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Vendas on-line de mercados sobem 41%

Na região, avanço do novo coronavírus fez consumidor migrar para as compras via internet


Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

06/04/2020 | 23:59


As vendas on-line de supermercados do Grande ABC saltaram de 278,2 mil para 392,9 mil (41,2%) entre 24 de fevereiro e 18 de março em comparação a período equivalente de 2019. A oscilação é reflexo da mudança de consumo causada pelo avanço do novo coronavírus, uma vez que a orientação é que as pessoas evitem sair de casa. Os dados são da Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada no e-commerce, em parceria com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), e foram cedidos com exclusividade ao Diário.

No mesmo período, o faturamento do setor com vendas via internet cresceu 37,7% – de R$ 101,7 milhões para R$ 140,1 milhões – nas sete cidades. Na avaliação de especialistas, as vendas on-line das categorias disponíveis nos supermercadistas estavam em crescimento tímido nos últimos dois anos, mas o processo foi acelerado a partir do momento em que o isolamento social começou a ser cogitado.

“O consumidor, com medo de sair de casa, somado aos decretos de quarentena, antecipou as compras on-line do setor, que estava crescendo, mas só devia estar consolidado em dois ou três anos”, explicou André Dias, diretor executivo da Compre & Confie. “Os supermercados trabalhavam com a integração entre on-line e off-line, como realizar a compra pelo site e retirar os produtos na loja física”, detalhou.

Em sinergia, Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, lembra que a população mudou o perfil da demanda. “Quando estão em casa, as famílias acabam adquirindo mais produtos de higiene, principalmente por causa do período que estamos vivendo, e alimentos. Comprar outros itens, como de vestuário, ficou em segundo plano”, exemplificou.

Entre as categorias com maior crescimento no número de pedidos estão beleza e perfumaria (72%), recargas (47%), eletroportáteis (46%), saúde (37%) e alimentos e bebidas (36%). Por outro lado, o tíquete médio (média de gastos por compra) da região caiu 2,5%, passando de R$ 365,71 para R$ 356,51 entre 2019 e 2020.

“Normalmente, as pessoas compravam passagens aéreas e bens duráveis (a exemplo de eletrodomésticos) no e-commerce, porém, o consumidor migrou para outras categorias, onde os preços são menores”, afirmou Dias.

Mesmo após a turbulência causada pela Covid-19, a tendência é que a população siga optando pelas compras on-line. “Deve haver uma mudança de padrão, por isso, deve gerar migração do off-line para o on-line”, apontou Maskio. “Tudo depende da experiência do consumidor, como entrega no prazo e condições da embalagem. Caso agrade e seja o esperado pelo consumidor, a tendência é que ele continue comprando on-line pela comodidade”, completou o diretor executivo da Compre & Confie.

Em todo o País, o levantamento aponta aumento de 80% nas vendas do e-commerce dos supermercados. As categorias de saúde e de beleza e perfumaria saltaram 111% e 83%, respectivamente. Na contramão, os seguintes produtos registraram queda na procura: câmeras, filmadores e drones (-62%), games (-37%), eletrônicos (-29%) e automotivo (-20%).

Momento é ideal para que lojas físicas invistam no e-commerce

Os especialistas destacam que o momento de quarentena é oportunidade para que comércios físicos criem suas lojas on-line. “Mesmo o consumidor que não comprava (on-line), acabou aderindo e é uma lição para que os comerciantes invistam nas vendas on-line mesmo que, a curto prazo, sejam feitas via redes sociais”, sugeriu Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista.

Posteriormente, a dica é investir em plataformas digitais, como sites, para fomentar o e-commerce da marca, já que, atualmente, existem ferramentas e formas de pagamento a distância eficazes e acessíveis. “Agora é tentar vender com as ferramentas possíveis, fazer o melhor que puder para amenizar os impactos financeiros”, assinalou Maskio.

“As empresas que ainda não levaram seu modelo de negócios para a internet estão em desvantagem neste momento, correndo sérios riscos de sobrevivência, principalmente levando em conta o fato de que não sabemos quanto tempo vai durar essa crise”, disse Maurício Salvador, presidente da ABComm.

