Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 24 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Dólar volta a subir após quatro quedas consecutivas e fecha em R$ 5,18

Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


13/04/2020 | 18:24


Em uma segunda-feira de baixo volume de negócios, o dólar voltou a subir, após ceder 4,3% na semana passada, em quatro sessões seguidas de baixa. Em dia de feriado na Europa e aumento da aversão a ativos de risco nos Estados Unidos, com investidores realizando ganhos recentes em pregão marcado por aumento da cautela, o dólar chegou a superar os R$ 5,20, levando o Banco Central a intervir novamente no mercado, injetando US$ 500 milhões por meio de contratos de swap (venda de dólar no mercado futuro). Na parte da tarde, o ritmo de alta perdeu um pouco de fôlego, mas a moeda americana ainda terminou com ganho de 1,75%, a R$ 5,1833.

O dia foi ruim para moedas emergentes no exterior, mas operadores também ressaltam que pesou um pouco o cenário político local, com a continuidade da relação complicada entre o Governo e o Congresso e entre o Planalto e o ministério da Saúde.

Um gestor ressalta que preocupações com aumento de gastos públicos e dúvidas sobre o pacote de ajuda a Estados e municípios também tiveram influência, tanto que o real foi uma das divisas com pior desempenho nesta segunda no mercado internacional, junto com a lira turca e o peso mexicano. Na tarde desta segunda-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o pacote de socorro terá alguns limites para evitar total descontrole fiscal.

"Há um sentimento de forte incerteza no exterior, refletindo a pandemia do coronavírus", afirma o diretor da Mirae Asset, Pablo Spyer. Ele destaca que agora começa a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e será possível ver os primeiros impactos da crise nas operações e finanças das empresas. O clima é de pessimismo com os números trimestrais, acrescenta ele. Com isso, o dólar caiu ante divisas emergentes de forma generalizada.

O economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, destaca que o mercado financeiro começa a oitava semana de muita volatilidade nos ativos. "As razões para este ambiente são as mesmas. Há muitas dúvidas sobre a dinâmica da pandemia no mundo. Investidores estão muito cautelosos sobre a intensidade da contração mundial", afirma em um áudio a clientes do banco. O reflexo é aversão a risco em alta, pressionando o dólar no mundo e no Brasil, destaca ele.

O Peterson Institute for International Economics (PIIE), centro de pesquisas e estudos de Washington, prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve encolher 6% em 2020 por causa da pandemia. A economia mundial deve ter contração de 3,4% e a dos Estados Unidos, cair 8%. "A pandemia está levando o mundo para uma recessão que é muito mais profunda que a registrada após a crise financeira mundial (de 2008)", ressalta a economista da instituição e da universidade de Harvard, Karen Dynan.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Dólar volta a subir após quatro quedas consecutivas e fecha em R$ 5,18


13/04/2020 | 18:24


Em uma segunda-feira de baixo volume de negócios, o dólar voltou a subir, após ceder 4,3% na semana passada, em quatro sessões seguidas de baixa. Em dia de feriado na Europa e aumento da aversão a ativos de risco nos Estados Unidos, com investidores realizando ganhos recentes em pregão marcado por aumento da cautela, o dólar chegou a superar os R$ 5,20, levando o Banco Central a intervir novamente no mercado, injetando US$ 500 milhões por meio de contratos de swap (venda de dólar no mercado futuro). Na parte da tarde, o ritmo de alta perdeu um pouco de fôlego, mas a moeda americana ainda terminou com ganho de 1,75%, a R$ 5,1833.

O dia foi ruim para moedas emergentes no exterior, mas operadores também ressaltam que pesou um pouco o cenário político local, com a continuidade da relação complicada entre o Governo e o Congresso e entre o Planalto e o ministério da Saúde.

Um gestor ressalta que preocupações com aumento de gastos públicos e dúvidas sobre o pacote de ajuda a Estados e municípios também tiveram influência, tanto que o real foi uma das divisas com pior desempenho nesta segunda no mercado internacional, junto com a lira turca e o peso mexicano. Na tarde desta segunda-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o pacote de socorro terá alguns limites para evitar total descontrole fiscal.

"Há um sentimento de forte incerteza no exterior, refletindo a pandemia do coronavírus", afirma o diretor da Mirae Asset, Pablo Spyer. Ele destaca que agora começa a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e será possível ver os primeiros impactos da crise nas operações e finanças das empresas. O clima é de pessimismo com os números trimestrais, acrescenta ele. Com isso, o dólar caiu ante divisas emergentes de forma generalizada.

O economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, destaca que o mercado financeiro começa a oitava semana de muita volatilidade nos ativos. "As razões para este ambiente são as mesmas. Há muitas dúvidas sobre a dinâmica da pandemia no mundo. Investidores estão muito cautelosos sobre a intensidade da contração mundial", afirma em um áudio a clientes do banco. O reflexo é aversão a risco em alta, pressionando o dólar no mundo e no Brasil, destaca ele.

O Peterson Institute for International Economics (PIIE), centro de pesquisas e estudos de Washington, prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve encolher 6% em 2020 por causa da pandemia. A economia mundial deve ter contração de 3,4% e a dos Estados Unidos, cair 8%. "A pandemia está levando o mundo para uma recessão que é muito mais profunda que a registrada após a crise financeira mundial (de 2008)", ressalta a economista da instituição e da universidade de Harvard, Karen Dynan.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;