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Novo coronavírus fecha áreas comuns e muda rotina nos condomínios da região

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Síndicos enfrentam resistência, mas interditam espaços para impedir disseminação da doença


Matheus Moreira
Especial para o Diário

07/04/2020 | 00:08


A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina nos condomínios do Grande ABC. No lugar de crianças brincando nos parquinhos, entraram faixas e cones que interditaram as áreas comuns para evitar aglomerações. Síndicos também fecharam, provisoriamente, academias, salão de jogos, de festas, além de disponibilizarem álcool gel em pontos estratégicos e aumentar a limpeza nos corredores.

André Nastri, 41 anos, síndico do Edifício Serra Negra, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, acredita que estas medidas são essenciais para proteger a todos. “Isolamos os espaços comuns e colocamos álcool gel nos acessos. Aqui tem concentração grande de idosos, que são do grupo de risco.”

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde recomendam que se evitem ambientes aglomerados e que as pessoas fiquem em casa. Mas, para que isso seja possível, todos têm de fazer sua parte. O advogado especialista em direito imobiliário e condominial José Roberto Graiche Júnior, 48, lembra que não existe fórmula certa. “Nessas horas cada um indica a melhor medida, sempre pensando no bem comum. Tem uns que não fecharam academias, por exemplo, e adotaram sistema de rodízio”, explicou.

Embora as ações sejam por orientação dos especialistas, nem sempre os condôminos aceitam as medidas impostas. Segundo Eduardo Festa, 61, síndico do Condomínio Pateo Catalunya, no bairro Santa Maria, em São Caetano, de todas as ações, as que mais geram polêmicas são os fechamentos das áreas de uso comum. “Dessa vez grande parte dos moradores apoiou as decisões de fechamento, mas sempre tem aquela minoria que não gosta das atitudes”, comentou o síndico. “Temos um caso da Covid-19 aqui e mais 13 que estão em quarentena. Converso com eles, por telefone, todos os dias e isso é essencial para a proteção de todos. O mais difícil é lidar com quem não se comunica.”

Por outro lado, como as informações sobre o novo coronavírus estão circulando de forma rápida, há muita mobilização dos moradores para evitar a propagação da doença. No Condomínio Atlanta, no Parque Erasmo Assunção, em Santo André, o síndico Aleks Nascimento, 41, disse que no começo os prédios não encaravam com seriedade. “Quando o prefeito de Santo André (Paulo Serra, PSDB) fez uma transmissão ao vivo para falar sobre o fechamento das áreas comuns dos condomínios, nós conversamos com o conselho fiscal e decidimos, por unanimidade, fechar as áreas de lazer”, admite o síndico. 



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Novo coronavírus fecha áreas comuns e muda rotina nos condomínios da região

Síndicos enfrentam resistência, mas interditam espaços para impedir disseminação da doença

Matheus Moreira
Especial para o Diário

07/04/2020 | 00:08


A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina nos condomínios do Grande ABC. No lugar de crianças brincando nos parquinhos, entraram faixas e cones que interditaram as áreas comuns para evitar aglomerações. Síndicos também fecharam, provisoriamente, academias, salão de jogos, de festas, além de disponibilizarem álcool gel em pontos estratégicos e aumentar a limpeza nos corredores.

André Nastri, 41 anos, síndico do Edifício Serra Negra, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, acredita que estas medidas são essenciais para proteger a todos. “Isolamos os espaços comuns e colocamos álcool gel nos acessos. Aqui tem concentração grande de idosos, que são do grupo de risco.”

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde recomendam que se evitem ambientes aglomerados e que as pessoas fiquem em casa. Mas, para que isso seja possível, todos têm de fazer sua parte. O advogado especialista em direito imobiliário e condominial José Roberto Graiche Júnior, 48, lembra que não existe fórmula certa. “Nessas horas cada um indica a melhor medida, sempre pensando no bem comum. Tem uns que não fecharam academias, por exemplo, e adotaram sistema de rodízio”, explicou.

Embora as ações sejam por orientação dos especialistas, nem sempre os condôminos aceitam as medidas impostas. Segundo Eduardo Festa, 61, síndico do Condomínio Pateo Catalunya, no bairro Santa Maria, em São Caetano, de todas as ações, as que mais geram polêmicas são os fechamentos das áreas de uso comum. “Dessa vez grande parte dos moradores apoiou as decisões de fechamento, mas sempre tem aquela minoria que não gosta das atitudes”, comentou o síndico. “Temos um caso da Covid-19 aqui e mais 13 que estão em quarentena. Converso com eles, por telefone, todos os dias e isso é essencial para a proteção de todos. O mais difícil é lidar com quem não se comunica.”

Por outro lado, como as informações sobre o novo coronavírus estão circulando de forma rápida, há muita mobilização dos moradores para evitar a propagação da doença. No Condomínio Atlanta, no Parque Erasmo Assunção, em Santo André, o síndico Aleks Nascimento, 41, disse que no começo os prédios não encaravam com seriedade. “Quando o prefeito de Santo André (Paulo Serra, PSDB) fez uma transmissão ao vivo para falar sobre o fechamento das áreas comuns dos condomínios, nós conversamos com o conselho fiscal e decidimos, por unanimidade, fechar as áreas de lazer”, admite o síndico. 

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