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PSDB, Ecovias e Amador


Do Diário do Grande ABC

08/04/2020 | 23:59


As perigosas relações entre tucanos e grandes empresários do ramo de rodovias no Estado de São Paulo, ora realçadas pelo acordo de delação proposto pela Ecovias ao Ministério Público paulista, não são novidade. Leitores deste Diário sabem desde janeiro detalhes das investigações de irregularidades praticadas por homens de confiança de políticos do PSDB no comando da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem). Um dos personagens principais da história responde pelo nome de Delson José Amador, secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo da atual gestão, encabeçada por Orlando Morando.

Engenheiro de formação, Delson foi superintendente da Dersa e do DER nos governos de Geraldo Alckmin e de José Serra, cujas administrações são acusadas pela Ecovias de receber propina para permitir que cartel de empresas dividisse concessões das rodovias paulistas a seu bel-prazer. Em uma das duas investigações que recaem sobre o secretário são-bernardense, ele é suspeito de superfaturar desapropriação de terreno por onde passaria o Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, que, a propósito, corta o Grande ABC.

O dinheiro que a Ecovias desembolsou para que administrações tucanas fizessem vistas grossas às maracutaias praticadas por empresas nos programas de terceirização da malha rodoviária paulista teria sido utilizado, ainda de acordo com a delação feita pela concessionária, atual administradora do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), para irrigar, via caixa 2, campanhas eleitorais de políticos do PSDB. Ainda resta saber quem se locupletou do esquema ilegal.

Amador, pelos postos de destaque que ocupava nos governos tucanos quando o esquema de corrupção vigorava, certamente poderá contribuir bastante com o processo de investigação em curso no Ministério Público de São Paulo. Os novos tempos da política brasileira, com cidadãos cada vez mais cientes de seus direitos, impõem que fatos pretéritos sejam passados a limpo. A sociedade aguarda com expectativa os novos passos da investigação. 



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PSDB, Ecovias e Amador

Do Diário do Grande ABC

08/04/2020 | 23:59


As perigosas relações entre tucanos e grandes empresários do ramo de rodovias no Estado de São Paulo, ora realçadas pelo acordo de delação proposto pela Ecovias ao Ministério Público paulista, não são novidade. Leitores deste Diário sabem desde janeiro detalhes das investigações de irregularidades praticadas por homens de confiança de políticos do PSDB no comando da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem). Um dos personagens principais da história responde pelo nome de Delson José Amador, secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo da atual gestão, encabeçada por Orlando Morando.

Engenheiro de formação, Delson foi superintendente da Dersa e do DER nos governos de Geraldo Alckmin e de José Serra, cujas administrações são acusadas pela Ecovias de receber propina para permitir que cartel de empresas dividisse concessões das rodovias paulistas a seu bel-prazer. Em uma das duas investigações que recaem sobre o secretário são-bernardense, ele é suspeito de superfaturar desapropriação de terreno por onde passaria o Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, que, a propósito, corta o Grande ABC.

O dinheiro que a Ecovias desembolsou para que administrações tucanas fizessem vistas grossas às maracutaias praticadas por empresas nos programas de terceirização da malha rodoviária paulista teria sido utilizado, ainda de acordo com a delação feita pela concessionária, atual administradora do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), para irrigar, via caixa 2, campanhas eleitorais de políticos do PSDB. Ainda resta saber quem se locupletou do esquema ilegal.

Amador, pelos postos de destaque que ocupava nos governos tucanos quando o esquema de corrupção vigorava, certamente poderá contribuir bastante com o processo de investigação em curso no Ministério Público de São Paulo. Os novos tempos da política brasileira, com cidadãos cada vez mais cientes de seus direitos, impõem que fatos pretéritos sejam passados a limpo. A sociedade aguarda com expectativa os novos passos da investigação. 

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