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Manoel também ignora nova oposição

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

11/02/2011 | 07:17


"Como puderam se esquecer do principal opositor ao PT em Mauá?" O questionamento do vereador Manoel Lopes (DEM) é direcionado ao seu colega na Câmara Atila Jacomussi (PV) e ao ex-prefeiturável Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (ingressando no PTdoB), que não o citaram como integrante do movimento intitulado de "nova oposição", com vistas às eleições de 2012.

A missão de Atila e de Chiquinho é a de oferecer candidatura alternativa a prefeito, desgarrada de vínculo com os governos atual (Oswaldo Dias - PT) e passados (Leonel Damo e José Carlos Grecco). Até o início da semana, porém, a dupla não garantia a presença do democrata no grupo. A deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), excluída pelo verde, já havia ignorado o novo movimento, pregando união da oposição.

A frente tem como um de seus idealizadores Admir Jacomussi (PRP), pai de Atila. Ele exerceu sete mandatos consecutivos no Legislativo e foi secretário de Obras na última gestão de Leonel Damo (2005/2008).

São cotados para encorpar a costura de forças os vereadores Edimar da Reciclagem (presidente municipal do PSDB) e Alberto Justino Pereira, o Betão (PSB), hoje na sustentação a Oswaldo Dias, mas que é aliado histórico de Chiquinho.

 "Estranhei ter sido excluído. Sou oposição desde 1998", salienta Manoel Lopes. "Quando se fala em contrariedade ao PT em Mauá, se fala em Manoel, Atila, Vanessa, Chiquinho, Silvar (Silva Silveira-PV), Edgard Grecco (PDT) e Edimar. Gostaria que todos estivessem juntos", prega.

 

TRAJETÓRIA

Com cinco mandatos na Câmara, Manoel Lopes pautou sua linha de atuação na maior parte dos 18 anos na Casa como opositor ao governo. Foi assim nas outras duas gestões de Oswaldo Dias (1997 a 2004) e também no fim da última administração de Leonel Damo.

Em 2008, trocou a base governista para se opor ao ex-prefeito. À época, assumiu a culpa pela má administração de Damo, por tê-lo apoiado por dois anos.

 

Vereador não se comprometeu com o grupo em reuniões

 

A manifestação de Manoel Lopes sobre a nova oposição, movimento que pode rachar o bloco contrário à administração petista na eleição do ano que vem, surge após sentir-se incomodado com reportagem publicada pelo Diário na semana passada, que revelou a articulação para a formação do grupo.

O vereador, porém, mantém conversas com a família Jacomussi desde o fim de 2010 para costurar a aliança. Manoel foi chamado a participar da frente, mas não fechou compromisso com Admir, Atila ou Chiquinho, por avaliar que a divisão da oposição (o trio de um lado e Vanessa Damo do outro) poderia causar estragos às pretensões dos oposicionistas, como a vitória do PT no pleito.

Contudo, tende a ser bem recebido no movimento. "O Manoel é oposicionista de força. Será de utilidade para fortalecer o projeto de tirar Mauá do desastre administrativo do PT", opina Atila.

Manoel admite que conquistar a unidade da oposição é questão "delicada", por envolver "disputa por muito poder". Mesmo assim, almeja lançar, se houver consenso, o seu nome ou o da mulher, Angela Donatiello (ex-secretária de Educação de Mauá), para compor ou encabeçar chapa majoritária.



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