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Doria endurece discurso e manda recado a prefeitos sobre isolamento

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ao esticar quarentena, governador alertou que obediência a decreto estadual não é facultativa


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

07/04/2020 | 00:01


O governador João Doria (PSDB) endureceu o discurso ao anunciar, ontem, a prorrogação da quarentena e avisou aos prefeitos que a decisão tem de ser obrigatoriamente cumprida pelos municípios, em claro recado a figuras políticas locais que cogitaram a reabertura do comércio, como o caso do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV). O verde, porém, recuou e optou por seguir as medidas do Palácio dos Bandeirantes.

Durante o pronunciamento em que anunciou a extensão do isolamento social por mais duas semanas como forma de frear o contágio do novo coronavírus, Doria reservou parte da fala para dirigir-se diretamente aos prefeitos, alegando que há o dever e a obrigação de seguirem nas suas cidades a orientação do governo do Estado. “Isso é constitucional, não é deliberação que pode ou não ser seguida, ela deve ser seguida por todos os municípios do Estado. Esta é uma medida que deverá ser rigorosamente seguida. Peço que prefeitos contribuam para que essa medida seja obedecida corretamente. Sigam o exemplo do (prefeito da Capital) Bruno Covas (PSDB)”, declarou o tucano.

Embora tenha editado no mês passado decreto determinando o fechamento do comércio, em cumprimento à quarentena instituída por Doria, Lauro passou a falar nos últimos dias em adotar o chamado isolamento vertical, em que autorizaria o retorno da atividade econômica e limitaria o distanciamento apenas às pessoas consideradas mais vulneráveis ao contágio da Covid-19, como idosos e aqueles com doenças crônicas – bandeira levantada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O verde utilizou os boletins diários sobre o balanço da doença na cidade, nas redes sociais, para pedir opinião da população sobre o que fazer. O pensamento, inclusive, foi levado para dentro do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, entidade em que ocupa posto de vice-presidente e que se reúne hoje, em assembleia por videoconferência, para tratar de ações conjuntas dos municípios devido à pandemia.

Ontem, horas depois do anúncio de Doria, contudo, Lauro voltou atrás, ajustou o discurso às recomendações do governo paulista, do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde), e antecipou que publicará hoje decreto mantendo a quarentena. “Sei que algumas pessoas não concordam, em especial os comerciantes, que estão preocupados com seus negócios, com os empregos que geram e, claro, com as contas a pagar no fim do mês. Respeito e compartilho da preocupação de cada um de vocês. Também me preocupo com o impacto econômico que tudo isso pode gerar”, justificou o verde, em novo vídeo. Lauro também mostrou abaixo-assinado entregue pela ACE (Associação Comercial e Empresarial) da cidade pleiteando a reabertura dos estabelecimentos. “Temos de ter precaução. Em primeiro lugar, são nossas vidas que valem mais.” 



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Doria endurece discurso e manda recado a prefeitos sobre isolamento

Ao esticar quarentena, governador alertou que obediência a decreto estadual não é facultativa

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

07/04/2020 | 00:01


O governador João Doria (PSDB) endureceu o discurso ao anunciar, ontem, a prorrogação da quarentena e avisou aos prefeitos que a decisão tem de ser obrigatoriamente cumprida pelos municípios, em claro recado a figuras políticas locais que cogitaram a reabertura do comércio, como o caso do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV). O verde, porém, recuou e optou por seguir as medidas do Palácio dos Bandeirantes.

Durante o pronunciamento em que anunciou a extensão do isolamento social por mais duas semanas como forma de frear o contágio do novo coronavírus, Doria reservou parte da fala para dirigir-se diretamente aos prefeitos, alegando que há o dever e a obrigação de seguirem nas suas cidades a orientação do governo do Estado. “Isso é constitucional, não é deliberação que pode ou não ser seguida, ela deve ser seguida por todos os municípios do Estado. Esta é uma medida que deverá ser rigorosamente seguida. Peço que prefeitos contribuam para que essa medida seja obedecida corretamente. Sigam o exemplo do (prefeito da Capital) Bruno Covas (PSDB)”, declarou o tucano.

Embora tenha editado no mês passado decreto determinando o fechamento do comércio, em cumprimento à quarentena instituída por Doria, Lauro passou a falar nos últimos dias em adotar o chamado isolamento vertical, em que autorizaria o retorno da atividade econômica e limitaria o distanciamento apenas às pessoas consideradas mais vulneráveis ao contágio da Covid-19, como idosos e aqueles com doenças crônicas – bandeira levantada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O verde utilizou os boletins diários sobre o balanço da doença na cidade, nas redes sociais, para pedir opinião da população sobre o que fazer. O pensamento, inclusive, foi levado para dentro do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, entidade em que ocupa posto de vice-presidente e que se reúne hoje, em assembleia por videoconferência, para tratar de ações conjuntas dos municípios devido à pandemia.

Ontem, horas depois do anúncio de Doria, contudo, Lauro voltou atrás, ajustou o discurso às recomendações do governo paulista, do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde), e antecipou que publicará hoje decreto mantendo a quarentena. “Sei que algumas pessoas não concordam, em especial os comerciantes, que estão preocupados com seus negócios, com os empregos que geram e, claro, com as contas a pagar no fim do mês. Respeito e compartilho da preocupação de cada um de vocês. Também me preocupo com o impacto econômico que tudo isso pode gerar”, justificou o verde, em novo vídeo. Lauro também mostrou abaixo-assinado entregue pela ACE (Associação Comercial e Empresarial) da cidade pleiteando a reabertura dos estabelecimentos. “Temos de ter precaução. Em primeiro lugar, são nossas vidas que valem mais.” 

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