Fechar
Publicidade

Domingo, 31 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

No Grande ABC, venda de peixe para o feriado sobe até 37%

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Procura pela proteína para hoje foi impactada pelo fechamento de restaurantes durante a quarentena; Craisa estima redução de 20%


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

10/04/2020 | 00:01


 A venda de peixes em geral subiu até 37% no varejo da região ante 2019, uma vez que a quarentena instaurada em razão do novo coronavírus proíbe a abertura de restaurantes nesta Sexta-feira Santa. Enquanto a busca por pescados frescos chegou a formar fila em mercados ontem, o aumento de aproximadamente 20% no preço, segundo a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), fez os consumidores desistirem do bacalhau.

O maior percentual foi registrado pela Coop – Cooperativa de Consumo, que possui 24 unidades no Grande ABC. Além do fechamento temporário de restaurantes, o aumento é atribuído às “boas negociações com fornecedores”, que deixaram o valor dos pescados mais atrativos, e o incremento da variedade oferecida pelas lojas.

Na Ramos Frutos do Mar, em Santo André, a procura aumentou pelo menos 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, a expectativa é que o percentual cresça hoje com as compras de última hora. “Ninguém sabe o dia de amanhã, então as pessoas estão buscando os peixes com o melhor custo-benefício para não comprometer a renda”, observou o proprietário Carlos Ramos. No local, a sardinha (R$ 12 o quilo) e o cação (R$ 34 o quilo) estão entre os mais procurados.

Também contando que as vendas de hoje incrementem o percentual, o Nagumo da Vila Alzira, em Santo André, já obteve aumento de 5% nas vendas de peixes frescos neste ano em relação à Semana Santa de 2019. “O bacalhau não está sendo tão procurado, acredito que seja porque, para evitar contaminação (pelo novo coronavírus), não deixamos eles expostos para cada cliente escolher o seu, está tudo embalado. As pessoas compram com as mãos e com os olhos”, assinalou o gerente Joel Avelino.

Por outro lado, a Craisa estima que a saída de bacalhau e pescados em geral deve cair 20%, impactada, principalmente, pelos clientes que desistiram de comprar o peixe salgado – a alta no preço ficou entre 15% e 20%, dependendo do tipo, por causa da alta do dólar registrada nos últimos meses. “Normalmente, ele (o bacalhau) já fica mais caro nesta época do ano e aumentou ainda mais agora, porém, a procura pelos peixes frescos está maior”, afirmou Reinaldo Messias, superintendente do comércio.

Todos os anos, a auxiliar administrativa andreense Rosângela Alves, 50 anos, compra o bacalhau para ela e a família consumirem na Sexta-feira Santa. “Comprei a parte mais barata (do peixe) e paguei R$ 35,90 o quilo, o que eu realmente queria, de melhor qualidade, não tive condições de comprar porque estava custando pelo menos R$ 120”, relatou. Ela cogitou optar por outros tipos de pescados, no entanto, quando viu a fila no supermercado, preferiu evitar a aglomeração.

O Diário procurou o GPA (Grupo Pão de Açúcar), responsável pelas unidades do Extra e do Pão de Açúcar, e o Grupo BIG, que afirmaram não fazer projeções. O Carrefour e a Apas (Associação Paulista de Supermercados) não retornaram.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

No Grande ABC, venda de peixe para o feriado sobe até 37%

Procura pela proteína para hoje foi impactada pelo fechamento de restaurantes durante a quarentena; Craisa estima redução de 20%

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

10/04/2020 | 00:01


 A venda de peixes em geral subiu até 37% no varejo da região ante 2019, uma vez que a quarentena instaurada em razão do novo coronavírus proíbe a abertura de restaurantes nesta Sexta-feira Santa. Enquanto a busca por pescados frescos chegou a formar fila em mercados ontem, o aumento de aproximadamente 20% no preço, segundo a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), fez os consumidores desistirem do bacalhau.

O maior percentual foi registrado pela Coop – Cooperativa de Consumo, que possui 24 unidades no Grande ABC. Além do fechamento temporário de restaurantes, o aumento é atribuído às “boas negociações com fornecedores”, que deixaram o valor dos pescados mais atrativos, e o incremento da variedade oferecida pelas lojas.

Na Ramos Frutos do Mar, em Santo André, a procura aumentou pelo menos 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, a expectativa é que o percentual cresça hoje com as compras de última hora. “Ninguém sabe o dia de amanhã, então as pessoas estão buscando os peixes com o melhor custo-benefício para não comprometer a renda”, observou o proprietário Carlos Ramos. No local, a sardinha (R$ 12 o quilo) e o cação (R$ 34 o quilo) estão entre os mais procurados.

Também contando que as vendas de hoje incrementem o percentual, o Nagumo da Vila Alzira, em Santo André, já obteve aumento de 5% nas vendas de peixes frescos neste ano em relação à Semana Santa de 2019. “O bacalhau não está sendo tão procurado, acredito que seja porque, para evitar contaminação (pelo novo coronavírus), não deixamos eles expostos para cada cliente escolher o seu, está tudo embalado. As pessoas compram com as mãos e com os olhos”, assinalou o gerente Joel Avelino.

Por outro lado, a Craisa estima que a saída de bacalhau e pescados em geral deve cair 20%, impactada, principalmente, pelos clientes que desistiram de comprar o peixe salgado – a alta no preço ficou entre 15% e 20%, dependendo do tipo, por causa da alta do dólar registrada nos últimos meses. “Normalmente, ele (o bacalhau) já fica mais caro nesta época do ano e aumentou ainda mais agora, porém, a procura pelos peixes frescos está maior”, afirmou Reinaldo Messias, superintendente do comércio.

Todos os anos, a auxiliar administrativa andreense Rosângela Alves, 50 anos, compra o bacalhau para ela e a família consumirem na Sexta-feira Santa. “Comprei a parte mais barata (do peixe) e paguei R$ 35,90 o quilo, o que eu realmente queria, de melhor qualidade, não tive condições de comprar porque estava custando pelo menos R$ 120”, relatou. Ela cogitou optar por outros tipos de pescados, no entanto, quando viu a fila no supermercado, preferiu evitar a aglomeração.

O Diário procurou o GPA (Grupo Pão de Açúcar), responsável pelas unidades do Extra e do Pão de Açúcar, e o Grupo BIG, que afirmaram não fazer projeções. O Carrefour e a Apas (Associação Paulista de Supermercados) não retornaram.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;