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Sem heróis políticos na guerra contra vírus


Fabio Martins

14/04/2020 | 00:01


Diante da pandemia de coronavírus no Grande ABC – no País e ao redor do mundo –, tem ficado evidente que não haverá heróis políticos nesta guerra contra o inimigo invisível, período que pode durar mais do que se esperava. Não há dúvida da necessidade da quarentena para minimizar os impactos da Covid-19, assim como, obviamente, esse isolamento social resultará em efeitos perversos à economia. O problema é que em terras tupiniquins a crise sanitária virou briga ideológica, que somente aumenta a tensão já em momento delicado e intensifica a atual polarização odiosa. Em live, o prefeito Paulo Serra (PSDB), de Santo André, falou que não irá julgar as posturas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do governador João Doria (PSDB), principais alvos nas redes sociais. “Ele (presidente) erra quando vai para manifestação, mas acerta quando fala da cloroquina e se preocupa com o emprego. E o governador acerta em se preocupar com as pessoas, mandar cesta básica às escolas, e erra, ao meu ver, quando fala que vai colocar polícia para prender quem está andando na rua. (Essa) Discussão não leva a lugar algum.”  

Licitações

 O Paço de Santo André suspendeu temporariamente, por decreto, de número 17.336, do prefeito Paulo Serra (PSDB), os prazos de natureza administrativa no âmbito do Poder Executivo como plano de enfrentamento à pandemia, aplicando-se, inclusive, a processos de licitação, dispensa ou inexigibilidade dispostos na Lei Federal 8.666/93, salvo os considerados de urgência – em 23 de março, o tucano decretou estado de calamidade pública na cidade. O governo tucano pontuou que a publicação paralisa todas as sessões públicas de certame, visando proteger a saúde e integridade física dos servidores, bem como das pessoas representantes das empresas que participariam do processo. Cita, ainda, que referida decisão não envolve o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Pesquisa via telefone

 Pesquisa eleitoral via telefone foi realizada neste fim de semana em São Caetano. A gravação não indica quem contratou o levantamento, que inicia questionando se o munícipe já escolheu candidato a prefeito para a eleição de outubro. Na sequência, indaga como o morador enxerga a atuação do governo José Auricchio Júnior (PSDB) no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Em outro ponto da sondagem, pergunta sobre avaliação da administração de Jair Bolsonaro (sem partido) à frente do Planalto. Por último, o estudo elenca nome de possíveis prefeituráveis, entre Auricchio, Fabio Palacio (PSD), Paulo Pinheiro (DEM), Thiago Tortorello (PRTB), Mário Bohn (Novo) e João Moraes (PT). Os dados da pesquisa, contudo, não aparecem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 No mesmo corredor

 Vice-prefeito de São Caetano, Beto Vidoski (PSDB) deixou, no começo deste mês, o comando da secretaria municipal de Esportes. Não que o tucano tenha acumulado problemas no setor, mas sim por força da legislação eleitoral, que exige saída do posto com seis meses de antecedência ao pleito. Tanto que indicou aliado à gerência da pasta. O curioso é que o gabinete do número dois do Paço fica no quarto andar do imóvel da antiga Prefeitura, na Avenida Goiás, número 600. Após sair de espaço na Rua Alegre, o endereço onde está instalada a secretaria é o mesmo, inclusive, em relação ao andar. Isto é, ele se desincompatibilizou do cargo, mas continua no mesmo corredor.

 Sob aplausos

 O prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, publicou, em suas redes sociais, o retorno ontem ao expediente no Paço, depois de período internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e cura da Covid-19 – foram 18 dias entre o diagnóstico positivo, em 25 de março, e o anúncio da superação da doença, no domingo. Na gravação, o tucano aparece na entrada do prédio e é aplaudido por funcionários. “Obrigado por tudo, pela torcida, pelas orações. Vamos voltar a trabalhar. Cuidar (da cidade) porque o povo (de São Bernardo) vai precisa muito. E vocês vão ter que aguentar mais um pouquinho”, brincou. A maioria dos servidores estava de máscara cirúrgica no local. 



