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Dólar à vista recua para R$ 5,1430, menor marca em duas semanas



08/04/2020 | 18:15


Acompanhando o movimento de busca por risco e a recomposição de portfólio no mercado internacional, o dólar teve sua terceira sessão consecutiva de queda, no menor nível desde 27 de março (R$ 5,1025). Encerrou o dia na marca dos R$ 5,1430, recuando 1,60% - maior porcentual de queda em relação ao visto frente a boa parte de moedas de emergentes que se valorizaram. Hoje, no exterior, as moedas mostraram comportamento misto ante a divisa americana.

De acordo com Fernando Bergallo, da FB Capital, na medida em que os investidores enxergam o fundo do poço da crise, existe um movimento natural de recomposição de carteiras, uma vez que, com o juro real negativo nos Estados Unidos, é preciso buscar mais rentabilidade. Dessa forma, a trajetória do dólar também espelhou o bom comportamento no mercado acionário global. "Está havendo uma assimetria forte do dólar com as bolsas, justamente indicando esse apetite por risco", ressalta.

Em relatório divulgado hoje, o IIF projeta que o fluxo de capital para emergentes vai desacelerar "consideravelmente" em 2020, como resultado do impacto causado pelo coronavírus. "Desde o início do ano, os emergentes experimentaram fuga de capital recorde, maior do que durante qualquer crise recente. Uma combinação do choque da Covid-19 com a queda nos preços do petróleo provocou fuga de cerca de US$ 83 bilhões somente em março", diz o relatório.

Do ponto de vista local, hoje pela manhã, as declarações do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, enfatizando que o BC pode atuar de maneira mais pesada, se assim for necessário, ajudaram na valorização da divisa doméstica. A venda à vista de dólares ao mercado financeiro no mês de março somou US$ 10,674 bilhões.

O pano de fundo para as variações, tanto para cima como para baixo no câmbio, segue sendo o noticiário com relação à evolução da pandemia do coronavírus no mundo. "Há uma inclinação maior a posições de risco porque a percepção de redução da pandemia existe, mesmo que a subnotificação ainda seja um problema enorme. Mas já é possível ver que, em 12 semanas, ocorre a curva da pandemia. Vimos isso na China e agora na Europa".

O Banco Central divulgou hoje que fluxo cambial da semana passada (de 30 de março a 3 de abril) ficou negativo em US$ 2,287 bilhões. E os bancos fecharam março com posição vendida no câmbio à vista de US$ 33,511 bilhões no mesmo período. No fim de fevereiro, essa posição estava vendida em US$ 38,912 bilhões.



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Dólar à vista recua para R$ 5,1430, menor marca em duas semanas


08/04/2020 | 18:15


Acompanhando o movimento de busca por risco e a recomposição de portfólio no mercado internacional, o dólar teve sua terceira sessão consecutiva de queda, no menor nível desde 27 de março (R$ 5,1025). Encerrou o dia na marca dos R$ 5,1430, recuando 1,60% - maior porcentual de queda em relação ao visto frente a boa parte de moedas de emergentes que se valorizaram. Hoje, no exterior, as moedas mostraram comportamento misto ante a divisa americana.

De acordo com Fernando Bergallo, da FB Capital, na medida em que os investidores enxergam o fundo do poço da crise, existe um movimento natural de recomposição de carteiras, uma vez que, com o juro real negativo nos Estados Unidos, é preciso buscar mais rentabilidade. Dessa forma, a trajetória do dólar também espelhou o bom comportamento no mercado acionário global. "Está havendo uma assimetria forte do dólar com as bolsas, justamente indicando esse apetite por risco", ressalta.

Em relatório divulgado hoje, o IIF projeta que o fluxo de capital para emergentes vai desacelerar "consideravelmente" em 2020, como resultado do impacto causado pelo coronavírus. "Desde o início do ano, os emergentes experimentaram fuga de capital recorde, maior do que durante qualquer crise recente. Uma combinação do choque da Covid-19 com a queda nos preços do petróleo provocou fuga de cerca de US$ 83 bilhões somente em março", diz o relatório.

Do ponto de vista local, hoje pela manhã, as declarações do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, enfatizando que o BC pode atuar de maneira mais pesada, se assim for necessário, ajudaram na valorização da divisa doméstica. A venda à vista de dólares ao mercado financeiro no mês de março somou US$ 10,674 bilhões.

O pano de fundo para as variações, tanto para cima como para baixo no câmbio, segue sendo o noticiário com relação à evolução da pandemia do coronavírus no mundo. "Há uma inclinação maior a posições de risco porque a percepção de redução da pandemia existe, mesmo que a subnotificação ainda seja um problema enorme. Mas já é possível ver que, em 12 semanas, ocorre a curva da pandemia. Vimos isso na China e agora na Europa".

O Banco Central divulgou hoje que fluxo cambial da semana passada (de 30 de março a 3 de abril) ficou negativo em US$ 2,287 bilhões. E os bancos fecharam março com posição vendida no câmbio à vista de US$ 33,511 bilhões no mesmo período. No fim de fevereiro, essa posição estava vendida em US$ 38,912 bilhões.

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