Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 5 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Bolsa emenda terceiro ganho seguido, em alta de 2,97%, aos 78.624,62 pontos



08/04/2020 | 18:13


O Ibovespa obteve três ganhos consecutivos ao encerrar nesta quarta-feira, 8, em alta de 2,97%, aos 78.624,62 pontos, atingindo o maior nível de fechamento desde 13 de março, então aos 82.677,91 pontos. Após sessões sem direção única nos mercados da Ásia e da Europa, as bolsas de Nova York tiveram firme alta hoje na sequência de leves perdas no dia anterior.

Contribuíram para o bom humor a expectativa por corte de produção da Opep, o que levou o petróleo a acentuar alta no meio da tarde, e a confirmação da desistência do senador Bernie Sanders de seguir na disputa pela indicação democrata à eleição de novembro. No noticiário sobre o coronavírus, o número de mortes avança no estado de Nova York - o mais afetado dos EUA - e no Reino Unido, um como outro registrando novos recordes de fatalidades nesta quarta-feira.

Na semana, o principal índice da B3 acumula agora ganho de 13,07% e, no mês, de 7,68%, ainda cedendo 32,01% no ano. O giro financeiro totalizou R$ 22,0 bilhões, mais fraco que o do dia anterior (R$ 26,7 bilhões), que havia sido o mais alto até aqui no mês. Nesta quarta-feira, o índice oscilou entre 76.115,19 pontos, na mínima, e 79.058,13, na máxima do dia. Em Nova York, os três índices encerraram a sessão com ganhos entre 2,58% (Nasdaq) e 3,44% (Dow Jones), com destaque para bancos e petroleiras, e para a transferência de recursos que haviam sido alocados em Treasuries para ações.

Cautelosamente, analistas começam a falar que os níveis de preços, aqui e no exterior, combinados a alguma estabilização na percepção de risco, podem, pouco a pouco, atrair a atenção do investidor estrangeiro para a B3, em busca de arbitragens. De acordo com os mais recentes dados, disponibilizados hoje, o investidor estrangeiro ingressou, em termos líquidos, com R$ 401 milhões na Bolsa no último dia 6. O saldo de abril segue negativo em quase R$ 2 bilhões com os saques do ano totalizando R$ 66,3 bilhões.

Para o Santander, a parte mais intensa da retirada de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira neste ano pode ter ficado para trás, embora ainda não haja uma tendência grande de compra. O banco considera que mesmo com a queda generalizada dos mercados mundiais, o investidor de fora está alocando recursos em bolsas de países desenvolvidos.

No que foi o pior trimestre de que se tem registro na B3, com perda de 36,86% no período, o movimento do Ibovespa dolarizado foi ainda mais profundo, tendo ficado 51,26% mais barato na moeda americana do início de janeiro ao fim de março. Em dólar, o Ibovespa estava em 14.051,44 pontos no fechamento de março, contra 28.826,29 pontos no fim de 2019 e a 28.688,46 no dia 23 de janeiro, quando o índice renovou máxima histórica de fechamento, aos 119.527,63 pontos. Nesta quarta-feira, em dólar, o Ibovespa foi a 15.287,69 pontos.

"O mercado atingiu fundos muito severos, e muito (de negativo) já foi colocado no preço. Mas não dá para dar de barato que a onda é só de recuperação: ainda vai ter volatilidade", diz André Perfeito, economista-chefe da Necton. "Mais do que os dados econômicos, o mercado continua olhando, no momento, a velocidade do contágio. Aos trancos e barrancos, o governo abriu a caixa de ferramentas, encaminhou muitas medidas, que serão testadas e ajustadas ao longo do caminho", acrescenta.

Na sessão de hoje, "a notícia de que a Opep pode cortar em 10 milhões de barris/dia a produção de petróleo em reunião amanhã puxou os futuros da commodity no meio da tarde, acentuando os ganhos da Petrobras e dando impulso maior ao Ibovespa", aponta Pedro Galdi, analista da Mirae. "Março foi um mês de destruição de riqueza, e abril, a depender da curva da doença, pode ser um período de recomposição, que é o que temos visto, por enquanto, neste início de mês."

No fechamento desta quarta-feira, Petrobras PN mostrava alta de 5,61% e a ON, de 5,68%, com o Brent para junho em alta de 3,04%, a US$ 32,84 por barril, no fechamento da ICE. Na B3, destaque também para o setor siderúrgico, com ganhos de 7,07% para Gerdau PN; de 6,62% para CSN e de 6,81% para Usiminas, enquanto Vale ON cedeu 0,62%. As ações de bancos deram prosseguimento hoje à sequência positiva, com Bradesco PN em alta de 2,66%, Santander, de 1,50%, Itaú Unibanco, de 5,13%, e Banco do Brasil, de 1,92%. Na ponta do Ibovespa, Cielo subiu 22,14%, seguida por Via Varejo, em alta de 13,80%, e Gol, com ganho de 9,50% no fechamento. No lado oposto, JBS caiu 2,47% e Braskem, 1,26%.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Bolsa emenda terceiro ganho seguido, em alta de 2,97%, aos 78.624,62 pontos


08/04/2020 | 18:13


O Ibovespa obteve três ganhos consecutivos ao encerrar nesta quarta-feira, 8, em alta de 2,97%, aos 78.624,62 pontos, atingindo o maior nível de fechamento desde 13 de março, então aos 82.677,91 pontos. Após sessões sem direção única nos mercados da Ásia e da Europa, as bolsas de Nova York tiveram firme alta hoje na sequência de leves perdas no dia anterior.

