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Mais da metade dos vereadores de Mauá trocam de partido

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na região, pelo menos 51 parlamentares usam janela e mudam de sigla rumo à reeleição; na Câmara mauaense, mudança foi de 56,5%


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/04/2020 | 00:01


Mais da metade dos atuais vereadores de Mauá decidiram trocar de partido na tentativa de garantir o projeto de reeleição no pleito de outubro. Dos 23 parlamentares, pelo menos 13 migraram para outras legendas, ou 56,5% da casa. No Grande ABC, a mudança mexeu com, no mínimo, 51 cadeiras.

No Legislativo mauaense, a dança das cadeiras é reflexo da crise política instalada desde a primeira prisão do prefeito Atila Jacomussi (PSB). O socialista foi detido duas vezes e sofreu impeachment no ano passado, mas conseguiu anular o processo na Justiça. Ainda assim, as instabilidades e as frequentes trocas no comando do Paço – a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) assumiu interinamente o governo durante os afastamentos de Atila – mexeram com os tabuleiros partidários na Câmara. Atual legenda de Atila, o PSB foi o que mais abriu espaço para parlamentares em exercício: Cincinato Freire, eleito pelo PDT; Ricardinho da Enfermagem (ex-PTB); e Ivan (ex-Avante). Hoje oposicionista, Adelto Cachorrão (ex-Avante) fechou com o Republicanos, que ocupará a vaga de vice na chapa de Wagner Rubinelli (PTB). O petebista, inclusive, contará com mais dois vereadores aliados: Gil Miranda (Republicanos) e o filho, o debutante Fernando Rubinelli (PTB). 

A Câmara de Rio Grande da Serra foi a segunda a registrar maior índice de modificações, proporcionalmente ao número de cadeiras. Pelo menos 46% (seis dos 13 vereadores) mudaram de partido. Na casa, o PSDB perdeu três cadeiras: Agnaldo de Almeida (foi para o PL); João Mineiro (PL); e Ebio Viana (Cidadania). Em seguida, vem o Legislativo de São Bernardo, com dez alterações entre os 28 parlamentares: ex-oposicionista, Julinho Fuzari deixou o Cidadania rumo ao DEM; Rafael Demarchi trocou o Republicanos pelo PSL cravando que será candidato ao Paço. 

Em Santo André, dois vereadores ingressaram no PSDB, partido do prefeito e pré-candidato à reeleição Paulo Serra: Jorge Kina (ex-PSB) e Ronaldo de Castro (ex-Republicanos). Vavá da Churrascaria (ex-SD), que herdou o mandato da vereadora afastada Elian Santana, foi para o PSD, sigla que estará no arco de alianças do tucano.

BAIXAS

O PSDB e PV foram os partidos que mais registraram baixas. Enquanto os tucanos perderam cinco representantes, os verdes ficaram com seis a menos – só em Diadema foram cinco desfiliações: Albino Cardoso, Rodrigo Capel e Zé do Bloco se filiaram ao Cidadania. Outro integrante da bancada verde, Paulo Bezerra também deixou a sigla, mas não anunciou o novo partido.

O número de trocas partidárias tende a aumentar, visto que o período da janela – que abriu brecha para a troca de partido sem o risco de perda do mandato – encerrou na sexta-feira. Alguns, inclusive, decidiram o rumo no último dia. Neste ano, a corrida à vereança não terá coligação, o que obrigará os partidos a lançarem chapa completa de candidatos aos parlamentos.



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Mais da metade dos vereadores de Mauá trocam de partido

Na região, pelo menos 51 parlamentares usam janela e mudam de sigla rumo à reeleição; na Câmara mauaense, mudança foi de 56,5%

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/04/2020 | 00:01


Mais da metade dos atuais vereadores de Mauá decidiram trocar de partido na tentativa de garantir o projeto de reeleição no pleito de outubro. Dos 23 parlamentares, pelo menos 13 migraram para outras legendas, ou 56,5% da casa. No Grande ABC, a mudança mexeu com, no mínimo, 51 cadeiras.

No Legislativo mauaense, a dança das cadeiras é reflexo da crise política instalada desde a primeira prisão do prefeito Atila Jacomussi (PSB). O socialista foi detido duas vezes e sofreu impeachment no ano passado, mas conseguiu anular o processo na Justiça. Ainda assim, as instabilidades e as frequentes trocas no comando do Paço – a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) assumiu interinamente o governo durante os afastamentos de Atila – mexeram com os tabuleiros partidários na Câmara. Atual legenda de Atila, o PSB foi o que mais abriu espaço para parlamentares em exercício: Cincinato Freire, eleito pelo PDT; Ricardinho da Enfermagem (ex-PTB); e Ivan (ex-Avante). Hoje oposicionista, Adelto Cachorrão (ex-Avante) fechou com o Republicanos, que ocupará a vaga de vice na chapa de Wagner Rubinelli (PTB). O petebista, inclusive, contará com mais dois vereadores aliados: Gil Miranda (Republicanos) e o filho, o debutante Fernando Rubinelli (PTB). 

A Câmara de Rio Grande da Serra foi a segunda a registrar maior índice de modificações, proporcionalmente ao número de cadeiras. Pelo menos 46% (seis dos 13 vereadores) mudaram de partido. Na casa, o PSDB perdeu três cadeiras: Agnaldo de Almeida (foi para o PL); João Mineiro (PL); e Ebio Viana (Cidadania). Em seguida, vem o Legislativo de São Bernardo, com dez alterações entre os 28 parlamentares: ex-oposicionista, Julinho Fuzari deixou o Cidadania rumo ao DEM; Rafael Demarchi trocou o Republicanos pelo PSL cravando que será candidato ao Paço. 

Em Santo André, dois vereadores ingressaram no PSDB, partido do prefeito e pré-candidato à reeleição Paulo Serra: Jorge Kina (ex-PSB) e Ronaldo de Castro (ex-Republicanos). Vavá da Churrascaria (ex-SD), que herdou o mandato da vereadora afastada Elian Santana, foi para o PSD, sigla que estará no arco de alianças do tucano.

BAIXAS

O PSDB e PV foram os partidos que mais registraram baixas. Enquanto os tucanos perderam cinco representantes, os verdes ficaram com seis a menos – só em Diadema foram cinco desfiliações: Albino Cardoso, Rodrigo Capel e Zé do Bloco se filiaram ao Cidadania. Outro integrante da bancada verde, Paulo Bezerra também deixou a sigla, mas não anunciou o novo partido.

O número de trocas partidárias tende a aumentar, visto que o período da janela – que abriu brecha para a troca de partido sem o risco de perda do mandato – encerrou na sexta-feira. Alguns, inclusive, decidiram o rumo no último dia. Neste ano, a corrida à vereança não terá coligação, o que obrigará os partidos a lançarem chapa completa de candidatos aos parlamentos.

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