A logística deve ser ponto de atenção. Segundo a ABComm, o setor já mostra preocupação com medidas que possam restringir a circulação de empresas que realizam entregas nas cidades. Maskio salienta que também é preciso estar atento a gestão de estoque, separação de produtos e planejar embalagens adequadas. FK 



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Vendas on-line de mercados sobem 41%

Na região, avanço do novo coronavírus fez consumidor migrar para as compras via internet

Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

06/04/2020 | 23:59


As vendas on-line de supermercados do Grande ABC saltaram de 278,2 mil para 392,9 mil (41,2%) entre 24 de fevereiro e 18 de março em comparação a período equivalente de 2019. A oscilação é reflexo da mudança de consumo causada pelo avanço do novo coronavírus, uma vez que a orientação é que as pessoas evitem sair de casa. Os dados são da Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada no e-commerce, em parceria com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), e foram cedidos com exclusividade ao Diário.

No mesmo período, o faturamento do setor com vendas via internet cresceu 37,7% – de R$ 101,7 milhões para R$ 140,1 milhões – nas sete cidades. Na avaliação de especialistas, as vendas on-line das categorias disponíveis nos supermercadistas estavam em crescimento tímido nos últimos dois anos, mas o processo foi acelerado a partir do momento em que o isolamento social começou a ser cogitado.

“O consumidor, com medo de sair de casa, somado aos decretos de quarentena, antecipou as compras on-line do setor, que estava crescendo, mas só devia estar consolidado em dois ou três anos”, explicou André Dias, diretor executivo da Compre & Confie. “Os supermercados trabalhavam com a integração entre on-line e off-line, como realizar a compra pelo site e retirar os produtos na loja física”, detalhou.

Em sinergia, Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, lembra que a população mudou o perfil da demanda. “Quando estão em casa, as famílias acabam adquirindo mais produtos de higiene, principalmente por causa do período que estamos vivendo, e alimentos. Comprar outros itens, como de vestuário, ficou em segundo plano”, exemplificou.

Entre as categorias com maior crescimento no número de pedidos estão beleza e perfumaria (72%), recargas (47%), eletroportáteis (46%), saúde (37%) e alimentos e bebidas (36%). Por outro lado, o tíquete médio (média de gastos por compra) da região caiu 2,5%, passando de R$ 365,71 para R$ 356,51 entre 2019 e 2020.

“Normalmente, as pessoas compravam passagens aéreas e bens duráveis (a exemplo de eletrodomésticos) no e-commerce, porém, o consumidor migrou para outras categorias, onde os preços são menores”, afirmou Dias.

Mesmo após a turbulência causada pela Covid-19, a tendência é que a população siga optando pelas compras on-line. “Deve haver uma mudança de padrão, por isso, deve gerar migração do off-line para o on-line”, apontou Maskio. “Tudo depende da experiência do consumidor, como entrega no prazo e condições da embalagem. Caso agrade e seja o esperado pelo consumidor, a tendência é que ele continue comprando on-line pela comodidade”, completou o diretor executivo da Compre & Confie.

Em todo o País, o levantamento aponta aumento de 80% nas vendas do e-commerce dos supermercados. As categorias de saúde e de beleza e perfumaria saltaram 111% e 83%, respectivamente. Na contramão, os seguintes produtos registraram queda na procura: câmeras, filmadores e drones (-62%), games (-37%), eletrônicos (-29%) e automotivo (-20%).

Momento é ideal para que lojas físicas invistam no e-commerce

Os especialistas destacam que o momento de quarentena é oportunidade para que comércios físicos criem suas lojas on-line. “Mesmo o consumidor que não comprava (on-line), acabou aderindo e é uma lição para que os comerciantes invistam nas vendas on-line mesmo que, a curto prazo, sejam feitas via redes sociais”, sugeriu Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista.

Posteriormente, a dica é investir em plataformas digitais, como sites, para fomentar o e-commerce da marca, já que, atualmente, existem ferramentas e formas de pagamento a distância eficazes e acessíveis. “Agora é tentar vender com as ferramentas possíveis, fazer o melhor que puder para amenizar os impactos financeiros”, assinalou Maskio.

“As empresas que ainda não levaram seu modelo de negócios para a internet estão em desvantagem neste momento, correndo sérios riscos de sobrevivência, principalmente levando em conta o fato de que não sabemos quanto tempo vai durar essa crise”, disse Maurício Salvador, presidente da ABComm.

A logística deve ser ponto de atenção. Segundo a ABComm, o setor já mostra preocupação com medidas que possam restringir a circulação de empresas que realizam entregas nas cidades. Maskio salienta que também é preciso estar atento a gestão de estoque, separação de produtos e planejar embalagens adequadas. FK 

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