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Brasil supera 1.000 mortes por Covid-19

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ministério da Saúde informa que 77% dos 1.056 óbitos eram de
pacientes com mais de 60 anos; especialista fala sobre os números


Dérek Bittencourt
Marcela Ibelli
Do Diário do Grande ABC

10/04/2020 | 23:45


O Brasil ultrapassou ontem a marca de 1.000 mortes por Covid-19. Balanços do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais mostram que o País já tem 1.056 vítimas fatais pelo novo coronavírus, número alcançado no mesmo dia em que o mundo superou os 100 mil óbitos (leia mais ao lado). Os órgãos divulgaram ainda que os 26 Estados mais o Distrito Federal registram 19.638 pessoas infectadas que testaram positivo para a doença. A taxa de letalidade – razão entre casos confirmados e mortes –, chegou a 5,4%. Ainda segundo dados do ministério, “dos 1.056 óbitos confirmados, 77% ocorreram em pessoas com mais de 60 anos, e 74% do total das vítimas apresentavam pelo menos um fator de risco”.

De acordo com o infectologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Fabio Leal, a marca é importante, mas o Brasil vem tendo cenário diferente de outros países. “Realmente 1.000 óbitos é número emblemático, mas, mais importante é a progressão, a velocidade com que se chega a um número tão alto. Comparando a curva brasileira de mortes com a de outros países, a gente percebe aceleração menos intensa do que Estados Unidos, Alemanha, Itália e Espanha, que tiveram número muito maior, progressão muito maior de óbitos no início da epidemia quando aconteceu lá”, explicou.

Segundo ele, há dois motivos para isso. “Não seria surpresa se a gente percebesse que no Brasil tem subnotificação, ou seja, menos casos confirmados do que realmente apresenta, justamente por ter menor capacidade de testagem. Ou então é porque realmente as medidas de distanciamento social estabelecidas nos principais focos da epidemia no Brasil estão surtindo efeito após mais de duas semanas e conseguiu diminuir a velocidade desses óbitos por coronavírus. Acredito que possa ser combinação dos dois fatores.”

NA REGIÃO
Exceções feitas a Ribeirão Pires e São Caetano, que – juntas – informaram 15 novos casos confirmados, as prefeituras do Grande ABC não atualizaram ontem os boletins epidemiológicos. Até quinta-feira, a região tinha 29 mortos, 362 confirmados e 3.067 suspeitos, entre eles o cabo Jailton, policial militar que trabalha na sétima companhia do 6º batalhão de São Bernardo, no bairro Nova Petrópolis. Ele está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Clínicas. Segundo o comandante da PM (Polícia Militar) na região, coronel Renato Nery Machado, o estado de saúde do cabo é “estável”. Ele ainda afirmou que este é o único PM na região com suspeita da doença.

Vítimas fatais já são mais de 100 mil no mundo

Depois de 101 dias – o equivalente a 14 semanas e meia – desde o registro do primeiro caso da Covid-19 na China, em 31 de dezembro de 2019, o mundo ultrapassou ontem a marca de 100 mil mortos pela doença. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros órgãos, são 102.136 vítimas fatais do novo coronavírus, número este que está incluso no registro de 1.684.833 casos confirmados – entre eles estão 375.499 pacientes recuperados.

A Itália assumiu o primeiro lugar em óbitos, deixando os Estados Unidos para trás no ranking. Apesar de terem quase quatro vezes menos casos confirmados (147.577 contra 502.513), os italianos contabilizam 18.849 mortes, enquanto os norte-americanos registram 18.631 vítimas fatais – 7.844 em Nova York.

Segundo o infectologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Fabio Leal, países como Estados Unidos, Itália e Espanha têm seus sistemas de saúde sobrecarregados, o que acaba impactando nos números. Em um comparativo com o Brasil, o especialista reiterou as medidas adotadas pelo governo federal.

“O sistema de saúde brasileiro não está tendo situação semelhante ao que se vê nos Estados Unidos, Espanha e Itália, o que é bom sinal, porque a gente poderia já estar vivendo essa situação”, alertou o profissional. “O que reforça a importância da manutenção do distanciamento social, porque senão corremos risco de perder todo o resultado que se obteve até aqui. Além disso, a gente precisa de testagem para realmente considerar a possibilidade de modificação desse distanciamento social. Porque, mais importante de tudo, é que a gente consiga controlar precocemente a evolução de epidemia identificando esses casos novos da doença e não só testando quem já está internado no hospital ou casos graves”, completou.



