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Partido de Lauro Michels, PV é esvaziado após janela partidária

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Brecha viabilizou desfiliação de cinco dos seis integrantes da bancada


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/04/2020 | 00:13


Brecha legal que permitiu a parlamentares mudarem de partido sem o risco de perderem seus mandatos, a janela partidária viabilizou o esvaziamento da bancada do PV em Diadema, partido do prefeito Lauro Michels. Dos seis parlamentares eleitos pela legenda no pleito de 2016, cinco desembarcaram em outras siglas rumo à disputa pela reeleição no pleito deste ano.

Albino Cardoso, Rodrigo Capel e Zé do Bloco deixaram o PV e se filiaram ao Cidadania, que também integra a base de apoio do governo na Câmara e que já contava com outros três parlamentares. Paulo Bezerra foi para o PSB, que já tinha dois representantes na casa.

Márcio Júnior, por sua vez, foi para o Podemos, partido do pai, o deputado estadual Márcio da Farmácia, que tem base eleitoral na cidade. A inclusão desse último partido no grupo governista nas eleições de outubro, porém, ainda é incerta. A sigla montou chapa de candidatos a vereador sem auxílio do governo e avalia a possibilidade de integrar o arco de alianças de outro candidato a prefeito. O único a permanecer na bancada do PV para disputar a reeleição foi Talabi Fahel.

HISTÓRICO
O PV ocupava papel de coadjuvante em Diadema até as eleições de 2012, quando abriu as portas para que Lauro, então vereador do PSDB, disputasse o Paço pela sigla. Além de ver o verde superar a hegemonia do PT no comando da Prefeitura diademense, o PV assistiu à sua bancada ampliar de uma para quatro cadeiras – na eleição anterior o partido havia emplacado apenas a eleição de Regina Gonçalves, hoje secretária de Habitação do governo verde.

No pleito de 2016, o PV aumentou ainda mais sua representatividade no Legislativo. Naquela disputa, o partido celebrou a reeleição de Lauro e teve bancada ampliada para seis representantes.

A debandada, porém, começou ainda às vésperas da corrida estadual de 2018, quando Lauro costurou a filiação de Márcio da Farmácia – então vice-prefeito pelo PV – ao Podemos para a pavimentação da vitoriosa candidatura a deputado. Curiosamente, Lauro é presidente do diretório do partido no município.

Escolhido de Lauro como candidato a sucessor, Márcio também disputaria o Paço fora do PV. Embora cogite patrocinar a candidatura de Regina, o governo também tem no radar o projeto do presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa, eleito pelo DEM.  



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Partido de Lauro Michels, PV é esvaziado após janela partidária

Brecha viabilizou desfiliação de cinco dos seis integrantes da bancada

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/04/2020 | 00:13


Brecha legal que permitiu a parlamentares mudarem de partido sem o risco de perderem seus mandatos, a janela partidária viabilizou o esvaziamento da bancada do PV em Diadema, partido do prefeito Lauro Michels. Dos seis parlamentares eleitos pela legenda no pleito de 2016, cinco desembarcaram em outras siglas rumo à disputa pela reeleição no pleito deste ano.

Albino Cardoso, Rodrigo Capel e Zé do Bloco deixaram o PV e se filiaram ao Cidadania, que também integra a base de apoio do governo na Câmara e que já contava com outros três parlamentares. Paulo Bezerra foi para o PSB, que já tinha dois representantes na casa.

Márcio Júnior, por sua vez, foi para o Podemos, partido do pai, o deputado estadual Márcio da Farmácia, que tem base eleitoral na cidade. A inclusão desse último partido no grupo governista nas eleições de outubro, porém, ainda é incerta. A sigla montou chapa de candidatos a vereador sem auxílio do governo e avalia a possibilidade de integrar o arco de alianças de outro candidato a prefeito. O único a permanecer na bancada do PV para disputar a reeleição foi Talabi Fahel.

HISTÓRICO
O PV ocupava papel de coadjuvante em Diadema até as eleições de 2012, quando abriu as portas para que Lauro, então vereador do PSDB, disputasse o Paço pela sigla. Além de ver o verde superar a hegemonia do PT no comando da Prefeitura diademense, o PV assistiu à sua bancada ampliar de uma para quatro cadeiras – na eleição anterior o partido havia emplacado apenas a eleição de Regina Gonçalves, hoje secretária de Habitação do governo verde.

No pleito de 2016, o PV aumentou ainda mais sua representatividade no Legislativo. Naquela disputa, o partido celebrou a reeleição de Lauro e teve bancada ampliada para seis representantes.

A debandada, porém, começou ainda às vésperas da corrida estadual de 2018, quando Lauro costurou a filiação de Márcio da Farmácia – então vice-prefeito pelo PV – ao Podemos para a pavimentação da vitoriosa candidatura a deputado. Curiosamente, Lauro é presidente do diretório do partido no município.

Escolhido de Lauro como candidato a sucessor, Márcio também disputaria o Paço fora do PV. Embora cogite patrocinar a candidatura de Regina, o governo também tem no radar o projeto do presidente da Câmara, Pretinho do Água Santa, eleito pelo DEM.  

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