Contribuíram para o bom humor a expectativa por corte de produção da Opep, o que levou o petróleo a acentuar alta no meio da tarde, e a confirmação da desistência do senador Bernie Sanders de seguir na disputa pela indicação democrata à eleição de novembro. No noticiário sobre o coronavírus, o número de mortes avança no estado de Nova York - o mais afetado dos EUA - e no Reino Unido, um como outro registrando novos recordes de fatalidades nesta quarta-feira.

Na semana, o principal índice da B3 acumula agora ganho de 13,07% e, no mês, de 7,68%, ainda cedendo 32,01% no ano. O giro financeiro totalizou R$ 22,0 bilhões, mais fraco que o do dia anterior (R$ 26,7 bilhões), que havia sido o mais alto até aqui no mês. Nesta quarta-feira, o índice oscilou entre 76.115,19 pontos, na mínima, e 79.058,13, na máxima do dia. Em Nova York, os três índices encerraram a sessão com ganhos entre 2,58% (Nasdaq) e 3,44% (Dow Jones), com destaque para bancos e petroleiras, e para a transferência de recursos que haviam sido alocados em Treasuries para ações.

Cautelosamente, analistas começam a falar que os níveis de preços, aqui e no exterior, combinados a alguma estabilização na percepção de risco, podem, pouco a pouco, atrair a atenção do investidor estrangeiro para a B3, em busca de arbitragens. De acordo com os mais recentes dados, disponibilizados hoje, o investidor estrangeiro ingressou, em termos líquidos, com R$ 401 milhões na Bolsa no último dia 6. O saldo de abril segue negativo em quase R$ 2 bilhões com os saques do ano totalizando R$ 66,3 bilhões.

Para o Santander, a parte mais intensa da retirada de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira neste ano pode ter ficado para trás, embora ainda não haja uma tendência grande de compra. O banco considera que mesmo com a queda generalizada dos mercados mundiais, o investidor de fora está alocando recursos em bolsas de países desenvolvidos.

No que foi o pior trimestre de que se tem registro na B3, com perda de 36,86% no período, o movimento do Ibovespa dolarizado foi ainda mais profundo, tendo ficado 51,26% mais barato na moeda americana do início de janeiro ao fim de março. Em dólar, o Ibovespa estava em 14.051,44 pontos no fechamento de março, contra 28.826,29 pontos no fim de 2019 e a 28.688,46 no dia 23 de janeiro, quando o índice renovou máxima histórica de fechamento, aos 119.527,63 pontos. Nesta quarta-feira, em dólar, o Ibovespa foi a 15.287,69 pontos.

"O mercado atingiu fundos muito severos, e muito (de negativo) já foi colocado no preço. Mas não dá para dar de barato que a onda é só de recuperação: ainda vai ter volatilidade", diz André Perfeito, economista-chefe da Necton. "Mais do que os dados econômicos, o mercado continua olhando, no momento, a velocidade do contágio. Aos trancos e barrancos, o governo abriu a caixa de ferramentas, encaminhou muitas medidas, que serão testadas e ajustadas ao longo do caminho", acrescenta.

Na sessão de hoje, "a notícia de que a Opep pode cortar em 10 milhões de barris/dia a produção de petróleo em reunião amanhã puxou os futuros da commodity no meio da tarde, acentuando os ganhos da Petrobras e dando impulso maior ao Ibovespa", aponta Pedro Galdi, analista da Mirae. "Março foi um mês de destruição de riqueza, e abril, a depender da curva da doença, pode ser um período de recomposição, que é o que temos visto, por enquanto, neste início de mês."

No fechamento desta quarta-feira, Petrobras PN mostrava alta de 5,61% e a ON, de 5,68%, com o Brent para junho em alta de 3,04%, a US$ 32,84 por barril, no fechamento da ICE. Na B3, destaque também para o setor siderúrgico, com ganhos de 7,07% para Gerdau PN; de 6,62% para CSN e de 6,81% para Usiminas, enquanto Vale ON cedeu 0,62%. As ações de bancos deram prosseguimento hoje à sequência positiva, com Bradesco PN em alta de 2,66%, Santander, de 1,50%, Itaú Unibanco, de 5,13%, e Banco do Brasil, de 1,92%. Na ponta do Ibovespa, Cielo subiu 22,14%, seguida por Via Varejo, em alta de 13,80%, e Gol, com ganho de 9,50% no fechamento. No lado oposto, JBS caiu 2,47% e Braskem, 1,26%.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;