes, que prometeu levar à cidade o equipamento de atendimento a pacientes com deficiência e mobilidade reduzida ainda em 2013.
A área segue completamente ociosa e até hoje ainda não recebeu a Rede Lucy Montoro, embora a unidade tenha sido oficialmente inaugurada há dois anos pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e prometida pelo próprio prefeito em 2016, durante a disputa pela reeleição. “Lá no Quarteirão da Saúde seria o nosso hospital de campanha, afinal não precisamos fazer hospital em praça ou em estádio de futebol. Se temos um espaço novo e que pode ser usado para isso, por que não utilizá-lo?”, declarou o verde, no Facebook.

Lauro destacou que enviou o pleito à secretaria estadual de Saúde. O pedido foi reforçado pelo deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), que tem base eleitoral na cidade, por meio de ofício à pasta. Ao Diário, o governo verde informou que ainda não recebeu resposta do governo paulista. A administração assegurou que a instalação do hospital de campanha não prejudicará a futura Rede Lucy Montoro na cidade, “dado que o hospital de campanha sempre tem um período de utilização”. “Ao realizar essa solicitação, o município prioriza o interesse público neste momento, considerando a calamidade decretada e reconhecida mundialmente”, disse o Paço, por nota. Questionado sobre os motivos de a Rede Lucy Montoro ainda não ter aberto as portas, o governo Lauro alegou que essa resposta tem de ser dada pelo governo do Estado.

A secretaria estadual de Saúde, por sua vez, sustentou que a unidade de reabilitação em Diadema “está pronta”, que a FUABC (Fundação do ABC) foi contratada para gerir o equipamento, mas que a data de abertura “foi revista” devido à pandemia. A pasta, contudo, não deu novo prazo para instalação da Lucy Montoro nem confirmou se atenderá o pedido para custear o hospital de campanha no local. 



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Lauro recicla promessa e converte Lucy Montoro em hospital de campanha

Sem equipamento do Estado, prefeito de Diadema fala em transformar espaço ocioso em unidade para atendimento de pacientes de Covid-19

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

15/04/2020 | 00:01


Diante de atraso para tirar do papel promessa que se arrasta há sete anos e frente ao avanço da pandemia do novo coronavírus, o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), decidiu reciclar projeto antigo de instalação da Rede Lucy Montoro na cidade e converter o equipamento em hospital de campanha para atender futuros pacientes de Covid-19.

Nas redes sociais, na sexta-feira, o verde anunciou que pretende ceder o segundo andar do Quarteirão da Saúde, complexo hospitalar localizado no Centro, para montagem de leitos hospitalares para atender possíveis vítimas da pandemia no município. O novo compromisso do verde também transfere ao governo do Estado, responsável pela Lucy Montoro, o custeio do hospital de campanha.

Segundo Lauro, o espaço, de 2.000 metros quadrados, abrigaria 103 leitos, incluindo UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e seria bancado pelo próprio Palácio dos Bandeirantes, que prometeu levar à cidade o equipamento de atendimento a pacientes com deficiência e mobilidade reduzida ainda em 2013.
A área segue completamente ociosa e até hoje ainda não recebeu a Rede Lucy Montoro, embora a unidade tenha sido oficialmente inaugurada há dois anos pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e prometida pelo próprio prefeito em 2016, durante a disputa pela reeleição. “Lá no Quarteirão da Saúde seria o nosso hospital de campanha, afinal não precisamos fazer hospital em praça ou em estádio de futebol. Se temos um espaço novo e que pode ser usado para isso, por que não utilizá-lo?”, declarou o verde, no Facebook.

Lauro destacou que enviou o pleito à secretaria estadual de Saúde. O pedido foi reforçado pelo deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), que tem base eleitoral na cidade, por meio de ofício à pasta. Ao Diário, o governo verde informou que ainda não recebeu resposta do governo paulista. A administração assegurou que a instalação do hospital de campanha não prejudicará a futura Rede Lucy Montoro na cidade, “dado que o hospital de campanha sempre tem um período de utilização”. “Ao realizar essa solicitação, o município prioriza o interesse público neste momento, considerando a calamidade decretada e reconhecida mundialmente”, disse o Paço, por nota. Questionado sobre os motivos de a Rede Lucy Montoro ainda não ter aberto as portas, o governo Lauro alegou que essa resposta tem de ser dada pelo governo do Estado.

A secretaria estadual de Saúde, por sua vez, sustentou que a unidade de reabilitação em Diadema “está pronta”, que a FUABC (Fundação do ABC) foi contratada para gerir o equipamento, mas que a data de abertura “foi revista” devido à pandemia. A pasta, contudo, não deu novo prazo para instalação da Lucy Montoro nem confirmou se atenderá o pedido para custear o hospital de campanha no local. 

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