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Sem heróis políticos na guerra contra vírus

Fabio Martins

14/04/2020 | 00:01


Diante da pandemia de coronavírus no Grande ABC – no País e ao redor do mundo –, tem ficado evidente que não haverá heróis políticos nesta guerra contra o inimigo invisível, período que pode durar mais do que se esperava. Não há dúvida da necessidade da quarentena para minimizar os impactos da Covid-19, assim como, obviamente, esse isolamento social resultará em efeitos perversos à economia. O problema é que em terras tupiniquins a crise sanitária virou briga ideológica, que somente aumenta a tensão já em momento delicado e intensifica a atual polarização odiosa. Em live, o prefeito Paulo Serra (PSDB), de Santo André, falou que não irá julgar as posturas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do governador João Doria (PSDB), principais alvos nas redes sociais. “Ele (presidente) erra quando vai para manifestação, mas acerta quando fala da cloroquina e se preocupa com o emprego. E o governador acerta em se preocupar com as pessoas, mandar cesta básica às escolas, e erra, ao meu ver, quando fala que vai colocar polícia para prender quem está andando na rua. (Essa) Discussão não leva a lugar algum.”  

Licitações

 O Paço de Santo André suspendeu temporariamente, por decreto, de número 17.336, do prefeito Paulo Serra (PSDB), os prazos de natureza administrativa no âmbito do Poder Executivo como plano de enfrentamento à pandemia, aplicando-se, inclusive, a processos de licitação, dispensa ou inexigibilidade dispostos na Lei Federal 8.666/93, salvo os considerados de urgência – em 23 de março, o tucano decretou estado de calamidade pública na cidade. O governo tucano pontuou que a publicação paralisa todas as sessões públicas de certame, visando proteger a saúde e integridade física dos servidores, bem como das pessoas representantes das empresas que participariam do processo. Cita, ainda, que referida decisão não envolve o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Pesquisa via telefone

 Pesquisa eleitoral via telefone foi realizada neste fim de semana em São Caetano. A gravação não indica quem contratou o levantamento, que inicia questionando se o munícipe já escolheu candidato a prefeito para a eleição de outubro. Na sequência, indaga como o morador enxerga a atuação do governo José Auricchio Júnior (PSDB) no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Em outro ponto da sondagem, pergunta sobre avaliação da administração de Jair Bolsonaro (sem partido) à frente do Planalto. Por último, o estudo elenca nome de possíveis prefeituráveis, entre Auricchio, Fabio Palacio (PSD), Paulo Pinheiro (DEM), Thiago Tortorello (PRTB), Mário Bohn (Novo) e João Moraes (PT). Os dados da pesquisa, contudo, não aparecem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 No mesmo corredor

 Vice-prefeito de São Caetano, Beto Vidoski (PSDB) deixou, no começo deste mês, o comando da secretaria municipal de Esportes. Não que o tucano tenha acumulado problemas no setor, mas sim por força da legislação eleitoral, que exige saída do posto com seis meses de antecedência ao pleito. Tanto que indicou aliado à gerência da pasta. O curioso é que o gabinete do número dois do Paço fica no quarto andar do imóvel da antiga Prefeitura, na Avenida Goiás, número 600. Após sair de espaço na Rua Alegre, o endereço onde está instalada a secretaria é o mesmo, inclusive, em relação ao andar. Isto é, ele se desincompatibilizou do cargo, mas continua no mesmo corredor.

 Sob aplausos

 O prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, publicou, em suas redes sociais, o retorno ontem ao expediente no Paço, depois de período internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e cura da Covid-19 – foram 18 dias entre o diagnóstico positivo, em 25 de março, e o anúncio da superação da doença, no domingo. Na gravação, o tucano aparece na entrada do prédio e é aplaudido por funcionários. “Obrigado por tudo, pela torcida, pelas orações. Vamos voltar a trabalhar. Cuidar (da cidade) porque o povo (de São Bernardo) vai precisa muito. E vocês vão ter que aguentar mais um pouquinho”, brincou. A maioria dos servidores estava de máscara cirúrgica no local. 

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