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O tamanho do estrago


Do Diário do Grande Abc

07/04/2020 | 10:09


São assustadores os dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Quase 90% das vendas de automóveis desapareceram em março, quando comparadas a primeira quinzena do mês passado com a da última. As razões não podiam ser outras: os impactos da disseminação e das medidas tomadas para conter o avanço do novo coronavírus. Trata-se do primeiro dado efetivo a balizar o impacto que o micro-organismo deve causar na economia do Grande ABC, que ainda é extremamente dependente do setor automotivo. A desidratação do comércio de veículos não tarda de atingir a produção, o que pinta cenário desolador. Vai ser preciso muito trabalho para vencer a crise.

A queda acentuada na produção de automóveis no País atinge em cheio o Grande ABC, onde se localizam cinco das principais montadoras do Brasil. O segmento é, ainda, o grande pêndulo a indicar o humor da economia regional. Embora as fábricas de veículos não empreguem mais tanta gente, como em passado recente, o valor agregado de seus produtos segue dando as cartas no cenário do desenvolvimento regional. Baqueado, o setor certamente causará prejuízos bastante significativos às sete cidades. Os efeitos, evidentemente, vão ser sentidos pelas demais áreas, ainda muito dependentes da velocidade com que anda o seu carro-madrinha.

A evaporação da produção automobilística contradiz também o antigo adágio de que o Grande ABC era o último a sentir os efeitos de qualquer crise econômica e o primeiro a sair dela – o que demonstra a singularidade da atual tempestade financeira, a demandar também novas formas de enfrentá-la. Quais são estes caminhos rumo à reconstrução econômica regional? Infelizmente, o futuro ainda é um tanto incerto. Eis aí a oportunidade que tem a recém-reconstituída Agência de Desenvolvimento Econômico, agora sob a tutela do prefeito rio-grandense Gabriel Maranhão (Cidadania), de provar o seu valor. As sete cidades estão ávidas por ações que as conduzam para fora do pântano em que estão entrando. 



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O tamanho do estrago

Do Diário do Grande Abc

07/04/2020 | 10:09


São assustadores os dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Quase 90% das vendas de automóveis desapareceram em março, quando comparadas a primeira quinzena do mês passado com a da última. As razões não podiam ser outras: os impactos da disseminação e das medidas tomadas para conter o avanço do novo coronavírus. Trata-se do primeiro dado efetivo a balizar o impacto que o micro-organismo deve causar na economia do Grande ABC, que ainda é extremamente dependente do setor automotivo. A desidratação do comércio de veículos não tarda de atingir a produção, o que pinta cenário desolador. Vai ser preciso muito trabalho para vencer a crise.

A queda acentuada na produção de automóveis no País atinge em cheio o Grande ABC, onde se localizam cinco das principais montadoras do Brasil. O segmento é, ainda, o grande pêndulo a indicar o humor da economia regional. Embora as fábricas de veículos não empreguem mais tanta gente, como em passado recente, o valor agregado de seus produtos segue dando as cartas no cenário do desenvolvimento regional. Baqueado, o setor certamente causará prejuízos bastante significativos às sete cidades. Os efeitos, evidentemente, vão ser sentidos pelas demais áreas, ainda muito dependentes da velocidade com que anda o seu carro-madrinha.

A evaporação da produção automobilística contradiz também o antigo adágio de que o Grande ABC era o último a sentir os efeitos de qualquer crise econômica e o primeiro a sair dela – o que demonstra a singularidade da atual tempestade financeira, a demandar também novas formas de enfrentá-la. Quais são estes caminhos rumo à reconstrução econômica regional? Infelizmente, o futuro ainda é um tanto incerto. Eis aí a oportunidade que tem a recém-reconstituída Agência de Desenvolvimento Econômico, agora sob a tutela do prefeito rio-grandense Gabriel Maranhão (Cidadania), de provar o seu valor. As sete cidades estão ávidas por ações que as conduzam para fora do pântano em que estão entrando. 

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