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Brasil supera 1.000 mortes por Covid-19

Ministério da Saúde informa que 77% dos 1.056 óbitos eram de
pacientes com mais de 60 anos; especialista fala sobre os números

Dérek Bittencourt
Marcela Ibelli
Do Diário do Grande ABC

10/04/2020 | 23:45


O Brasil ultrapassou ontem a marca de 1.000 mortes por Covid-19. Balanços do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais mostram que o País já tem 1.056 vítimas fatais pelo novo coronavírus, número alcançado no mesmo dia em que o mundo superou os 100 mil óbitos (leia mais ao lado). Os órgãos divulgaram ainda que os 26 Estados mais o Distrito Federal registram 19.638 pessoas infectadas que testaram positivo para a doença. A taxa de letalidade – razão entre casos confirmados e mortes –, chegou a 5,4%. Ainda segundo dados do ministério, “dos 1.056 óbitos confirmados, 77% ocorreram em pessoas com mais de 60 anos, e 74% do total das vítimas apresentavam pelo menos um fator de risco”.

De acordo com o infectologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Fabio Leal, a marca é importante, mas o Brasil vem tendo cenário diferente de outros países. “Realmente 1.000 óbitos é número emblemático, mas, mais importante é a progressão, a velocidade com que se chega a um número tão alto. Comparando a curva brasileira de mortes com a de outros países, a gente percebe aceleração menos intensa do que Estados Unidos, Alemanha, Itália e Espanha, que tiveram número muito maior, progressão muito maior de óbitos no início da epidemia quando aconteceu lá”, explicou.

Segundo ele, há dois motivos para isso. “Não seria surpresa se a gente percebesse que no Brasil tem subnotificação, ou seja, menos casos confirmados do que realmente apresenta, justamente por ter menor capacidade de testagem. Ou então é porque realmente as medidas de distanciamento social estabelecidas nos principais focos da epidemia no Brasil estão surtindo efeito após mais de duas semanas e conseguiu diminuir a velocidade desses óbitos por coronavírus. Acredito que possa ser combinação dos dois fatores.”

NA REGIÃO
Exceções feitas a Ribeirão Pires e São Caetano, que – juntas – informaram 15 novos casos confirmados, as prefeituras do Grande ABC não atualizaram ontem os boletins epidemiológicos. Até quinta-feira, a região tinha 29 mortos, 362 confirmados e 3.067 suspeitos, entre eles o cabo Jailton, policial militar que trabalha na sétima companhia do 6º batalhão de São Bernardo, no bairro Nova Petrópolis. Ele está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Clínicas. Segundo o comandante da PM (Polícia Militar) na região, coronel Renato Nery Machado, o estado de saúde do cabo é “estável”. Ele ainda afirmou que este é o único PM na região com suspeita da doença.

Vítimas fatais já são mais de 100 mil no mundo

Depois de 101 dias – o equivalente a 14 semanas e meia – desde o registro do primeiro caso da Covid-19 na China, em 31 de dezembro de 2019, o mundo ultrapassou ontem a marca de 100 mil mortos pela doença. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros órgãos, são 102.136 vítimas fatais do novo coronavírus, número este que está incluso no registro de 1.684.833 casos confirmados – entre eles estão 375.499 pacientes recuperados.

A Itália assumiu o primeiro lugar em óbitos, deixando os Estados Unidos para trás no ranking. Apesar de terem quase quatro vezes menos casos confirmados (147.577 contra 502.513), os italianos contabilizam 18.849 mortes, enquanto os norte-americanos registram 18.631 vítimas fatais – 7.844 em Nova York.

Segundo o infectologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Fabio Leal, países como Estados Unidos, Itália e Espanha têm seus sistemas de saúde sobrecarregados, o que acaba impactando nos números. Em um comparativo com o Brasil, o especialista reiterou as medidas adotadas pelo governo federal.

“O sistema de saúde brasileiro não está tendo situação semelhante ao que se vê nos Estados Unidos, Espanha e Itália, o que é bom sinal, porque a gente poderia já estar vivendo essa situação”, alertou o profissional. “O que reforça a importância da manutenção do distanciamento social, porque senão corremos risco de perder todo o resultado que se obteve até aqui. Além disso, a gente precisa de testagem para realmente considerar a possibilidade de modificação desse distanciamento social. Porque, mais importante de tudo, é que a gente consiga controlar precocemente a evolução de epidemia identificando esses casos novos da doença e não só testando quem já está internado no hospital ou casos graves”, completou.

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